domingo, 22 de janeiro de 2017

1977-01-22 - Luta Popular Nº 497 - PCTP/MRPP

AUMENTA PREÇO DA ELECTRICIDADE
• Aumentam também as cartas para o estrangeiro

Depois de ter aumentado o preço da água, do gás, do petróleo, da gasolina, depois de se preparar para permitir o aumento desenfreado das rendas de casa, o governo do Partido dito Socialista levou ontem à prática mais dois pontos do seu programa «ao serviço dos trabalhadores». Em comunicado, extenso, complexo, mas que no entanto não engana o nosso povo, o Ministério da Indústria e Tecnologia, sob a capa da uniformização dos preços das taxas de electricidade, aumenta o preço da energia eléctrica. Um outro comunicado, este da Administração dos CTT, anuncia que a partir do dia 1 de Fevereiro uma carta em formato normalizado e com o peso de 20 gramas que se destine a qualquer país da Europa (à excepção da Espanha) passa e levar um seio de 8$50 — o primeiro aumento dos 30% de agravamento de custo que vão sofrer quer as cartas quer as telecomunicações com os países da Europa. Este aumento para 8$50 é apenas transitório e destina-se a iludir o nosso povo já que em breve as correspondências postais e as telecomunicações com os países da Europa serão de novo aumentadas.
O aumento das taxas a cobrar pela empresa estatizada de electricidade, (a EDP) foi decretado a coberto de uma uniformização dessas taxas em todo o país.
Servindo-se desse pretexto o governo dito socialista elaborou um plano que visa obrigar as famílias do nosso povo a modificarem os seus hábitos e horários, obrigando principalmente as mulheres trabalhadoras a executarem as suas tarefas caseiras a horas a que deveriam descansar. Isto, porque o governo estabeleceu uma taxa inferior para as horas que chama «de vazio», o período entre as 23 horas e as 7 da manhã, em que as taxas são inferiores ao normal. Sendo que haveria um dispositivo que desligaria esses contadores nas horas de ponta.
Estes dois novos aumentos, no seguimento dos muitos que ultimamente se têm vindo a verificar, demonstram apenas a verdadeira natureza de um governo que se diz socialista mas que dia após dia vai agravando aí condições de vida do nosso povo, obrigando-o a viver numa fome e numa miséria cada vez maior.

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