domingo, 5 de fevereiro de 2017

1972-02-00 - Contra o Colonialismo e a Guerra Colonial Imperialista - CLAC - 4 Fevereiro - Nº 02

DENUNCIEMOS a burguesia colonial assassina

QUE NO DIA 3 DE FEVEREIRO DE 1969 ASSASSINOU EM DAR ES SALAM O MILITANTE DA FRELIMO EDUARDO MONDLANE
EDUARDO MONDLANE, como negro que era foi incessantemente perseguido pela PIDE desde os tempos do liceu, altura em que organizou uma Associação dos Estudantes de Moçambique.
Porque era negro nunca desarmou, se bem que tivesse tido bolsas de estudo dos imperialistas ianquis e estudando nos Estados Unidos da América.
Isso não impediu que desde sempre se debruçasse sobre a realidade africana, em geral, e a do seu país, em particular, com o objectivo de a transformar.
Ousou com outros patriotas africanos formar a FRELIMO (frente de Libertação de Moçambique) e desencadear a gloriosa, justa e invencível insurreição popular armada pela conquista do poder, da liberdade e da Independência Nacional de Moçambique.
Eduardo Mondlane, ao lado de muitos outros heróis africanos que ousam lutar de armas na mão contra o colonialismo e o imperialismo, foi assassinado em Dar es Salam no dia 3 de Fevereiro de 1969 pela burguesia portuguesa.  
porque?
Porque a burguesia colonial-imperialista não hesita em recorrer ao assassinato das massas populares e das suas vanguardas revolucionárias para po­der prosseguir na opressão, humilhação e exploração, saque e assassínio dos heróicos, vitoriosos e inconvencíveis povos irmãos das colónias.
Para tal utiliza os seus redutos assassinos de Peniche e Caxias, em Portugal os chamados “campos de recuperação” (campos de concentração de modelo nazi) em Angolas no Bié, Moçâmedes, Baía dos Tigres e Baía Parta, planalto de Nova Lisboa-Huambo e Benguela; na Guinés Ilha dos Porcos; em Cabo Verde; Ilha do Sal e Ilha de S. Tiago (Tarrafal); em Moçambique: Machava.
Em Machava, a burguesia assassinou há pouco tempo mais de 18 patriotas moçambicanos, que ousavam resistir organizadamente na prisão contra o aliciamento constante da "reabilitação dos presos”. Estes patriotas, submetidos ao isolamento, diariamente espancados, reduzidos a uma refeição semanal, resistiram ainda dois meses a este lento assassinato.
Como métodos para arrancar declarações aos patriotas prisioneiros a burguesia colonial-assassina utilizas chicotadas, golpes com instrumentos cortantes, escortejamento de membros, de orelhas e de olhos, introdução de paus aguçados e de cigarros acesos no ânus e no sexo, enforcamento forçada dos presos uns aos outros, por vezes, membros da mesma família, para o último preso vivo acabar por ser assassinado pelos torturadores.
Como ensina o camarada Mao "na história da humanidade toda a força reaccionária no limiar da sua morte lança-se invariavelmente, numa última e desesperada luta contra as forças revolucionárias".
Para a burguesia colonial-imperialista portuguesa e seus aliados internacionais, a sua situação é desesperada.

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