quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

1977-01-25 - 10 de Abril - P-AE FMCS - Movimento Estudantil

O QUE SÃO AS SECÇÕES PRÓ-ASSOCIATIVAS?

Quando entramos para a Faculdade o primeiro contacto que temos com a actividade das secções associativas dá-nos uma ideia muito geral, mas é importante percebermos os seus objectivos e funcionamento. Sabemos que existe um Bar onde os preços são mais baratos, sabemos que na Editorial são vendidas folhas sobre a matéria das cadeiras que estudamos, é-nos dado um jornal que fala da escola e de muitos outros problemas, sabemos que há cartazes informativos, filmes, etc.
Tomámos consciência de que existem problemas em diversas cadeiras e que se ninguém dá um passo para os resolver, estes estagnam ou agravam-se. Não bastava pois tomar conhecimento da situação para os solucionar. Constituímos um todo, pelo que os problemas afectam-nos na totalidade e a resposta que é necessário dar tem também de ser colectiva e organizada. É por isso que, para rompermos com a maneira individualista de ‘solucionar’ problemas (o salve-se quem puder), organizámo-nos elegendo uma comissão de Curso, para resolve-los colectivamente.
O nosso objectivo é sermos médicos, indivíduos que praticam a Medicina, que procuram preservar a saúde, prevenir, aliviar e curar a doença.
"A partida podemos encarar o trabalho associativo como uma série de reuniões e iniciativas que nos deixam pouco tempo para o estudo.
Contudo, o objectivo do trabalho das secções passa pela nossa formação de estudantes universitários, passa pelo aprofundamento de temas relacionados com a nossa actividade profissional futura, passa pela ocupação dos tempos livres em formas de convivência sãs e criativas.
São estes objectivos: aumento da capacidade e atitude crítica, ligação à realidade, aprofundamento dos temas (curriculares ou não), dinamização da vida da escola e dos estudantes (actividades desportivas, recreativas e culturais), que presidem ao trabalho associativo, além de procurar e encontrar soluções para os vários problemas que se nos põem (ex: horários, marcação de testes livros e folhas mais baratos, cantina, etc.).
Habitualmente estes objectivos concretizam-se com a existência duma AE em que todos nós participemos e onde devemos com representadas as mais diversas actividades que nos interessam.
Na nossa escola ainda não temos AE pelo que o trabalho associativo é muito limitado já que subsídios e fundos da quotização não existem. E pois urgente formarmos a nossa Associação.
Além das comissões de curso dos lº, 2º, e 3º anos (eleitas), várias secções pró-associativas existem já e têm como principal tarefa a construção da AE.
Essas secções funcionam abertas a quantos queiram participar, regularmente ou não, e são os colaboradores efectivos (regulares); quem assegura a continuidade e orientação do trabalho.
COMO PODEMOS PARTICIPAR NA VIDA ASSOCIATIVA?
Para além das iniciativas regulares para toda a escola, se alguns de nós achamos importante p. ex. divulgar a outros colegas o trabalho que realizámos em Ecologia ou abordar um tema que nos interesse (ex: ensino da Medicina nos outros países, medicina no trabalho, etc.) podemos, por exemplo, fazer um artigo para o jornal da escola, levar a cabo uma exposição ou um colóquio com a colaboração da cultural, ou propor à informativa afixação em placard de determinado assunto; numa palavra colaborar e fazer sugestões às várias comissões. S secções.
A orientação genérica que preside ao funcionamento das comissões é, já tradicionalmente, definida pelos seguintes princípios:
- Democracia e Representatividade - o funcionamento das secções submete-se à vontade dos estudantes da escola expressa através dos seus órgãos representativos: RGA e Direcção da eleita da AE)
- Apartidarismo e Arreligiosidade - não vinculação a ou controle por nenhum partido político, igreja ou seita religiosa.
- Anti-fascismo - não podem fazer parte do MA os elementos que se oponham à Democracia.
Participar na vida associativa é lutar pelos nossos interesses específicos de estudantes, é dinamizar a vida da escola.
Formar a nossa AE é assegurarmos a concretização das iniciativas que mais nos interessam.
Dento desta linha de pensamento, surgem as comissões de Curso como órgãos eleitos em RGC e como tal mandatárias dos estudantes e responsáveis perante estes. Têm um papel muito importante a desempenhar no trabalho pró-associativo. Assim a necessidade da Comissão de Curso resulta da confluência de vários factores: mobilização dos estudantes para a resolução dos seus problemas, sem os quais estes serão irremediavelmente arrastados (disto aliás tem consciência os actuais 2º e 3º anos, cuja eleição tardia dos respectivos CC muito contribuiu para o protelamento das questões surgidas a propósito do seu funcionamento:
Junqueira, pré-fabricados, integração das cadeiras do 2º ano); por outro lado, a necessidade dum órgão centralizador das actividades do curso (não apenas pedagógicas como associativas-de notar, portanto que a CC não deverá limitar-se à feitura de horários e marcação de testes, mas penetra no quotidiano estudantil, ligando-se indissoluvelmente a este) e estabeleça ligação com outras comissões pró-associativas (Informativa, Cultural, Jornalística, Desportiva), bem como com todas as outras escolas. Além disso, a CC não devem ser um órgão burocrático, desligado dos estudantes, mas sim aberto a todas as sugestões destes.

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