sexta-feira, 12 de agosto de 2016

1976-08-12 - CONTRA A LIBERTAÇÃO DE SPÍNOLA ASSASSINO - LCI

CONTRA A LIBERTAÇÃO DE SPÍNOLA ASSASSINO

Spínola, depois de um período de actividades contra-revolucionárias no estrangeiro onde se manchou com o sangue dos trabalhadores e militantes operários vítimas dos ataques bombistas, após ter regressado tranquilamente a Portugal e ter sido simbolicamente preso, goza já de inteira liberdade de acção?
Com o seu regressa, os patrões e agrários, os partidos burgueses (PPD, CDS, CIP, CAP) tomaram mais fôlego para redobrarem a sua ofensiva contra os direitos e conquistas das massas.
A libertação de Spínola não faz mais do que incentivar a libertação dos pides ainda presos, a continuação de acções terroristas e bombistas, as acções de despejo de casas ocupadas, o estabelecimento da autoridade patronal nas empresas, a limitação da actividade das comissões de trabalhadores e dos sindicatos.
CAMARADAS:
 Os patrões, os grandes agrários, o PPD, o CDS, a CIP e a CAP pensam que já regressaram aos velhos tempos! ENGANAM-SE!
Os trabalhadores saberão responder à ofensiva capitalista, não permitirão que a direita levante a cabaça. Os trabalhadores não permitirão que Spínola, pides e fascistas conspirem já em total liberdade contra as nossas conquistas!
CAMARADAS:
As nossas conquistas só podem ser defendidas pelos sindicatos, pelas CTs, pelos próprios trabalhadores na lutai
Responder aos ataques dos patrões significa:
- Defender o nosso poder de compra e impor o salário mínimo de 7 contos;
- Rejeitar o projecto de pacto patronato/governo/sindicatos para regular os aumentos salariais e lutar pela inclusão nos CCTs do princípio do aumento automático dos salários face ao aumento constante do custo de vida;
- Combater o desemprego lutando pela semana de trabalho de 40 horas;
- Defender o controlo operário e lutar para que os trabalhadores e as suas CTs se possam pronunciar e decidir sobre todos os aspectos da vida nas empresas;
- Defender e aprofundar a Reforma Agrária.
- Combater toda e qualquer restrição aos direitos democráticos dos trabalhadores;
- Lutar por um, governo verdadeiramente representativo dos trabalhadores que se apoie na mobilização e na luta unitária e anti-capitalista de trabalhadores e dos seus partidos, nas empresas e nos sindicatos, no Parlamento e nas ruas.
CAMARADAS!
Os trabalhadores, os partidos operários e os sindicatos não deve permitir que Spínola-assassino esteja já em liberdade! É necessário organizar a mais vasta unidade contra esta provocação!
Não elevemos também confiar nas autoridades governamentais nem nos tribunais burgueses.
A hipocrisia e a farsa da prisão de alguns bombistas no Porto não põe deixar de ser denunciada: libertam-se os principais dirigentes do MDLP e da PIDE (Sacheti e Abílio Pires) e prendem-se outros para fazer crer que se combate o terrorismo fascista!
As organizações operárias só podem confiar na sua força, na sua unidade, na sua mobilização. A luta contra o terrorismo só pode ser levada a cabo pelos próprios trabalhadores, nas suas empresas, fábricas e bairros.
- Não á libertação de Spínola e pides!
- Julgamento público dos carrascos dos trabalhadores!
- Contra a reacção: unidade na acção!
- Contra o terrorismo fascista, auto-defesa operária!

TODOS À MANIFESTAÇÃO DOS GDUPs
6a FEIRA, DIA 13, AS 19 horas
No TERREIRO DO PAÇO

12/8/76
Comité Executivo da L.C.I.

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