terça-feira, 23 de agosto de 2016

1976-08-23 - Luta Popular Nº 373 - MRPP

Sessão Solene de Encerramento da Escola de Quadros «18 de Julho»
PREPARAR AS FORÇAS PARA A LUTA
LUTAR PARA VENCER

Realizou-se, ontem no Pavilhão do Clube Atlético de Campo de Ourique a sessão de encerramento da escola de quadros «18 de Julho».
Presentes os quadros que trabalharam na escola durante o seu tempo de duração, a quase totalidade dos membros do Comité Central e em particular o camarada secretário-geral Arnaldo Matos, e várias centenas de militantes, simpatizante e activistas que encheram o pavilhão com a sua alegria, entusiasmo e determinação de recolher os ensinamentos da escola de quadros «18 de Julho» e de seguir pela sua via.
A escola de quadros «18 de Julho» foi convocada por resolução do Comité Executivo do Comité Central e funcionou num período de 8 dias durante os quais houve 21 períodos de estudo num total de 90 horas de trabalho.
Analisando o contexto em que a Escola se realiza e apontando as suas tarefas afirmou o camarada Arnaldo Matos na sua alocução de abertura:
«...A Escola de Quadros realiza-se ainda no período de calma e tranquilidade aparentes, e tem por objectivo preparar as condições para o Partido actuar de forma correcta e exercer um papel de direcção na alteração que se prevê na situação política actual, e que pode ocorrer a qualquer momento.»
O objectivo principal da Escola é pois preparar os quadros, e portanto, o Partido para o novo auge do movimento de massas que se aproxima de molde a que o nosso Partido possa assumir nele um papel dirigente e levar a revolução a bom porto.
No entanto para que o nosso Partido se prepare correctamente e entre nesta nova fase com uma coesão e unidade capaz de remover montanhas, torna-se necessário luta e vencer o surto capitulacionista e liquidacionista. Daí ser esse o segundo objectivo da escola de quadros.
Acerca deste aspecto dos objectivos da Escola disse o nosso secretário-geral:
«A Escola de Quadros sur­ge assim neste aspecto como instrumento poderoso da luta contra a corrente capitulacionista e liquidacionista, e visa preparar duma forma acelerada os nossos quadros mais responsáveis, para assumirem, eficazmente as suas tarefas de direcção no Partido e para serem capazes de mobilizarem à sua volta todos os elementos do Partido e fora dele, que possam cumprir a nossa linha geral e as nossas diversas linhas especificas. Isto é, visa preparar os nossos quadros para prepararem grandes quantidades de outros quadros».
A Escola de Quadros 18 de Julho realizou-se numa altura em que em diversas zonas e sectores do Partido se desenvolve um importante movimento de Estudo do Marxismo-Leninismo-Maoismo. Orientar e centralizar esse movimento de estudo eis aí o terceiro objectivo da Escola e que o camarada Arnaldo Matos definiu da seguinte forma na já citada alocução de abertura de Escola:
Este movimento de Estudo é grande, não é suficientemente grande ainda mas é já de uma certa grandeza, e impunha-se a necessidade de orientá-lo e de centralizá-lo. E a Escola de Quadros desempenha ou visa desempenhar essa função.
Por ultimo como objectivo que preside a todos estes, e que é o nó central do nosso trabalho, a Escola de Quadros visa preparar igualmente as condições para que o Partido possa ser fundado.
ESTA ESCOLA TEM DE SER UM PASSAPORTE PARA A LUTA
Disse o camarada Arnaldo Matos que esta Escola tem de ser um passaporte para a luta, uma determinação de vencer, uma capacidade de ultrapassar as dificuldades todas». E o espírito do 18 de Julho, o espírito de remover montanhas, o espírito de que um partido pequeno mas dotado de uma linha justa pode dirigir a revolução que adoptou a Escola de Quadros e que transmite a todo o Partido, como um chamamento a todas as nossas forças para que o cumprimento dos objectivos postulados a Escola sejam assumidos por todos e cada um dos camaradas militantes, simpatizantes e activistas do nosso Partido.
Que assim vai acontecer é que nos indica igualmente a sessão de encerramento da Escola e o seu significativo espírito militante.
A mesa era composta pelos camaradas Alexandre Caldeira, do Comité Central, e em representação do corpo da Escola, Carlos Paisana, igualmente do Comité Central e Director da Escola, João Machado, 2.º secretário do nosso Partido, e o camarada Arnaldo Matos, Secretário-Geral. Na mesa ainda o camarada Fernando Rosas, membro do Comité Central e director do nosso jornal que apresentou.
O camarada Alexandre Caldeira foi o primeiro orador, tendo falado em nome do corpo da Escola «18 de Julho». Começou por realçar a importância da Escola para a formação dos nossos quadros, e definiu com clareza que a nossa política de quadros difere radicalmente da política dos revisionistas e demais oportunistas. Para nós, disse o camarada trata-se de formar os quadros na prática da luta, no fogo das tempestades. Para nós os heróis são as massas e os quadros, devem aprender com elas, antes de lhes poder ensinar alguma coisa, tendo ainda quanto a esta questão o camarada afirmado a existência no seio da Escola de um excelente espírito de troca de diversas experiências tanto as de antes do 25 de Abril, como as posteriores aquela data.
Mais à frente o camarada Alexandre Caldeira debruçou-se sobre duas questões que foram das mais debatidas: a organização e a direcção. Para que possamos organizar o nosso Partido é imprescindível a ligação as massas e a resolução dos problemas do povo, por outro lado jamais o povo se pode libertar sem a nossa direcção e sem que ele esteja unido sob o comando do nosso Partido — tal é a síntese que o camarada faz das tarefas que se nos colocam nos domínios referidos. O papel dos comunistas e dirigir tudo, é aprender com o povo, e estar no seio dele!
Por ultimo o camarada referiu a importância do estudo do marxismo-leninismo-maoismo.
Em seguida tomou a palavra o camarada Carlos Paisana que iniciou a sua intervenção considerando a Escola de Quadros como o acontecimento mais importante ocorrido no nosso Partido a seguir a segunda Conferência Nacional, e definindo a realização como uma vitória da linha vermelha do nosso Partido contra o capilulaciocismo e o liquidacionismo.
 O objectivo da Escola segundo o camarada, é no fundo preparar todas as forças para o novo auge do movimento de massas e para a fundação do Partido. No entanto para que tal aconteça é necessário que a fonte de ensinamentos que constituí a Escola não seque ou não inunde os campos. A Escola vai verdadeiramente começar agora. Por último o camarada Carlos Paisana realçou um ensinamento sempre focado na Escola, é que um Partido pequeno, uma minoria revolucionária desde que se ligue às massas pode tomar o poder.
Por último, antes que tomasse a palavra o camarada Arnaldo Matos, falou o camarada João Machado, 2 secretário do Comité Central. Referindo-se às condições em que e realizou a Escola o camarada afirmou vivermos nós num período de dificuldades temporária, e que a corrente capitulacionista e liquidacionista começa a ser vencida, a linha dos que após o 25 de Novembro vêem as suas aspirações satisfeitas e abandonam a revolução.
A Escola, segundo o camarada, visa aprofundar o estudo e dar a todos os camaradas o espírito de escalar a serra, para com esse espírito podermos vencer todas as dificuldades e caminharmos para a vitória.
Por fim o camarada referiu-se à importância do comité distrital, e à necessidade de edificar os organismos a nível de distrito bem assim como aos seus diferentes problemas de edificação.
Entretanto a mesa foi registando inúmeras mensagens de todo o Partido.
Por último falou o camarada Arnaldo Matos cuja intervenção transcrevemos noutra parte do jornal, tendo a sessão terminado num excelente ambiente de luta e de entusiasmo.

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