terça-feira, 2 de agosto de 2016

1976-08-02 - O Camponês Vermelho Nº 01 - PCP(ml)

A voz dos comunistas no campo

O Camponês Vermelho é o herdeiro e continuador das tradições revolucionárias do jornal O Camponês, tal como o Partido Comunista de Portugal (marxista-leninista) é o herdeiro e continuador das tradições revolucionárias do Partido Comunista Português de Militão Ribeiro, José Gregório, Alfredo Dinis, Catarina Eufémia e tantos outros combatentes comunistas.
O Partido Comunista, fundado em 1921 com o nome de Partido Comunista Português e destruído em 1956 pela camarilha revisionista de Álvaro Cunhal, foi até essa data o guia da classe operária, obreiro da aliança operário-camponesa e dirigente da luta do povo português contra o fascismo. O Camponês foi o seu porta-voz entre os camponeses, particularmente do Alentejo, e o seu papel no trabalho de educação e organização dos camponeses na luta contra o fascismo e no desenvolvimento do Partido no Alentejo foi importante.
A tragédia ocorrida em 1956 com o golpe de Estado fascista de Khruchtchev-Brejnev e a transformação do Partido Comunista da URSS num partido burguês, fascista e social-imperialista, deu origem à restauração do capitalismo na Rússia e abriu caminho à usurpação da direcção de vários partidos comunistas por sociais-fascistas como Cunhal (em Portugal), Marchais (em França), Berlinguer (em Itália), etc. O partido revisionista de Cunhal que assim surgiu, e cuja actuação golpista hoje bem conhecemos nada tem a ver com as tradições revolucionárias do PCP, assim como as ambições de Khruchtchev e Brejnev nada têm a ver com o socialismo por que lutaram Lenin e Stalin.
Com a destruição do Partido Comunista em Portugal, e esgotadas as possibilidades de o orientarem no caminho do marxismo-leninismo, os comunistas portugueses mais esclarecidos começaram a abandonar o partido revisionista de Cunhal e, em 1964, fundaram o Comité Marxista-Leninista Português, (CM-LP) com a tarefa de reorganizar o Partido Comunista. No Alentejo, foram em grande número os comunistas que abandonaram o partido revisionista de Cunhal considerando que este tinha abandonado a via da luta armada popular para o derrube do fascismo. Era frequente a expressão «com as mãos a abanar não se faz nada». Depois de eliminados certos desvios pequeno-burgueses (fapistas, castristas, trotskistas) no CM-LP, este deu origem, em 1970, ao Partido Comunista de Portugal (marxista-leninista) no V Congresso (reconstitutivo). Os comunistas voltavam de novo a ter o seu Partido e a tarefa seguinte era edificá-lo, torná-lo um partido forte.
O PCP(m-l) ainda se encontra na fase da sua edificação. Mas guiando-se pela teoria científica de Marx, Engels, Lenin, Stalin e Mao Zedong é o único Partido comunista em Portugal, o único que luta pelo verdadeiro socialismo, tal como existiu na Rússia de Le­nin e Stalin e existe hoje na China de Mao Zedong;
O Camponês Vermelho não dará tréguas àqueles que, dizendo-se comunistas, são hoje os piores inimigos da independência nacional, da democracia, do socialismo e do comunismo, os sociais-imperialistas russos e os seus agentes sociais-fascistas cunhalistas.
Ao retomarmos a publicação deste jornal prestamos a nossa homenagem aos grandes comunistas operários agrícolas como Catarina Eufémia, a todos os camponeses que caíram na luta contra a opressão e a exploração.
Saudamos igualmente todos aqueles que hoje combatem os partidos sociais-fascistas de Cunhal, «PCP(R)-UDP» e outros falsificadores de Marx, e que aspiram ao verdadeiro socialismo e ao comunismo. A estes indicamos-lhes o caminho da edificação do Partido Comunista chamando-os a organizarem-se no PCP(m-l).

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