quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

1972-02-00 - TODOS À MANIFESTAÇÃO NA PRAÇA DO CHILE, DIA 25 DE FEVEREIRO AS l8,30h. - MPAC- CLAC's

TODOS À MANIFESTAÇÃO NA PRAÇA DO CHILE, DIA 25 DE FEVEREIRO AS l8,30h.

     CAMARADAS:
Passaram já 11 anos sobre o dia em que os heróicos povos das colónias ousaram quebrar com a força das suas amas as correntes seculares do jugo e da exploração dos espantalhos colonialistas.
Durante 5 séculos a burguesia portuguesa e os seus aliados de circunstância puderam impunemente explorar, vexar, tiranizar, escravizar e oprimir os povos das colónias.
Durante 5 séculos a burguesia sob a capa da "defesa da cultura e civilização ocidentais em África" tentou esmagar pela força a cultura nacional dos povos de Angola, Guiné e Moçambique,
Hoje sob a capa da "defesa das parcelas da pátria” burguesia apoiada pelo imperialismo americano, sul africano, alemão, francês e outros, sustenta uma odienta guerra de destruição, rapina e genocídio das populações africanas, obrigando a entrar no massacre dos povos coloniais os operários, camponeses e estudantes de Portugal.
Passaram já 11 anos desde que os povos irmos das colónias ousaram pegar em armas contra o colonialismo português, lacaio menor do imperialismo.
Hoje os povos de Angola, Guiné e Moçambique, encontram-se nas primeiras fileiras da revolução mundial e estão a vibrar golpes cada vez mais demolidores no imperialismo internacional e no capitalismo português, levando à prática a grande verdade universal do marxismo-leninismo-maoismo de que "o poder está na ponta da espingarda".
Para manter a criminosa guerra colonial de rapina e genocídio, para poder vir a comer qualquer migalha do grande banquete imperialista, a burguesia portuguesa tenta "modernizar" a sua indústria impondo aos trabalhadores ritmos e cadências infernais de trabalho, mais e mais horas extraordinárias, congelamento de salários, aumento do custo de vida, policiamento e a bufaria, repressão violenta da GNR, PSP e PIDE sobre as suas livres manifestações.
Para barrar o crescendo da luta popular que acelera a subida do capitalismo português ao cadafalso da História a burguesia recorre ao “estado de subversão", às gigantescas operações stop, às rusgas nas ruas e casas.
LEVANTEMOS BEM ALTO A BANDEIRA VERMELHA DA LUTA ANTI-COLONIAL
Passaram já 11 anos em que o dever da solidariedade internacionalista do povo português à justa luta dos povos coloniais pela sua total independência económica, política e cultural, se impunha.
Há já 4 anos que os C.L.A.C.s, organismos de Unidade revolucionária, ousaram, contra todos os oportunismos e demissionismos, levantar bem alto a bandeira anti-imperialista e anti-colonialista, apoiando e solidarizando-se com a justa luta de libertação dos povos coloniais.
Os C.L.A.C.s apelam para que todos os operários, camponeses, estudantes e militares se unam em torno das justas palavras de ordem do Movimento Popular Anti-Colonial (M.P.A.C.), fazendo florescer por toda a parte mais e mais C.L.A.C.s.
Que a manifestação do dia 25 de Fevereiro, na Praça do Chile, às 18,30h seja um marco na consolidação da solidariedade internacionalista do povo português à justa, gloriosa e invencível guerra de libertação dos povos coloniais.
— ABAIXO A GUERRA COLONIAL-IMPERIALISTA DE DESTRUIÇÃO, RAPINA E GENOCÍDIO AOS POVOS HERÓICOS DAS COLÓNIAS.
— VIVA A GRANDE GLORIOSA E JUSTA LUTA DE LIBERTAÇÃO NACIONAL DOS POVOS OPRIMIDOS DAS COLÓNIAS.
— VIVA O MOVIMENTO POPULAR ANTI-COLONIAL.
— VIVA O INTERNACIONALISMO PROLETÁRIO.
— GUERRA DO POVO à GUERRA COLONIAL-IMPERIALISTA.

NOTA; Os C.L.A.C.s reivindicam toda a agitação e propaganda desenvolvida nas escolas, nas fábricas e nos bairros, como sendo da sua responsabilidade e denunciam o aparecimento, em algumas escolas, da convocação de uma manifestação para o dia 19 de Fev. como sendo uma manobra de divisionismo e oportunismo destinada a lançar a confusão entre as estudantis contribuindo objectivamente para a sua desmobilizaçao.
ABAIXO O OPORTUNISMO. VIVAM OS C.L.A.C.s.

Comité de Luta Anti-Colonial — (C.L.A.C.)

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