terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

1977-02-07 - Juventude Revolucionária Nº 04 - I Serie - UJCR -

EDITORIAL
NO FIM DO CONGRESSO ERGAMOS AS COMISSÕES DE JUVENTUDE

O Congresso dos Sindicatos recentemente realizado revestiu-se de uma enorme importância política. Ele não foi uma estrondosa vitória para os revisionistas como poderá parecer à primeira vista olhando para a hegemonia do Secretariado, ou para as teses lá aprovadas. Nalguns pontos concretos os revisionistas foram obrigados a recuar e então as forças revolucionárias reforçaram as suas posições. São exemplo disso:
— Inclusão no Secretariado de dirigentes revolucionários.
— Representação no Secretariado da quase totalidade das linhas sindicais existentes.
O Congresso mostrou Claramente que existe um bom terreno para o trabalho dos revolucionários, há condições para que as nossas ideias ganhem prestígio e confiança junto das massas. Ficaram bem claras dessas conclusões o espírito de luta, demonstrado por grande parte dos delegados, o desejo de unidade manifestado pelos congressistas, e que corresponde o desejo sentido pelas massas populares. Cabe aos revolucionários pegar nestes sentimentos justos, ligaram-se ainda mais à classe e serão os seus melhores defensores. Serem os seus dirigentes. Sem os revolucionários à cabeça do movimento sindical, principalmente dos grandes sindicatos operários, nunca a unidade será possível, nunca a luta irá até ao fim. Se não fizermos isto, então sim, o Congresso terá sido uma vitória dos revisionistas e dos conciliadores. O programa aprovado é um programa reformista e conciliador, mas não será o que lá está escrito que decide o futuro dos trabalhadores e do povo em Portugal. O que decide será a sua luta, será em cada situação concreta sabermos apresentar a alternativa justa e revolucionária, é então aqui que irá aparecer o confronto claro entre as duas linhas, as duas alternativas — a revolucionária que vai de encontro aos sentimentos das massas e a reformista que apenas serve para as negociatas entre a burguesia. É nesta confrontação que os traidores e conciliadores serão desmascarados e as suas teses e papeladas podres mandadas para o caixote do lixo.

No que respeita aos problemas da juventude praticamente não foram abordados no Congresso. Pode-se perguntar, para que serviram toda uma série de Encontros Regionais realizados com intenções de preparar o Congresso?
Na prática eles não serviram de nada, pois deles não saiu um programa de luta concreto. Para resolver os seus problemas a juventude continua às cegas como dantes. Os revisionistas serviram-se dos Encontros apenas para tentar enquadrar os jovens na sua política contra-revolucionária e como formas de pressão para no Congresso fazerem passar as suas teses reformistas e de conciliação.
Devemos nos locais de trabalho, junto da juventude, desmascarar toda esta política traiçoeira dos revisionis­tas.
Mas não basta ficarmo-nos por palavras, também aqui, o que decide é a luta, é a nossa capacidade de apresentar alternativas concretas que vão de encontro aos sentimentos e aspirações das massas dos jovens. Devemos dar grande importância à organização da juventude no movimento sindical. Devemos organizá-la em comissões a partir do local de trabalho, com as grandes fábricas, e oficinas a darem o exemplo.
Para estarmos à altura das nossas grandes responsabilidades temos que ter uma forte UJCR temperada na luta e cimentada nas fábricas junto dos jovens proletários.
A II Reunião do CN dedicou especial atenção à situação da juventude trabalhadora e à sua organização. Todos os militantes devem fazer da resolução de lá saída uma arma para conseguirmos alcançar aquilo que é o nosso objectivo neste momento:

FORJAR A UJCR NA LUTA DE MASSAS DA JUVENTUDE SOB A DIRECÇÃO DOS JOVENS PROLETÁRIOS

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