domingo, 22 de janeiro de 2017

1977-01-00 - Folha Política Nº 01 - CRC ml

FOLHA POLÍTICA 1
Janeiro/77

Edição de DEPARTAMENTO DE INFORMAÇÃO, DOCUMENTAÇÃO, AGITAÇÃO E PROPAGANDA (DIDAP) do COMITÉ REVOLUÇÃO COMUNISTA - MARXISTA-LENINISTA

Lutar pelo Partido e defender revolucionariamente o marxismo-leninismo!

1 - A ORGANIZAÇÃO COMUNISTA REFORÇA-SE DEPURANDO-SE
Na longa e dura CAMINHADA  dos comunistas portugueses para o Partido, muitos são os estorvos que a burguesia cria, na tentativa de cercear, adiando, a inevitabilidade histórica de a classe operária possuir o seu instrumento revolucionário de combate para a conquista do poder do estado burguês capitalista, impondo o exercício da sua ditadura do proletariado,
A historia do movimente comunista português disso é prova. Primeiro com a degeneração revisionista no seio do glorioso partido comunista português, ao transformá-lo por dentro (do um partido revolucionário com grande passado de luta) num partido com carácter contra-revolucionário, anti-proletário e  defensor, em cada situação concreta do seu avanço ou recuo , de uma nascente burguesia de tipo novo ou de cedência ou conluio com a burguesia tradicional actualmente no poder. Depois surgem as que pretendiam dar uma alternativa comunista ao já falso PCP. Assim, prematuramente, afastado da unidade dos comunistas, por um lado, e divorciado da classe operaria, por outro, nasce o auto-proclamado PCP(R), cujo aparecimento sem princípios acaba por se manifestar por mais uma traição oportunista ao movimento comunista português!
Das organizações comunistas portuguesas tem sido o COMITÉ REVOLUÇÃO COMUNISTA – MARXISTA-LENINISTA, particularmente, a que mais tem sofrido os golpes do oportunismo o da contra-revolução encapotada de comunista. Quer “levantando” o dogmatismo e o mecanicismo que esvazia o marxismo" como ciência revolucionária; quer inovando por inovar caindo no idealismo, por vezes, e no anti-leninismo; quer, ainda, os que defendendo nas palavras identidade total com os princípios políticos, ideológicos e orgânicos do CRC-ML, acabam por, na prática os renegar, rejeitando, pura e simplesmente, a teoria e o movimento marxista-leninista, agarrando-se raivosamente ao anti-comunismo grosseiro, ao individualismo e personalismo pequeno-burguês reaccionário! Por isso, o CRC-ML, que luta pelo objectivo central dos comunistas portugueses - o Partido Comunista não esteve, nem está imunizado contra o perigo da burguesia, encapotada ou não, penetrar nas suas fileiras.
Arvorando a opção de classe através das divagações teoricistas livrescas e doentias sem nada ter com a sociedade portuguesa e com a luta de classes que nela se trava, a pequena-burguesia tem sido, no movimento marxista-leninista português o principal elemento social que se tem oposto ao desencadeamento irreversível da unidade dos comunistas, assumindo-se oportunista, revisionista e trotskista, para defender o carreirismo!
A contra-revolução burguesa continua no seio dos comunistas tentando desviar, caluniar e atacar a actividade militante dos que, iluminados pelo marxismo-leninismo, lutam pelo Partido, pela Revolução, pela nova sociedade sem explorados e sem exploradores!
2 - COMO SE DETECTA NA PRATICA DA LUTA DE CLASSES ORGANIZADA EM TERMOS LENINISTAS, A INEXISTÊNCIA DE OPÇÃO DE CLASSE POR PARTE DA BURGUESIA, NO SEIO DOS COMUNISTAS.
A luta pela linha independente da classe operária que o CRC-ML defende como a alternativa revolucionária do proletariado e seus aliados face ao revisionismo e a burguesia, tem sido cavalo de batalha para os falsos comunistas e para os nitidamente contra-revolucionários, que a escondem, a caluniam e a deturpam. É lógico! A demagogia e a capitulação ao revisionismo e à burguesia no poder, é um facto! O CRC-ML não escamoteia a dificuldade, para tornar efectiva, a divulgação junto da classe operária da linha que lhe pertence. Mas se externamente e compreensível o boicote que lhe é feito, o mesmo não é admissível no seu seio.
Para inquirir quais as causas que bloqueavam no CRC-ML a actividade militante, o Comité Central reforçou e agudizou o trabalho de rectificação geral que estava a ser levado a cabo em toda a Organização. Assim, foi detectada, isolada e desmascarado, a existência de um grupo com direcção política e orgânica própria, que vinha desenvolvendo um trabalho autónomo do conjunto da organização: de sabotagem e confusão, jogando na desagregação primeiro, e após verificar essa impossibilidade de êxito, de frontal oposição já as claras.
Assim foram espezinhados os princípios leninistas da Organização comunista, caracterizados pelo fugir da pequena-burguesia ao centralismo democrático, principalmente denotado na surdez a disciplina, moral e ideologia da classe operária, que o CRC-ML sempre se empenhou em fazer cumprir nas suas fileiras comunistas! Quem é esse grupo provocador?
3 - COMO SE CARACTERIZOU NO CRC-ML A PRATICA BURGUESA, TROTSKISTA E REACCIONÁRIA DO EX-"NCB-P" .
O "NCB-P" auto-denominado Núcleo de "Comunistas” de Benfica (Provisório), tinha o seu original nome no ex-núcleo da ex-OCMLP que por sua vez (talvez por ultra-oportunismo pequeno-burguês, amiguismo e familiarismo) não se integrou, primeiro no processo da autocriação do chamado PCP(R) e mais tarde na chamada reconstrução da OCMLP 2ª edição.
Embora o processo de análise profunda e científica ao seu pedido de integração no CRC-ML esteja por fazer mais consequentemente, o que desde já podemos afirmar é que este grupo teve objectivos bem definidos, premeditados, e calculados fora do âmbito dos princípios e da sua unidade, da fraternidade comunista, quando se "diluiu"(...) no CRC-ML!
Foi com base numa total identidade de princípios que o CRC-ML aceitou a sua integração. Essa integração foi, aliás, fruto duma exaustiva discussão política distribuída por mais de uma dezena de reuniões, materializadas por dois comunicados políticos em separado, (do ex-NCBP e do CRC-ML - (1)-), cujo conteúdo parecia indicar por parte desse grupo (sem demagogia e podridão a que infelizmente estávamos habituados) a aceitação dos princípios políticos, ideológicos e orgânicos entre comunistas.
Para o CRC-ML era, o simples consumar duma integração exemplar entre revolucionários, cuja motividade política é, e continuará a ser, a sua unidade a caminho do Partido da classe operária.
Mas... o reaccionarismo nos objectivos premeditados que o processo de integração do "NCBP" no CRC-ML encerrava, era estranho à humildade revolucionária e limpidez de princípios com que o CRC-ML conduziu a integração, afastado que estava da antevisão dos objectivos camuflados de "identidade total entre comunistas", tão entusiasticamente defendido pelo referido grupo.
Nesta perspectiva, os descarados e provocadores trotskistas e falsários, divorciavam-nos de quaisquer suspeitas em relação a sua integridade. Era a unidade dos comunistas que nos animava!
Com a integração do "NCBP" no CRC-ML, a nossa Organização começou a paralizar progressivamente a sua actividade comunista.
A prática da luta de classes viria a resolver o que a tabuada de cor dos princípios manifestados pelo "NCBP" não tinha resolvido.
O reforço militante da vigilância revolucionária fez vir ao de cima o entrismo declarado trotskista e contra-revolucionário praticado por esse grupo e posteriormente a sua actuação nitidamente anti-leninista (2), levá-los-ia a serem isolados do conjunto dos militantes comunistas do CRC-ML, hegemonicamente constituídos pela classe operária e trabalhadores.                       
A irreversibilidade da expulsão em bloco do "NCBP", cristalizado pelo amiguismo e o familiarismo podre que substitui a unidade política, proletária, e revolucionária, cuja prática sempre foi um horror individualista à ideologia, à disciplina e à moral da classe operária, provocaria um autêntico acto de pânico e desespero a sua jogada de antecipação, evitando a sua expulsão do seio dos comunistas.
Assim surge o anúncio da sua desvinculação da Organização, precisamente quando iam ter lugar reuniões preparadas no âmbito do trabalho de rectificação geral, na região de Lisboa, com o fim de os desmascarar política, ideológica e organicamente!
Nessa perspectiva o pedido de desvinculação aparece na situação concreta da luta de classes agudizada, demonstrativo de que a contradição não é secundária entre comunistas, mas sim principal entre os comunistas do CRC-ML e os provocadores pequeno-burgueses do “NCBP". Assim se furtaram ao processo que levaria ao seu afastamento e consequente expulsão.
Para "materializarem ou justificarem" a desvinculação apressada, é lido um "esboço de documento" constituído por retalhos, políticos confusos, desorganizados e anarquizantes, isolados do contexto geral da linha política independente da classe operária, tentando atabalhoadamente apresentar princípios de divergências com o CRC-ML, retalhos esses concebidos à última da hora.(3). Numa acentada tentam pôr em causa a linha que afinal os tinha "unido" com os comunistas do CRC-ML!...
Da referida "família", há a salientar um dos indivíduos mais corruptos e charlatões (que a chefia) que o CRC-ML já conheceu.
Também a existência confessa do grupo com direcção política e orgânica própria desde a sua "integração", manifestada no acto da dita desvinculação forçada, é significativa!
Para eles, que brincam a política com um nome, um objectivo tão querido, tão sério, tão vital para a classe operária, apenas vai o nosso desprezo. O caixote do lixo do anti-comunismo os receberá de bom-grado!
Salda-se deste modo a integração do "NCBP" no CRC-ML por uma provocação grosseira ao movimento operário e ao movimento comunista português de que o CRC-ML é parte integrante desde plena época terrorista-fascista até aos nossos dias!
O inquérito político profundo levado até as últimas consequências, para analizar a integração do "NCBP" no CRC-ML e sua actividade trotskista, desagregadora e reaccionária, está em marcha e será divulgado junto dos comunistas portugueses e da classe operária!
A existência do CRC-ML, caracterizada por uma luta sem tréguas contra o oportunismo, será enriquecida com mais esta experiência. A unidade é fortalecimento dos comunistas do CRC-ML é hoje mais forte!
O papel da pequena-burguesia no seio dos comunistas e da classe operária, será, daqui por diante, um reforço-aviso para o CRC-ML que se vai armando cada vez mais na defesa da organização comunista.
Ultrapassando mais este estorvo, o CRC-ML avançará cada vez mais decisivo, mas seguramente, para o seu objectivo central - A LUTA PELO PARTIDO COMUNISTA!
A ORGANIZAÇÃO COMUNISTA REFORÇA-SE, DEPURANDO-SE!
VIVA O PARTIDO QUE A CLASSE OPERÁRIA IRÁ CONSTRUIR!
UNIR, ACUMULAR, POLITIZAR, ORGANIZAR E LUTAR SEM ISOLAR A LUTA DA ORGANIZAÇÃO, A POLÍTICA DAS MASSAS, A IDEOLOGIA E A DIRECÇÃO DA CLASSE OPERARIA - A CAMINHO DO PARTIDO!

Lisboa, 31 de Janeiro de 1977
A 1ª. CONFERÊNCIA REGIONAL DE LISBOA DO CRC-ML.

CENTRO DE TRABALHO
DEIXOU DE FUNCIONAR O CENTRO DE TRABALHO, SITO NA ESTRADA DE BENFICA, 576, EM LISBOA.
SABENDO DA FALTA QUE CENTROS DE TRABALHO FAZEM À NOSSA ACTIVIDADE, O CRC-ML ESTÁ A ENVIDAR TODOS OS ESFORÇOS NO SENTIDO DE ULTRAPASSAR ESSA FALTA PARA QUE PERMITA A CORRESPONDÊNCIA COM OS AMIGOS, OS SIMPATIZANTES DA NOSSA ORGANIZAÇÃO E DOS COMUNISTAS EM GERAL.
PARA ABREVIAR ESSA LACUNA, O CRC-ML VAI ADQUIRIR UM APARTADO PARA MINORAR A SITUAÇÃO.

NOTAS:
(1) - Ver o A VOZ DA REVOLUÇÃO n°. 12, de -/9/76
(2) - As provocações deste grupo chegaram ao ponto de tentar desviar comunistas do CRC-ML e penetrar em organismos aos quais lhe era vedada organicamente, mesmo em zonas geográficas diferentes, o acesso, tentando sorrateiramente a obtenção de dados que lhe permitisse penetrar nessas zonas.
(3) - Desde a sua integração até ao "desvinculamento forçado" nunca foi levantada qualquer crítica, (antes pelo contrário), qualquer sugestão ou enriquecimento da linha política do CRC-ML.

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