sábado, 20 de agosto de 2016

1976-08-20 - ESCOLA DE QUADROS “18 DE JULHO” - MRPP

ESCOLA DE QUADROS “18 DE JULHO
  ROMPER PARA TODOS OS QUADRANTES CONTRA VENTOS E MARÉS

Depois de um dia de trabalho no campo, de um dia altamente positivo para a ESCOLA DE QUADROS "18 DE JULHO", pela rica experiência vivida por todos os quadros num local com ricas e heróicas tradições de luta do nosso Povo pela Independência Nacional, depois de um dia em que a ESCOLA DE QUADROS demonstrou um espírito de vencer todas as dificuldades, os trabalhos voltaram à Sala das Conferências, para mais um dia de grandes ensinamentos da justa política do nosso Partido, do Marxismo-Leninismo-Maoísmo.
Logo a seguir à reunião de balanço das actividades do dia anterior, teve lugar a lª. Conferência, realizada pelo camarada Dani­lo Matos, membro do Comité Central do nosso Partido, intitulada ”O TRABALHO POLÍTICO ENTRE AS MULHERES". Esta Conferência, foi atentamente seguida por todos os camaradas, já que, o trabalho neste importante sector do nosso Partido é praticamente nulo, não tendo merecido até agora a devida atenção por parte dos nossos camaradas.
Sintetizadas em linhas gerais, as tarefas de organização para "O TRABALHO POLÍTICO ENTRE AS MULHERES", o camarada Danilo Matos, numa forma viva e franca, viria a finalizar: "Não é pelo facto de a mulher participar na produção, que a mulher se liberta da opressão..." mas, "... desde que a mulher participe activamente na luta, está garantido o seu desenvolvimento".
A 2a Conferência - "O TRABALHO POLÍTICO ENTRE A JUVENTUDE" - - esteve ainda a cargo do camarada Danilo Matos que começaria com as seguintes palavras: "Também entre a juventude existem classes, e la não é uma massa homogénea, e esta é a realidade que temos de compreender e de ter em conta, se quisermos resolver os problemas que a ela dizem respeito..."
Depois de se ter reportado à importante decisão da criação da F.E.M-L, que veio logo na altura a contribuir principalmente para demarcar a concepção bastante enraizada, do anarco-sindicalismo, (influência vinda de França), o camarada Danilo Matos definiu as tarefas que devemos agarrar para organizar esta argamassa que é a juventude, não sem que primeiro tivesse referido as características específicas deste sector, pelo estilo e formas de vida própria, e as influências susceptíveis de a qualquer momento poderem apanhar este imenso caudal na curva mais próxima, influências essas de que o revisionismo é o principal inimigo e o mais pérfido nas tácticas que adopta para desviar a juventude da Revolução.
Antes de terminar, o camarada Danilo Matos, salientou a importância que tem o trabalho entre os pioneiros o qual salientamos algumas palavras "... os Pioneiros também são uma escola importante para o nosso Partido e a esta questão que está a ter um âmbito Nacional, devemos dar-lhe uma referência especial ..." As exposições feitas pelo camarada Danilo Matos, acerca da influência acentuada do revisionismo nestes dois sectores, são uma arma que todos os quadros tomarão em mãos para melhor e da forma mais correcta o combater e aniquilar.
Após estas tuas Conferências, e já no segundo período dos trabalhos, teve lugar "A EXPERIÊNCIA DO TRABALHO DE MASSAS DO NÚCLEO DE SIMPATIZANTES DO GAVIÃO”, contada pelo seu Secretário, e que mais uma vez veio a confirmar as palavras do camarada Arnaldo Matos, de que " A Historia do nosso Partido, é a historia das lutas das massas". A entusiástica e mobilizadora intervenção deste camarada, que contribuiu para o enriquecimento dos trabalhos desta Escola de Quadros, pela forma inovadora que caracteriza a rica experiência dum trabalho de massas, foi sem dúvida, um dos pontos altos dos trabalhos do dia de hoje, e que veio demonstrar igualmente o que é impor na prática, a política de "ousar ser a minoria, para ser a maioria, ligar-se às massas para vencer as dificuldades, não fazer nada, sem que as massas percebam" prova de que, quem tem a verdade e a política correcta do seu lado, vence concerteza.
A 3a Conferência, que esteve a cargo do camarada Secretário-Geral do nosso Partido, camarada Arnaldo Matos, viria a atingir o ponto mais alto do dia de hoje. Sob o tema "O TRABALHO POLÍTICO NAS FORÇAS ARMADAS", esta Conferência foi alvo de uma profunda e sistemática análise por parte do camarada Arnaldo Matos, que caracterizou o trabalho deste sector extremamente débil devido às características específicas de actuação por parte da classe dominante, precisamente porque as Forças Armadas, são o pilar fundamental de sustento da ditadura dessa mesma classe.
Ao longo desta importante e decisiva intervenção para o trabalho dos nossos quadros neste sector, que afirmaríamos ter sido alvo de uma profunda análise por parte do camarada Arnaldo Matos, foram desfeitas algumas concepções erradas que havia sobre o trabalho a ter junto dos soldados e marinheiros, e que cremos que vai contribuir para, que o trabalho avance, se consolidem as nossas posições, no sentido de se vencerem as dificuldades, sendo que para isso, temos de ter em conta aquilo que o camarada Arnaldo Matos apontou e que em caso algum deve ser esquecido, sob pena de pormos em risco a vida da organização na tropa: "Fazer do trabalho da ilegal, o centro de gravidade".
A 4ª Conferência que teve lugar, já no último período dos nossos trabalhos de hoje, "O TRABALHO LEGAL E O TRABALHO ILEGAL" esteve a cargo do Camarada Fernando Rosas, membro do Comité Central e, que começou por definir: “Em que condições se pode falar em trabalho legal e ilegal?, e ao que toda a sua intervenção se veio a centrar nesta pergunta, como definição genérica do nosso trabalho sobre esta matéria.
Ao longo da sua intervenção, o camarada Fernando Rosas definiu as linhas gerais de orientarão para o nosso trabalho, no sentido de preservarmos e mantermos unidas as nossas fileiras seja em que situação for. Salientamos também algumas passagens e definições do nosso trabalho que achamos importantes e que os QUADROS devem ter como ponto de referência.
Os 5 PRINCÍPIOS do trabalho clandestino
1 - Ter uma concepção política correta da clandestinidade,
2 - A conspiratividade.
3 - A compartimentação.
4 - O porte na polícia.
5 - A vida das células.
Estes 5 princípios que são necessários para preservar a vida do Partido, devem ser vistos por todos os quadros com os dois olhos, como forma de resguardar dos ataques do inimigo o Estado Maior da classe operária: o Partido!
OS 2 DESVIOS A COMBATER
1. A conspirativite
2. O legalismo e o liberalismo
Estes são os dois desvios que devem ser combatidos implacavelmente, para que sejam combatidas as ideias erradas do legalismo, que leva o 1º ao atentismo e o 2º ao reformismo, perigos reais que podem sobrestimar a ossatura clandestina do nosso Partido.
Por último o camarada Fernando Rosas veio a terminar dizendo: "o que caracteriza a ilegalidade é a forma de capacidade de resposta que o Partido tem para o inimigo, a forma de se manter de pé, em qualquer circunstância que a Revolução exige"„
A ESCOLA DE QUADROS terminou assim mais um dia de trabalho. Um elevado espírito de sacrifício tem sido demonstrado pelos camaradas que compõem a ESCOLA DE QUADROS "18 DE JULHO", no sentido de que estes sacrifícios não são nada comparados aos sacrifícios da classe operária e do Povo, o que prova bem a vontade e a firme disposição de escalar a montanha, pôr a política no comando, servir o Povo de todo o coração, não temer sacrifícios, porque embora o caminho seja sinuoso, o horizonte é vermelho e a nossa confiança no Povo é inabalável.
Não queremos terminar sem referirmos as palavras do camarada Arnaldo Matos, que define bem qual a atitude que deve presidir sempre na cabeça dos quadros, seja em que circunstância e em que lugar for: "O pessimismo e a impotência nunca devem estar no pensamento dum dirigente".
VIVA A ESCOLA DE QUADROS "18 DE JULHO"!
VIVA A LINHA. REVOLUCIONARIA PROLETÁRIA DO NOSSO PARTIDO!
VIVA A HISTÓRICA DECISÃO DO COMITÉ EXECUTIVO DO COMITÉ CENTRAL!
VIVA O MARXISMO LENINISMO MAOISMO!
VIVA A CLASSE OPERARIA! VIVA O PARTIDO!

Lisboa, 20/8/76
A COMISSÃO DE PROPAGANDA DA ESCOLA DE QUADROS "18 DE JULHO"
O SECRETARIO DA ESCOLA
Cândido
O DIRECTOR DA ESCOLA
Carlos Paisana

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