sábado, 6 de agosto de 2016

1976-08-06 - M-L Informação - Nº 02 - Série I - PCP-(ml)

M-L informação Nº 2

GRANDE PENÚRIA DE ALIMENTOS NO PARAÍSO DE CUNHAL, A RÚSSIA
Os próprios novos czares confessam a existência de uma grande penúria de carne, batata e de todos os legumes nas principais cidades russas. É o resultado da restauração do capitalismo naquele país.
A CLASSE OPERÁRIA POLACA LUTA CONTRA O SOCIAL-FASCISMO
A subida de preços de vários produtos alimentares básicos provocou na Polónia uma forte onda de descontentamento popular e greves ainda mais vastas que as de 1970. Os sociais-fascistas no poder viram-se obrigados a adiar, mais uma vez, o aumento dos preços.
O TERRAMOTO NA CHINA
O CC do PCP(m-l) enviou ao Presidente Mao Zedong, ao Primeiro-Ministro Hua Guofeng e ao CC do PC da China o seguinte telegrama: «Ao tomar conhecimento da calamidade natural que atingiu o povo da China, afirmamos-vos a nossa preocupação e solidariedade».
CURTAS MAS SIGNIFICATIVAS PALAVRAS DO SINDICATO DOS QUÍMICOS DO NORTE A MÁRIO SOARES
No encontro de M. Soares com os sindicatos do Norte, uns escassos minutos couberam ao Sindicato dos Químicos. Mesmo assim este sindicato teve oportunidade de lhe perguntar porque é que os sindicatos do partido do Governo (PS) organizam greves reaccionárias e participam na sabotagem económica. Fez-lhe também notar que a sua «teoria» da esponja era oposta aos interesses da independência nacional e da democracia e contrária à posição do Presidente da República.
A POSIÇÃO DO PCP(M-L) SOBRE O PROGRAMA DE GOVERNO
Ao apresentar o Programa de Governo, Mário Soares apenas confirmou a já conhecida posição conciliadora do PS e particularmente sua. Por isso o PCP(m-l) não pode dar o seu apoio ao Programa de Governo do PS, um programa conciliador com o social-imperialismo, um programa ambíguo quanto às medidas enérgicas que a nossa situação exige, um programa incapaz de ultrapassar a crise política e económica que atravessamos.
Se é que há ainda quem necessite de seguir a escola da prática para compreender a justeza do que afirmamos, embora não abdique de o proclamar abertamente, o PCP(m-l) dará, no entanto, o seu apoio àquelas medidas do Governo que julgue favoráveis à independência nacional e à democracia e combaterá as que se lhe oponham. E tome o Governo PS medidas sempre favoráveis à independência e à democracia e terá sempre o nosso apoio na prática apesar das reservas e críticas que emitimos ao seu Programa global.
O PCP(m-l) considera o Programa um amontoado incoerente de proposições, fruto do próprio Governo conter, além de elementos relativamente firmes, conciliadores e mesmo submarinos. A par de algumas propostas justas em si, quer de natureza política, económica, administrativa ou social, o Programa contém ao mesmo tempo — digamos ingenuamente — princípios políticos que, a serem aplicados, impossibilitarão infalivelmente a concretização daquelas medidas justas em si.
Efectivamente, como podemos levar a sério as fartas promessas de reconstrução económica se ao mesmo tempo ouvimos louvar as tais «conquistas da revolução», a tal «experiência revolucionária», como o chamado «controle operário» que levou a um prejuízo de 700 mil contos, em 1975, na Siderurgia Nacional, de 400 mil na CUF, e milhares de pequenas, médias e grandes empresas à ruína pura e simples?
O «controle operário» nada tem de operário mas tudo de controle social-fascista. O grande responsável pela situação de crise aguda a que se chegou foi precisamente o social-imperialismo russo através dos seus lacaios sociais-fascistas, cujos crimes de lesa-pátria Mário Soares quer apagar com a sua esponja.
No social-imperialismo e seu lacaio social-fascismo cunhalista não há que procurar qualquer apoio diplomático, parlamentar ou sindical, mas sim o inimigo, o inimigo e ainda o inimigo. Ao escamotear esta realidade, ao insistir na já conhecida demagogia socializante e, tal como Melo Antunes, ao dar Cobertura às manobras diplomáticas do social-imperialismo russo como a chamada «Conferência de Segurança Europeia», Mário Soares está a falhar o prego e a bater na ferradura, está a adiar a real solução para a crise que atravessamos, está a favorecer objectivamente o inimigo principal da nossa independência e da democracia.
O PCP(m-l), por várias ocasiões, já manifestou o seu apoio a uma política de reconstrução nacional. Mas deixa bem claro que não está disposto a ser o bombeiro das greves reaccionárias produto das ambiguidades do próprio Governo conciliador ou directamente orquestradas pelo social-imperialismo através dos seus submarinos no partido do Governo. Limpar a sua própria casa é um problema que compete ao próprio PS.
O PCP(m-l) exprime mais uma vez a sua preocupação pela situação de crise que o País atravessa. O PCP(m-l) considera que não se devem deixar esgotar as possibilidades de edificar um Portugal independente, democrático e próspero em «experiências» pseudo-revolucionárias, pseudo-socialistas, pseudo-progressistas. O PCP(m-l) considera que, para salvar a independência e a democracia, a situação exige medidas firmes e imediatas que só um governo de unidade nacional poderá concretizar.
FIASCO COMPLETO DA «MORAL PROLETÁRIA» DOS NOVOS CZARES ESPADACHINS
Todo o mundo ficou ao corrente da aplicação dos métodos do KGB à esgrima. A «desaprovação» oficial por parte dos novos czares, não alterou o juízo dos povos de todo o mundo.
OS DIRIGENTES DA UCRP CONTINUAM A MENTIR DESCARADAMENTE
Sob o tema da unidade dos comunistas, o CC do PCP(m-l) está a realizar encontros com responsáveis da UCRP. Por proposta do PCP(m-l), todas as intervenções são gravadas pelas duas partes, passadas a papel e publicadas. No penúltimo encontro a UCRP ainda não tinha feito uma única acta das que lhe competia pelo que o PCP(m-l) suspendeu unilateralmente os encontros até que a UCRP se pusesse em dia na passagem das actas por escrito. Entretanto, para mostrar a sua «hegemonia» e «iniciativa» nos debates, os responsáveis da UCRP, comportando-se como um bando de vigaristas, apressam-se a publicar no seu jornal O Comunista relatos falsos dos debates. A futura publicação das actas demonstrará, uma vez mais, que género de pessoas são os dirigentes da UCRP.
O BEXIGA CHORA LÁGRIMAS DE CROCODILO
O conhecido provocador e malabarista António Bexiga Lopes, expulso do PCP(m-l) em 1974, animador de actividades terroristas, provocatórias e cisionistas, queria hoje convencer-nos com os seus malabarismos e colar-se de novo ao PCP(m-l) para mais facilmente o minar. Influenciando alguns elementos sinceros, o malabarista pretendia apresentar-se no PCP(m-l) em delegação de um grupo que anima. O PCP(m-l) rejeitou qualquer encontro de delegações em que o Bexiga estivesse incluído sem que, previamente, este se auto-criticasse sem mas nem meios mas dos actos terroristas e provocatórios que praticou. Dado que, à autocrítica verdadeira, ele preferiu o malabarismo, o PCP(m-l), para melhor o desmascarar, desafiou este provocador para um debate público na presença dos elementos que ele influencia. Até hoje não tivemos resposta.
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A Revolução de Outubro e a Táctica dos Comunistas Russos. I.V. Stalin
Cinco Ensaios Filosóficos, Mao Zedong
A Amizade Mais Profunda, Mao Zedong
História do Partido Comunista (Bolchevique) da URSS.
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AVENIDA 5 DE OUTUBRO, 293, LISBOA-1 - TELEFONE 76 95 78

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