terça-feira, 31 de janeiro de 2017

1977-01-31 - O Comunista Nº 30 - II Série - UCRP(ml)

CONTRA AS MANOBRAS DO SOCIAL-FASCISMO NO CONGRESSO DA INTERSINDICAL

Vai realizar-se esta semana o II Congresso da Intersindical.
A UCRP(m-L) tem de há muito alertado os trabalhadores contra as manobras do social-fascismo no movimento sindical português que visam sob a capa da unicidade, da democracia e da defesa dos interesses dos trabalhadores cavar a divisão no movimento sindical e atrelá-lo à política de traição à classe operária e ao nosso país praticada pelo partido de Cunhal.
Contra as justas aspirações de milhões de trabalhadores portugueses o Congresso que a Intersindical realiza não é o Congresso de todos os sindicatos mas um Congresso de divisão que já se anuncia e de que o Secretariado da Inter é o principal responsável.
Foi sob a capa da unicidade, da democracia e da defesa dos interesses dos trabalhadores que o Secretariado da Inter impôs um regulamento do Congresso e uma Comissão Organizadora (CNOC) dominada pelos caciques social-fascistas, arredando as linhas político-sindicais que se lhes opõem para melhor reinarem no movimento sindical português. Na preparação do Congresso é sob a mesma capa que a CNOC atropela os mais elementares princípios da democracia, contra os interesses e os direitos dos trabalhadores.
— A CNOC não divulgou as Teses que se opunham frontalmente às suas, como é o caso das Teses do Sindicato dos Ourives do Sul, nem as Teses de outros Sindicatos, como os Telefonistas de Lisboa, Rodoviários de Setúbal e outros, e continua a impedir a sua discussão não as tendo tido em conta nas teses sínteses, para que os delegados não se possam pronunciar sobre elas quando forem discutidas no Congresso.
— A CNOC atropela o próprio regulamento que impôs e apoia o pluralismo sindical, quando permite que no Congresso estejam inscritos Sindicatos paralelos como é o caso do SINTEL que é um Sindicato paralelo ao SNTCT nos CTT, e outros como o Sindicato das Carnes de Setúbal que é um Sindicato paralelo ao Sindicato das Carnes de Lisboa e Setúbal.
— A CNOC joga os lugares de cúpula da central sindical nas costas dos trabalhadores, propondo, como o faz em relação aos Sindicatos da «Carta Aberta» por intermédio de Kalidás Barreto do Sindicato de Lanifícios de Castanheira de Pera, que a eleição do Secretariado da Central Sindical fosse eleito pelo método de Hondt ( ).
Face às manobras do social-fascismo no movimento sindical os sindicalistas revolucionários e democratas não se devem colocar à margem do II Congresso da Intersindical. Devem-se unir para denunciar no próprio Congresso a política anti-operária, antipopular e antinacional do Partido de Cunhal e da CNOC, e erguer a mais ampla frente de massas contra o social-fascismo na Central Sindical.
Não ao abafamento das teses revolucionárias e democráticas no Congresso da Intersindical.
Não à participação de sindicatos paralelos no Congresso.
Não às manobras das cúpulas sindicais nas costas dos trabalhadores
POR UMA FRENTE ANTI-SOCIAL-FASCISTA NO CONGRESSO DA INTER!
PELA UNIDADE, PELA DEMOCRACIA, LUTA DE MORTE AO SOCIAL-FASCISMO!
POR UMA CENTRAL SINDICAL ÚNICA, DEMOCRÁTICA, INDEPENDENTE E DE CLASSE!

(1) — Forma de eleição que permite à lista derrotada estar representada no secretariado com o número de dirigentes correspondentes à percentagem obtida nas eleições.

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