sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

1977-02-10 - O Grito do Povo Nº 06 - II Série -OCMLP

OS VERDADEIROS PATRIOTAS apoiam a Unidade Europeia

1 — O reforço da unidade económica, política e militar da Europa Ocidental é condição necessária para enfrentar e vencer a ofensiva expansionista do social-imperialismo soviético. É para a Europa que se voltam em primeiro lugar os olhos e as armas do Hitler dos nossos dias — Brejnev — que sonha transformar o continente em parte de um império mundial submetido à exploração imperialista e à opressão fascista dos novos czares de Moscovo.
O reforço da Comunidade Económica Europeia (CEE) é um passo importante na unidade dos países europeus contra a hegemonia das superpotências, e em particular, contra o social-imperialismo soviético.
A adesão de Portugal à CEE em moldes que contribuam para a recuperação económica nacional, servirá a causa da Democracia, da Independência Nacional e do Progresso Social, fortalecerá a corrente anti-hegemónica que cresce na Europa Ocidental e enfraquecerá as posições da quinta-coluna de Moscovo no nosso país, o partido social-fascista de Cunhal.
2 — Por isso o PCP e os seus apêndices se opõem com tanta veemência à adesão de Portugal à CEE. Procuram manipular o povo com atoardas sobre o «perigo de submissão ao imperialismo» que tal adesão segundo eles representaria, procurando fazer esquecer que são eles próprios os representantes servis do imperialismo mais feroz e agressivo dos nossos dias. Falam acerca da «Europa decadente» com palavras copiadas dos breviários da Juventude Hitleriana de antes da 2.ª guerra mundial. Procuram a todo o custo boicotar as instituições da unidade europeia, como fazem no Conselho da Europa onde se infiltraram com os seus parceiros do PCF e PCI. Teleguiados de Moscovo, o seu objectivo é dividir para reinar.
3 — As dificuldades que à entrada de Portugal na CEE (como aliás da Grécia ou de uma futura Espanha democrática) possam surgir, devido às burguesias europeias colocarem os seus interesses imediatos acima do interesse comum de reforçar a unidade europeia contra a expansão dos novos czares, só poderão servir a estes últimos. Em Portugal como nos outros países europeus, impõe-se unir num esforço comum as forças democráticas e encontrar soluções para os problemas existentes, à luz do objectivo superior que é o de consolidar a todos os níveis a unidade europeia anti-hegemónica e fazer frente à expansão social-imperialista.
4 — Aqueles que procuram a todo o custo impedir o progresso da unidade europeia são os mesmos que em Portugal agem em favor da desagregação económica e combatem o reforço da defesa nacional. São as forças negras do social-fascismo, a soldo do imperialismo russo que prepara a guerra.
São os inimigos mortais do nosso Povo e da nossa Pátria. Combatê-los sem tréguas é um dever patriótico e revolucionário.

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