quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

1977-02-08 - ML Informação Nº 05 - Série I - PCP-ml

O QUE SE PASSA NA TELEVISÃO
A RTP é cenário de uma grande luta. O PS, à semelhança do partido de Cunhal antes do 25 de Novembro, quer controlar completamente a televisão para fazer propaganda dos seus dirigentes e censurar os outros partidos democráticos, o que tem acontecido escandalosamente com o PCP(m-l). O PS serve-se de carreiristas de todos os matizes, conciliadores e cunhalistas para tentar afastar Tomás Rosa, que se opõe à manipulação da RTP. Entretanto, a Direcção de Informação vai fazendo o jogo do PS, dos cunhalistas e de outros carreiristas. É à Direcção de Informação que temos de pedir contas da propaganda cunhalista na televisão, é a Direcção de Informação (e não só, como agora se diz) que tem de ir para a rua e não o capitão Tomás Rosa!
O PCP(M-L) INCITA OS MILITANTES DO PS A EXPULSAR TODOS OS SUBMARINOS
Quando o PCP(m-l) iniciou o desmascaramento dos submarinos cunhalistas no PS, o submarino António Reis tentou gozar-nos. Ironia do destino, é o próprio A. Reis que acaba por redigir o recente comunicado do Secretariado do PS sobre a expulsão de alguns dos submarinos cunhalistas trotskistas. A. Reis, autêntico ladrão que grita lá vai ladrão!, lança a confusão nesse comunicado e tenta safar-se «atacando» submarinos já desmascarados. De nada valerão estas manobras ao propagandista do Avante! e do Rumo à Vitória, cunhalista. Os militantes patriotas e democratas do PS devem prosseguir a sua luta pelo desmascaramento e expulsão de todos os submarinos cunhalistas, incluindo o Kalidás barreteiro, Lopes Cardoso e António Reis.
AS ELEIÇÕES NOS QUÍMICOS VÃO ISOLAR OS SOCIAIS-FASCISTAS
Em Março de 1975, o ladrão Costa Martins, a Brigada Brejnev e o legionário Otelo tomaram de assalto o Sindicato dos Químicos de Lisboa e procederam a uma burla «eleitoral». Agora os sociais-fascistas com receio das massas, repetem a farsa recusando-se a instalar suficientes urnas de voto, uma por empresa. Mas mesmo assim o futuro não lhes sorri. O PCP(m-l) apoia sem reservas a formação de uma lista de unidade nacional e democrática e denuncia as manobras dos submarinos cunhalistas no PS para impedir a constituição dessa lista unitária contra os sociais-fascistas.
A POLITICA DE RETRETE DE MÁRIO SOARES
Num intervalo do recente congresso mal-acabado do PS, Mário Soares foi à retrete e viu escrito nesse tradicional e desinibido local de livre expressão uns vivas ao nazismo, certamente ao lado de outros vivas ao nazismo cunhalista, ao PS, ao PPM, ao PSD, ao CDS e - porque não? - ao PCP(m-l). Vai daí, o nosso genial político conclui perante o congresso que vivemos sob uma ameaça fascista... Só um «processo revolucionário» tão pitoresco como o nosso é que nos poderia dar mimos destes.
A PROMOÇÃO DO VII CONGRESSO TRAZ MAIS COMUNISTAS AO PCP(M-L)
A Promoção Mao Zedong trouxe ao PCP(m-l) 400 comunistas. O VII Congresso encheu de entusiasmo revolucionário os delegados e outros membros do Partido, que exprimiram a sua vontade de recrutar massivamente novos elementos para as nossas fileiras. Assim, o Comité Central, na sua I Reunião Plenária, tomou a decisão de levar em frente a Promoção do VII Congresso, a partir do dia 19 de Janeiro até ao 1.º de Maio, com o fim de organizar este entusiasmo em novo movimento de adesão ao Partido. Até este momento, no quadro da actual Promoção várias dezenas de novos comunistas já aderiram ao Partido, nomeadamente no Porto, Guarda, Covilhã, Santarém, Margem Sul e Lisboa.
VITÓRIA DA DEMOCRACIA NO LICEU D. DINIS, EM LISBOA
Nas eleições para a Associação do Liceu D. Dinis, a lista apoiada pela UEC(m-l) obteve 763 votos, enquanto a lista conjunta dos cunhalistas e UDPides obteve 545, a lista da Juventude Socialista 303, a do MRPP 135 e a dos trotskistas 55. De salientar o facto de os rachados da UDP aparecerem já abertamente aliados aos seus patrões do Kremlin.
RÁDIO BEIJING INFORMA DIARIAMENTE
Rádio Beijing transmite diariamente em língua portuguesa nas bandas dos 25 e 31 metros das 22 às 23 horas e das 00 às 01 horas.
TEXTOS ESCOLHIDOS DE MAO ZEDONG
Acaba de ser posto à venda o volume de Textos Escolhidos de Mao Zedong, das Edições Seara Vermelha, distribuídas pela Prolibris Av. 5 de Outubro, 146, r/c, Esq., Lisboa 1.
REUNIÃO DO CONSELHO NACIONAL DO MDT
No passado dia 5 teve lugar em Lisboa uma reunião do Movimento Democrático do Trabalho, que se debruçou sobre a situação no movimento sindical criada pelo congresso-fantoche da Intersindical. A reunião apontou para a necessidade de criar uma confederação democrática do trabalho que venha, pouco a pouco, a arrancar os sindicatos à influência do social-imperialismo russo.
DECLARAÇÃO DO SECRETARIADO DO CC DO PCP(M-L) SOBRE O II CONGRESSO DA INTERSINDICAL
1 - Está a ter lugar o II congresso fantoche da Intersindical. Este congresso vem confirmar a cisão do movimento sindical, da responsabilidade dos promotores desse congresso, os sociais-fascistas cunhalistas, lacaios do social-imperialismo russo. Sobre o problema da unidade do movimento sindical, o PCP(m-l) relembra a sua posição desde que o problema se colocou de uma maneira clara em Janeiro de 1975.
2 - Constitui um direito inalienável da classe operária, um direito democrático, o de se associar livremente, independentemente do Estado. O Estado não tem nada que se intrometer no movimento operário nem impor-lhe uma forma específica de organização nem a chamada «unicidade sindical», ou seja, a central sindical única expressa na lei. É exclusivamente à classe operária, aos trabalhadores, a quem compete unir-se ou cindir-se de acordo com a sua própria consciência e vontade.
3 - O PCP(m-l) defende a unidade sindical em princípio mas não em absoluto. O PCP(m-l) admite que, em certas circunstâncias, e sempre que daí resulte a defesa dos superiores interesses da própria classe operária, a iniciativa de formar uma nova central sindical possa e deva pertencer aos comunistas autênticos O movimento operário internacional oferece-nos vários exemplos. O PCP(m-l) opõe-se, portanto, ao pluralismo sindical baseado em filiações partidárias que alguns dirigentes sociais-democratas do PS tentaram impor.
4 - Um caso em que, como comunistas autênticos, não hesitamos em apoiar a formação de uma outra central sindical é quando na central sindical existente não se pratica a democracia operária mas sim, em nome dela, o puro fascismo de capa «socialista», o social-fascismo. Neste caso não podemos responsabilizar pela cisão o imperialismo americano ou a social-democracia mas os sociais-fascistas, lacaios do social-imperialismo russo, que se recusam sistematicamente a acatar as decisões da maioria dos operários e outros trabalhadores. É o caso da Intersindical social-fascista, do seu congresso e de vários sindicatos.
5 - O PCP(m-l) ao mesmo tempo que se opõe à fascízação dos sindicatos pelos cunhalistas, rejeita firmemente a demagogia «apartidária» dos sociais-democratas segundo a qual o que encontram de mal na Intersindical não é, no fim de contas, a violação da democracia interna dos sindicatos e da próprio central, mas a instrumentalização da Intersindical por um partido, no caso o de Cunhal. Nós não podemos deixar de classificar de filistinas estas declarações dos responsáveis do PS, pois, também eles, pretendem instrumentalizar os sindicatos. E nós também, tal como qualquer partido — não o escondemos, como já lhes dissemos em encontros em Janeiro de 1975. O que exigimos, connosco ou outros a dirigir uma central sindical ou um sindicato, é o respeito pela democracia sindical. Nesta base, em minoria ou em maioria, encontraremos uma base segura de unidade no trabalho, de luta pela independência nacional, pela democracia, pela melhoria das condições de vida dos trabalhadores.
6 - Desde a primeira hora que o PCP(m-l) vem denunciando a prática corrente dos sociais-fascistas nos sindicatos e na Intersindical, a prática da arbitrariedade, do golpe que todos conhecemos. Entretanto, «submarinos» cunhalistas e conciliadores do PS têm feito um jogo duplo nos sindicatos, o que só tem favorecido o social-fascismo. O PCP(m-l) chama os responsáveis do PS á razão para que, de uma vez por todas, abandonem os seus interesses individuais e se prontifiquem a colaborar com as restantes forças patrióticas e democráticas na luta por isolar os sociais-fascistas nos sindicatos.

PARTIDO COMUNISTA DE PORTUGAL (MARXISTA-LENINISTA) AVENIDA 5 DE OUTUBRO 233, LISBOA-1 -TELEFONE 76 95 78

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