segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

1972-02-00 - O COMBATE À REPRESSÃO FAZ-SE NA RUA - FEML

O COMBATE À REPRESSÃO FAZ-SE NA RUA

A REPRESSÃO SÃO OS JACTOS DE GASOLINA COM QUE A BURGUESIA TENTA APAGAR A REVOLTA POPULAR!!!

Há muito que a burguesia e o seu Estado, sempre que as massas trabalhadoras põem em causa o seu poder ou entravam a sua exploração, se lança com fúria assassina e terrorista sobre o povo.
E esta fúria assassina que a burguesia, dirigida pela camarilha marcelista, fez desabar sobre as operárias da Grundig, em Braga, quando ao fim de 3 dias de greve cercou a fábrica com gado policial transportado em 20 carrinhas e nela introduziu uma matilha de 50 fedorentos pides e bufos encarregados de desancar as 800 operárias.
A BURGUESIA SEMEIA VENTOS MAS COLHERÁ TEMPESTADES!
A indignação popular não tarda a deflagrar. A burguesia com o tacto especial da classe que está prestes a ser derrubada, pressente-o e invade o interior das fábricas e empresas onde estacionam destacamentos armados da PSP e GNR. Para tentar reprimir qualquer esboço da revolta popular contra a exploração capitalista a burguesia instalou permanentemente os seus esbirros da repressão na Lisnave, na Siderurgia, na CUF, na CPE (Carregado), na Soponata e muitos outros covis da exploração.
Por toda a parte a burguesia procura intimidar o povo quando realiza gigantesca operações stop e minuciosas rusgas às casas dos trabalhadores. É em vão que toda a bufaria patrulha as ruas com a sua odiada presença e irrompe pelas casas dos operários, para os saquear, prender e espancar.
Pela calada da noite grupos armados de terroristas das polícias invadem os bairros da lata, destrói em as barracas e os magros haveres dos proletários que nelas são obrigados a viver pela violência da exploração a que são intensamente submetidos. Mas esta vandalagem já começou a sofrer a punição popular. Os proletários da Musgueira e de Cheias assestaram magníficos golpes nos vadios da PSP. Apedrejando-os e perseguindo-os e expulsando-os dos bairros os trabalhadores da Musgueira e de Chelas ensinaram o caminho a seguir.
"Protegida pela cortina de fumo do "Estado de Subversão", declarado pela Assembleia Nacional” Fascista, a camarilha marcelista submeteu os doentes, enfermeiros, serventes e médicos dos Hospitais Civis de Lisboa ao bárbaro controle do exército colonial-fascista (e) decreta a extinção das cooperativas, o que deu origem a um largo movimento de revolta.
Espelhando o pavor em que se debata, a burguesia pratica o terrorismo no acto desesperado de tentar travar aquilo que nenhuma força poderá deter: a irresistível vaga vermelha em que milhares de trabalhadores se unem cada fez mais conscientes e dispostos para o combate libertador.
No 1º de Maio os operários da Thompson — empresa construtora das novas instalações da CPE — no Carregado, e as operárias da Fábrica Nacional de Bolachas, transformaram os locais de trabalho em campos de batalha contra a exploração capitalista. No Carregado a decisão dos capitalistas de despedir 200 operários tem encontrado a mais decidida resistência por parte dos trabalhadores e a luta continua ainda 10 dias depois da sua gloriosa greve no lº de Maio.
Nem e fantástico aparelho policial que foi montado em Lisboa inteira e arredores conseguiu empalidecer a grande festa vermelha do proletariado no 1º de Maio.
Contra o aumento do preço da carne o proletariado e o povo de Alcântara destruíram no passado sábado 3 talhos, mostrando que só pela luta e pela violência revolucionária as massas trabalhadoras poderão por fim à especulação da burguesia, ao roubo descarado e a toda a exploração do homem pelo homem.
OS ESTUDANTES SEGUEM AO LADO DO PROLETARIADO, SOB A SUA FIRME DIRECÇÃO, NA LUTA CONTRA A BURGUESIA.
A burguesia vê-se cada vez mais atingida nos seus pontos nevrálgicos. A sua dominação e exploração ameaçara, ruir. Como toda a classe reaccionária ela não abandonará de bom grado o poder nas mãos do povo, Até ao seu último suspiro ela reprime ferozmente todos os movimentos e todas as lutas populares. A luta estudantil é uma luta popular. É nessa condição que a burguesia procede a ferro e fogo à militarização da Escola.
As "novas" políticas do Ensino, as "batalhas da Educação", a "reforma geral e democrática da universidade", venha ela do Ministério ou da praga revisionista, não são mais do que o pavor da burguesia perante a aproximação irresistível do dia do grande ajuste de contas entre os explorados e os exploradores, entre os que produzem a riqueza vivendo na miséria, na doença, na fome é na abjecção e os que produzindo a abjecção, a fome, a doença e a miséria vivem na riqueza.
As "reformas" da burguesia que visam a “modernização" do seu aparelho produtivo, pela introdução de "novos" e "mais perfeitos” métodos de exploração e de militarização do trabalho, constituam uma sua melhor acomodação sobre o barril de pólvora em que está sentada.
Isso mesmo o sabem os representantes da Governo da burguesia na Universidade. É por compreender isso que o Martinez manda a polícia atacar os estudantes reunidos na Faculdade de Direito e se junta com a escumalha gorilas fuzileiros, paraquedistas e comandos, em nova "missão de soberania" agora no "conturbado" mundo da Universidade.
É por recear que os estudantes acendam o fósforo que faz explodir a revolta que os "liberais"- fascistas do Económicas mantiveram a escola encerrada durante 5 meses e, agora, muito apressadamente, despejam doses industriais de matéria na esperança vã de salvar do naufrágio um ensino "reformado" que mete água por todos os lados.
É por sentir o cheiro pesado da pólvora a pairar nos ares que os legionários do Comercial continuam — oh! esforço vão! — a suspenderem estudantes. Jamais. Oh! vis legionários! conseguireis apagar esta irresistível rastilho!
E as primeiras explosões estão já a dar-se. (Que o digam os gorilas que ousaram provocar os estudantes de Ciências! - Que o digam os contínuos-polícias do Comercial!).
E nem mesmo as prisões em massa as poderão evitar!
Às intervenções da polícia de choque, ao gorilismo, as suspensões, às prisões em massa, enfim, à repressão selvagem devem responder os estudantes, organizando-se legal semi-legal e clandestinamente, na luta sem tréguas, pela recusa das "reformas" da burguesia, pela denúncia de seu Ensino putrefacto, pelo afastamento, por todas as formas, dos professores-policias, pela difusão do marxismo-leninismo-maoismo — a teoria e a táctica da proletariado na Revolução Democrática e Popular e na Revolução Socialista.
Na Revolução Democrática e Popular os estudantes marcham e combatem ao lado do proletariado. Compete-nos defender e levar à prática na Escola a linha do proletariado na sua luta pelo PÃO, TERRA, PAZ, LIBERDADE, DEMOCRACIA E INDEPENDÊNCIA NACIONAL.
À violência capitalista devem os estudantes responder com a convocação de comícios e meetings, com a greve e as concentrações.
Foi a violência capitalista que a camarilha marcelista fez cair sobre o Encontro de Cooperativistas que se realizava em Económicas no último sábado. Foi a violência capitalista que a burguesia fez desabar sobre os estudantes de Económicas invadindo e encerrando durante dois dias as suas, instalações.
A repressão ao movimento cooperativo e aos estudantes mostra indubitavelmente ao povo que a camarilha marcelista se sente vacilante e vulnerável!
É, POIS, NA RUA EM AMPLAS MANIFESTAÇÕES DE MASSAS QUE OS ESTUDANTES E OS COOPERATIVISTAS ACABARÃO POR TER DE COMBATER A REPRESSÃO FASCISTA!
- ABAIXO A REPRESSÃO FASCISTA!
- FOGO SOBRE A BURGUESIA!
- FOGO SOBRE A CAMARILHA MARCELISTA!
VIVA O COMUNISMO!
VIVA A REVOLUÇÃO POPULAR!
VIVA A DITADURA DO PROLETARIADO!
VIVA O MRPP!
VIVA A FEML!

FEML
Federação dos Estudantes Marxistas-Leninistas

Sem comentários:

Enviar um comentário

Arquivo