sábado, 6 de agosto de 2016

1976-08-06 - ABAIXO A REPRESSÃO SOCIAL-FASCISTA NA POLÓNIA - UCRP(ml)

ABAIXO A REPRESSÃO SOCIAL-FASCISTA NA POLÓNIA

Já lá vão seis anos desde que o antigo presidente da Polónia, Gomulka, pretendeu aumentar os preços dos artigos de 1ª necessidade, alegando que isso seria uma medida indispensável para o bom sucesso do desenvolvimento, do "socialismo" polaco.
Mas afinal que socialismo é esse que para o seu bom desenvolvimento se baseia em medidas anti-populares como em qualquer país capitalista nomeadamente o nosso?
Rico de uma longa tradição de luta revolucionária, o proletariado polaco não vergou perante estas medidas reaccionárias e anti-populares e de imediato desencadeou as famosas movimentações populares, manifestando-se de várias maneiras sob a forma de greves, manifestações de rua e chegando mesmo a incendiar a sede central do partido social-fascista, mostrando assim o ódio aos seus opressores, o que conduziu à própria queda de Gomulka.
É assim que aparece o tirano social-fascista Gierek no poder prometendo à classe operária e ao povo a estabilização dos preços e a melhoria das condições de vida.
Mas poderia Gierek cumprir isto? Claro que não! Gierek como burguês e lacaio do social-imperialismo russo não defende os interesses da classe operária e do povo polaco mas sim dos seus amos de Moscovo.
Tal como Gomulka em 1970, Gierek, este ano lança mais um conjunto de medidas anti-populares decretando o aumento de preços.
Os operários e massas populares das cidades e campos levantaram-se contra o aumento do custo de vida que o bando social-fascista queria impor. Graças à pronta reacção da classe operária conduzida pela sua Vanguarda o Partido Comunista da Polónia, as autoridades polacas foram brigadas em menos de 24 horas, a anular a decisão de aumentar os preços.
Para conquistarem esta importante e histórica vitória, os operários polacos sob a direcção do seu Partido Comunista organizaram minuciosamente a luta ao nível nacional, organizando piquetes de segurança; criando barricadas nas ruas; interrompendo o tráfego; cortando a corrente; queimando veículos e sedes da burguesia e do partido social-fascista, formando desta maneira uma tempestade revolucionária potente e irreversível.
E qual foi a resposta da burguesia social-fascista, que se diz comunista e que está no poder? Usou a repressão violenta através de cargas da polícia sobre os manifestantes, prisões, assassínios, julgamentos e condenações aos operários que mais se destacaram na luta caluniando-os de "ladroes", "bêbados", e "vândalos".
Também nós, trabalhadores portugueses já sabemos onde conduz a demagogia social-fascista, depois de termos vivido a experiência gonçalvista. Também em nome deste “socialismo" já fomos obrigados a vergar a espinha em horas extraordinárias, domingos e dias feriados para a chamada batalha da produção.
Vimos os preços aumentar como os transportes públicos, açúcar e outros. Vimos os sociais-fascistas a assaltar os sindicatos que se lhe opunham, a substituir a Pide apontado a dedo à polícia: "aquele é maoísta", "aquele esteve na manifestação", etc.. Ainda temos presente este clima de terror social-fascista.
E hoje que a crise se agudiza cada vez mais e que a burguesia se vê a braços com a crise que engendrou e tenta lançar o peso dela para as costas dos trabalhadores decretando uma série de medidas anti-populares e anti-operárias, como seja o aumenta dos preços dos géneros alimentícios, combustíveis e o aumento do desemprego, vemos os social-fascistas gritar contra estas medidas anti-populares.
 Mas será que eles de facto querem defender o povo? A resposta é simples. Basta vermos o que aconteceu no nosso país no período gonçalvista em que eles caluniavam as nossas justas lutas, chamando-nos provocadores, agentes da CIA, reaccionários como aconteceu na TAP, TLP, CTT, utilizando a tropa contra as nossas justas reivindicações. Basta vermos também os países como a Polónia de dominação social-fascista.
Então porque se armam eles em defensores da liberdade e do socialismo? Eles armam-se assim para manipular as massas descontentes e revoltadas e arregimentá-las, usando-as como tropa de choque para os seus intentos que não são mais do que tornar Portugal uma colónia do social-imperialismo russo.
Nos trabalhadores devemo-nos opor firmemente contra as medidas anti-populares da burguesia venham elas de que sector vierem e devemos também estar alerta contra a manipulação das nossas justas lutas pelos social-fascistas tentando desviar as nossas justas aspirações no sentido de reforçar a sua tropa de choque para o golpe que têm em preparação.
- VIVA O PARTIDO COMUNISTA da POLÓNIA!
- ALERTA CONTRA O GOLPE SOCIAL-FASCISTA? O SOCIAL-FASCISMO NÃO PASSARÁ! O POVO USO DEIXARÁ!
- MORTE AO SOCIAL-FASCISMO, AO FASCISMO E A QUEM OS APOIAR!
- POVO POLACO E POVO PORTUGUÊS A MESMA LUTA!
- VIVA O INTERNACIONALISMO PROLETÁRIO!

6/8/76
CÉLULA DE MOSCAVIDE DA ORGANIZAÇÃO REGIONAL DE VILA FRANCA DE XIRA DA U.C.R.P.(m-l)

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