segunda-feira, 22 de agosto de 2016

1976-08-00 - A Voz da Revolução Nº 12 - CRC(ml)

Editorial

Decorreu durante o mês de Agosto a 3ª Reunião Plenária do Comité Central do CRC-ML
Da ordem de trabalhos estabelecida,
1 — ANÁLISE DA SITUAÇÃO POLÍTICA ACTUAL
2 - REPÚDIO ÀS FALSAS AFIRMAÇÕES INSERTAS NO JORNAL "O COMUNISTA" N° 19 DE 19/7/76, FEITAS PELA UCRP AO CRC-ML
3 - INTEGRAÇÃO DO NCB(P), NÚCLEO DE COMUNISTAS DE BENFICA (PROVISÓRIO), NO CRC-ML
4 - TRABALHO DE RECTIFICAÇÃO GERAL E PROFUNDO DEBATE POLÍTICO E IDEOLÓGICO

Transcrevem-se a seguir os textos integrais das resoluções políticas aprovadas por unanimidade, demonstrativo da unidade ideológica, produto do constante trabalho político e revolucionarização interna levada a cabo na nossa organização e cujo objectivo principal aponta a luta pelo verdadeiro partido da classe operaria.
1 - Situação política actual
A Reunião Plenária do Comité Central do C.R.C.-M.L., considerou as eleições presidenciais, a vitória de Ramalho Eanes, a tomada de posse e o programa da burguesia social-democrata representada no "Partido Socialista", e o papel de organizações que se reivindicam da classe operaria e do marxismo-leninismo no actual processo político português e na luta de classes, como as notas salientes da situação política actual no nosso Pais. Em consequência analisou e enquadrou toda a situação na perspectiva da luta de classes, há luz da linha independente da classe; operaria que ilumina política e ideologicamente a nossa justa linha política proletária.
a) Forças político-social-económicas e militares que apoiaram a candidatura de Ramalho Eanes e sais objectivos.
Ramalho Eanes aparece para as várias facções da burguesia como o seu "salvador”, como afirmava a nossa Organização, justamente, na nota da 2ª Reunião Plenária do Comité Central.
Desde os instrumentos políticos da pequena, media e grande burguesia tradicional: "PS, PPD, e CDS"; desde as estruturas capitalistas e agrárias da burguesia monopolista como a CIP (Confederação Industrial Portuguesa) e CAP (Confederação Agrária Portuguesa); desde os bandos terroristas-fascistas do ELP/MDLP; desde a facção dissidente do PPD, o MSD, e sectores do MDP/CDE; desde os grupos que, como boa tropa de choque da burguesia no poder e do imperialismo, capitulando e fazendo o jogo reaccionário da burguesia, renegam e atacam o marxismo-leninismo ,e a-Revolução e que são o MRPP e PCP-"ML" e outros grupinhos sem expressão; desde o imperialismo, o capitalismo internacional; desde a CIA, a NATO e a direita e extrema-direita militar, que luta pela hegemonia na hierarquia militar nas Forças Armadas, passando pelo papel das candidaturas de Pinheiro de Azevedo, que actuava como o candidato de reserva da burguesia caso Eanes não ganhasse, e de Octávio Pato que se candidatou para tentar dividir o campo popular, por um lado, e indirectamente apoiar Eanes, caluniando a atacando o movimento operário e popular com a colaboração dos grupos pequeno-burgueses trotskistas, como a LCI, que o apoiaram, acabando em blocos políticos golpistas e oportunistas que infiltrados no movimento operário e popular, o desvia dos objectivos revolucionários, tentando a conciliação com a burguesia através do "encaixe" da classe operária nos seus projectos políticos que nada tem a ver com a realidade portuguesa e que chocam com o marxismo-leninismo, caso do bloco PCP(R)/UDP e do seu "governo Anti-Fascista e Patriótico", o "verdadeiro 25 de Abril do Povo”' que nos demonstra na pratica a via revisionista este bloco oportunista seguiu , opondo-se à Revolução Popular e a Ditadura do Proletariado.
    Assim para além destas forças que apoiaram directa ou indirectamente a vitória de Ramalho Eanes, as facções da burguesia e as super-potências imperialistas foram os grandes vencedores:
  A série de golpes e contra-golpes desferidos contra a classe operaria e o  Povo ao longo do processo iniciado em 25 de Abril, foram avalizados e consolidados. É deste modo que nos aparece o novo primeiro, ministro Soares, como bom golpista que e, a dizer que o "11 de Março" e o "25 de Novembro" se deviam deitar no "caixote do lixo", numa demonstração de desprezo pelas massas populares, que são espectadoras nas lutas que as facções da burguesia travam pelo poder, para se oporem ao avanço da luta de classes, contra as conquistas económicas, sociais e políticas, entre as quais esta a luta central - a reconstrução do instrumento revolucionário da classe operaria - o Partido Comunista - sem o qual o poder político e económico continuará a estar nas mãos da burguesia que, verificando esta situação, adia a reconstrução da vanguarda revolucionaria, mercê da manobra de carreiristas pequeno-burgueses que fazem proliferar auto-proclamados "Partidos" que baralham e confundem reaccionariamente a classe operaria, que assim se vê dividida e enfraquecida, distribuída que esta, pela influencia revisionista, golpista, oportunista, direitista e esquerdista.
É nesta perspectiva que a classe operária é derrotada no 25 de Novembro, sem sequer ter entrado na luta (...). O 25 de Novembro não foi o golpe dum sector específico da burguesia, mas sim o golpe que ambas as facções vibraram no movimento operário e popular, que, sã vinha progressivamente libertando política ideológica e organicamente das garras do revisionismo e ameaçava seriamente a burguesia no poder vislumbrando-se uma nova aurora revolucionaria na via da sua linha independente de classe. É deste modo que, vendo o perigo, o revisionismo e seus seguidores a empurra para a aventura golpista, esta sem direcção e organização politica, sem condições objectivas e subjectivai para a Revolução, acaba por cair na cilada montada antecipadamente pela facção rival (a burguesia no poder) que assim conseguiu em meses fazer o que andou fazendo e conspirando durante dois anos: amarrar e abafar o movimento operário e popular aos seus interesses reaccionários de classe exploradora!
Os objectivos políticos das forças que estão por detrás da eleição de Ramalho Eanes, unem-se pelo mesmo facto que se uniram contra os acontecimentos de 25 de Novembro, por um lado, e pelos que responsável ou irresponsavelmente provocaram e desencadearam os acontecimentos, ambos no fundo, trocam o vanguardismo verbalista pelas massas populares, e os golpes e contra-golpes militares ou nos bastidores políticos burgueses pela Revolução, única via para a real emancipação dos Povo!
b) O que representa para a burguesia e para o proletariado a vitória presidencial de Ramalho Eanes
      A vitória de Ramalho Eanes representa, logicamente, a vitória das forças sociais, económicas e políticas que o apoiaram e sustentaram a sua candidatura para uma situação concreta: a união da burguesia contra o proletariado, contra o seu avanço ideológico e organizativo, contra a sua determinação progressiva para a criação da linha independente da classe operária para combater a burguesia no poder e o revisionismo (expressão ideológica que forma embrionariamente as forças sociais e económicas da burguesia de estado) pela Revolução Popular e pela Ditadura do Proletariado.
No entanto, motivado pelas próprias contradições das forças que apoiaram o candidato Eanes, este não aparece como o candidato forçoso das forças terroristas da burguesia. Assim Eanes não e o candidato do fascismo, como as facções da burguesia não são necessariamente (pese embora o mecanicismo dogmatista reaccionário de alguns que se reclamam marxistas-leninistas) fascista ou social-fascista. Isso e ignorar a dinâmica revolucionaria da luta de classes, e ignorar, as próprias contradições e necessidades económicas e políticas da burguesia na situação actual do nosso País, é ignorar a situação, geopolítica de Portugal na Europa Ocidental, feudo das estruturas económicas e políticas e militares de um dos blocos imperialistas que lutam pela hegemonia sobre os povos de todo o mundo - o imperialismo americano, das multinacionais que devoram a economia de cada povo, que controlam o Mercado Comum, que vigiam através da CIA os movimentos do Povo para a sua libertação e independência nacional e que com a NATO apontam as suas armas de morte, na tentativa de definir a vida ou morte; de um povo, isso porque paralelamente e com o apoio do outro imperialismo - o russo -, partilham, como da divisão dum bolo se tratasse, a metade da Europa, o Leste para os Russos, o Ocidente para os Americanos!
É por estes factos que Ramalho Eanes foi o homem escolhido pela burguesia para que, através de um projecto político comum conseguisse unirmos vários objectivos políticos das várias correntes; burguesas, já que economicamente todos estão de acordo com o sistema político a adoptar - o Estado capitalista explorador e repressivo!
Não é por acaso que a burguesia liberal se alia com os fascizantes do PPD, com os fascistas "encobertos" do CDS, com os terroristas do ELP/MDLP, e faz as "pazes" sociais com a outra face ao rival - os revisionistas do “PCP" e seus seguidores! Porque? Todos são instrumentos que visam combater a classe operaria e o Povo e evitar a Revolução Os bandos do ELP-MDLP foram, inclusivamente, criados pela burguesia para, numa situação histórica concreta, lançar o terror sobre o Povo, evitando a sua evolução, porque esta não do minava "no todo" o Estado e suas estruturas, mas logo que a burguesia conseguiu planificar no mínimo a economia, controlando-a, reestruturar as Polícias, "disciplinar" as Forças Armadas, controlar juridicamente os tribunais, "amarrar" a Imprensa, a Radio e a Televisão, pondo a difundir a ideologia dominante - pois, a partir daqui, começou a achar a existência dos bandos terroristas "ultrapassados" para o "momento histórico", e dum penedo em que "ignorava" todos os atentados e seus autores, passou "radicalmente" (logo que passou a governo definitivo) a "conhecê-los", e é ver a prisão maciça de bombistas que antes desfrutavam de liberdade incondicional às ordens da burguesia, isso para que o Povo veja que a "ordem democrática" finalmente chegou!?
Por isso Ramalho Eanes afirmou na tomada de posse que o fascismo tinha morrido em Portugal (...) e que os bandos do ELP/MDLP desapareciam logo que a democracia fosse instituída em pleno. Por isto, é necessário compreender revolucionariamente as "vias” que a burguesia utiliza a cada momento para perpetuar (adiando a Revolução) a exploração da classe operária, embora mais suavemente, com outros requintes, utilizando artimanhas da tecnocracia burguesa e bisando formas alienatórios que os revisionistas já utilizaram quando estiveram na posse do 5º Governo - é caso da co-gestão, auto-gestão, do "controle” do controlo operário, tudo isso na mira de Batalhas da Economia, ou da Produção, para que recupere até com vantagem, a sua ruinosa economia anarquista, que provocada pelo fascismo-colonialista, pôs a burguesia de rastos, e as podres estruturas capitalistas em causa, através do avanço das massas populares em certos períodos, do processo político, iniciado com o 25 de Abril de 1974! Deste modo exploram o "consenso militar e social que Eanes conseguiu arrecadar, com o seu militarismo cego, o "patriotismo" e o nacionalismo primitivo e utópico!
Com a tomada de posse de Ramalho-Eanes, o imperialismo e a burguesia nacional e internacional dominam melhor... Esta em Portugal não perdeu tempo: intensificou a recuperação que aos poucos vinha fazendo desde o 25 de Novembro. A nível económico acentuou-se o aumento do custo de vida dos meios essenciais de subsistência, impôs racionamentos, a nível social aumentou o desemprego, os trabalhadores e os moradores começaram a ser desocupados, violenta e reaccionariamente (das casas que tinham ocupado justamente) pelas suas polícias a nível político: introduziu maciçamente a ideologia dominante nos órgãos de informação e (desin)formação, instrumentalizando através duna venenosa demagogia o Povo para as suas recuperações capitalistas; a nível militar expulsou, mudou ou licenciou de cargos vitais nas Forças Armadas, alguns militares, graduados que se tornaram "empecilhos" na sua, demonstração de "boa vontade " perante os seus patrões do bloco imperialista militar da NATO. Foram fundamentalmente estas situações concretas que determinaram (para além, claro, da ainda existência duma mínima mobilização popular e de algumas contradições no seio da burguesia) a não transformação dos acontecimentos do 25 de Novembro, numa intentona militarista fascista do tipo do Chile. Em 25 de Novembro, o fascismo não servia a burguesia nem o imperialismo!
c) O papel do imperialismo e seus lacaios na situação actual.
A existência, consolidação e reforço do "bloco militar imperialista da NATO na nossa Pátria, é a resposta que a burguesia, com Eanes a cabeça, da aos que pretensamente tentam dar ao novo presidente uma "imagem" de "patriota", que luta pela verdadeira independência nacional! Só a classe operaria organizada no seu instrumento revolucionário, pode em Portugal lutar pela independência nacional face ao imperialismo e ao social-imperialismo, mas só fazendo a Revolução Popular e instaurando a ditadura do proletariado sobre a burguesia pode efectivamente libertar todo o Povo das garras imperialistas, e através de um autêntico internacionalismo proletário com os povos de todo o Mundo pode ajudar, no fogo da luta de classes e da contradição histérica, proletariado/burguesia, os Povos a libertarem-se e a varrerem de vez o perigo constante das super-potências. É evidente que esta análise não se adapta a todos os continentes. Muitos países em luta pela libertação nacional contra o imperialismo, contra o colonialismo, contra o feudalismo ou o tribalismo, ou mesmo contra o social-imperialismo, terão que adoptar, etapas de luta; e a classe operaria, pouco desenvolvida como classe, deve unir-se aos camponeses e a sectores da burguesia nacional democrática. São situações concretas e históricas que apenas a vanguarda revolucionária de cada país deve e pode abalizar cientificamente, no entanto, jamais os comunistas podem subestimar, e deixar para segundo plano o verdadeiro objectivo a alcançar - a Revolução, a Ditadura do Proletariado, a construção do Socialismo na via da Sociedade Comunista. Contrariamente tem "chovido" no nosso País "teses" (estas transportadas mecanicamente de países cujos partidos justamente aplicaram o "marxismo-leninismo as situações concretas históricas) de grupos ou organizações que se reivindicam marxistas-leninistas, segundo as quais se deve defender a permanência na NATO e a protecção do imperialismo para que se possa construir a “democracia" e manter-se as "liberdades fundamentais" contra perigo social-imperialista e seus agentes revisionistas no nosso País. Estes grupos que formam um bloco bem definido pela nossa Organização como capitulacionistas de direita, são fundamentalmente a UCRP/MRPP/PCPML/AOC. Estão fora da luta de classes e da linha independente da classe operária, servindo objectivamente tanto o imperialismo como o social-imperialismo e seus agentes no nosso País. Negam o avanço da burguesia, batendo-lhe até palmas e pedindo muitas vezes que ela reprima a classe operária e o Povo rotulando-o de social-fascista! Não “reconhecem”: - as depurações que a burguesia, após o contra-golpe do 25 de Novembro efectuou na Força Aérea e no Exercito, e agora na Armada, para servir o imperialismo e a NATO; a profissionalização, mercenarização e hierarquização reaccionária no seio das Forças Armadas; o fim da democracia interna nos quartéis e a recomposição do RDM, fascista; a preparação pela própria NATO de brigadas de intervenção através de soldados portugueses para “abafar ou abortar” qualquer movimento popular contra o imperialismo; o envio de 2.500 soldados portugueses para a NATO; as idas do chefe-maior da Armada Souto-Cruz aos EUA para pedir directivas; os "passeios” do agente da CIA Carlucci, embaixador americano, à Madeira, onde, como convidado de honra, vai dizer na "Assembleia Regional da Madeira" como quer ver a democracia instalada; na "sua" ilha. Tudo isso demonstra que o imperialismo e o seu bloco militar reforçaram decisivamente o seu poder na nossa Pátria.
 O Comité Central exorta todos os seus militantes e simpatizantes para no calor da luta de classes, desmascarar política e ideologicamente estes grupos declaradamente anti-marxistas-leninistas. Nesta linha estará o “perigo eminente da guerra imperialista" entre as super-potencias imperialistas, cuja expressão destes grupos é existirem condições para que essa possível Guerra desencadeada, provocará o fim da própria Terra, fruto da existência de poderosas armas e bombas nucleares em poder dos imperialistas.
Esta análise, de tipo religioso e metafisico, quase admite o “apocalipse” destruidor da vida humana no nosso planeta! Tentam estes grupos condicionar e limitar a luta de classes pondo-a ao serviço e a reboque de uma das super-potências para evitar a “catástrofe”, como se os povos deixassem, na situação política actual, de serem os donos dos seus próprios destinos como motores da História, (1) e a caminhada irreversível para o comunismo, fosse utópica!
A existência de super-armas nucleares em poder dos imperialismos deve ser fruto duma luta constante, dos povos de todo o mundo pelo fim dos blocos imperialistas e destruição dessas armas. Mas essa luta enquadra-se, forçosamente, na luta de classes, que é e continuará a ser o eixo (até se atingir a sociedade comunista) de luta contra as super-potências imperialistas, visando até a exploração das suas próprias contradições, uma das quais será o facto de que os imperialistas como burgueses não se auto-destruírem!
O Comité Central considera o imperialismo e o social-imperialismo como os inimigos, de morte dos povos de todo o Mundo. Contudo embora considerando esta situação, e sendo o social-imperialismo em sequência inimigo também do Povo Português, na situação politica actual e o imperialismo e a burguesia monopolista de Estado o principal inimigo. Este reconhecimento não pode ser mecânico e passa por uma constante análise da luta de classes e da influência das facções da burguesia na nossa Pátria, que necessariamente; desencadearão o apetite devorador das super-potências.
Há que compreender, também, as sucessivas alianças que ambas fazem para derrotar proletariado, como aconteceu em 25 de Novembro. O fim explorador e repressivo de ambas, relega muitas vezes para segundo plano, a sua rivalidade.
d) O papel do social-imperialismo, dos revisionistas e seguidores…
O Comité Central considera o revisionismo, a nível ideológico, político o social o inimigo sempre principal da classe operada e do Povo, mesmo numa fase de avanço de direita. Só os comunistas poderão dar em cada situação concreta a direcção política à classe, operária aliado à táctica e estratégia dos interesses superiores da Revolução, combatendo a cada momento o inimigo potencialmente mais perigoso.
É portanto, imperioso aos comunistas analisarem cientificamente a expressão ideológica-política-económica e social do social-imperialismo - o revisionismo. Só deste modo evitaremos cair em analises mecânicas e anti-dialécticas da tese do "Golpe de Estado" revisionista krutcheviano, negando a luta de classes que se trava dentro de todos os Partidos Comunistas entre a Revolução e a contra-revolução reflexo também da mesma luta que se, trava em qualquer sociedade, negando em suma, a analise cientifica marxista, de como o revisionismo se instala, avança e toma o poder, reproduzindo socialmente as classes que defende e economicamente as classes que vai explorar.
Na situação política actual, na era do social-imperialismo como inimigo de morte dos povos de todo o mundo, conjuntamente com o imperialismo americano, a analise marxista em relação a sua expressão ideológica - o revisionismo - não é forçosamente a mesma que os comunistas fizeram a partir da cisão da II Internacional, fundada por Lenine, em que a social-democracia revolucionária (nome que os partidos meramente reformistas, social-chauvinistas, nacionalistas, impedindo (através da revisão do marxismo) político-ideologicamente a tomada do poder Burguês pelo proletariado, defendendo a conciliação e submissão perante a burguesia. Pois hoje o revisionismo moderno não é pura ideologia reformista cujo “único fim” é evitar a Revolução (é que o revisionismo só toma o poder a partir da degenerescência e portanto por dentro do Estado Socialista), como o faz qualquer partido burguês tradicional, como afirmam os oportunistas encapotados de marxistas-leninistas. Também não é a burguesia (…) instalada no poder, onde o única contradição é o afastamento das massas dos negócios do Estado e do Partido como pregam “aos sete ventos” os trotskistas e guevaristas, que negam a existência de classes sociais antagónicas (burguesia de Estado/proletariado) e consequentemente acumulação e exploração capitalista de mais valia criada pela classe operária. Querem fazer crer que a “tal burocracia” com uma varinha mágica constrói o “socialismo” ou o mantém, isso tudo pelo simples facto de que a Estatização económica dos meios de produção está feita. E por isso tem que ser, “obrigatoriamente”, socialismo!
A transformação da Pátria do Socialismo - a União Soviética - no Império do Revisionismo, da Burguesia de Estado no poder, modificou todas as teses gastas ou não sobre o conceito social-económico e ideológico que se fazia sobre o revisionismo. Depois de um processo histórico em que a contra Revolução burguesa tomou as rédeas do Partido (bolchevique). Comunista da União Soviética, transformando política, ideológica e socialmente e passando a de instrumento revolucionário da classe operaria no instrumento reaccionário da burguesia de Estado que detém o poder económico-político do Estado; explorando a classe operária e o Povo através da acumulação da mais-valia isso mercê da existência da planificação e colectivização dos meios de produção. Há, pois, que compreender historicamente certas causas que influenciaram e provocaram até a mudança entre revisionismo reformista tradicional e o revisionismo moderno, instalado no poder na Rússia e nos países amarrados ao social-imperialismo, tais como: - a contra-Revolução trotskista interna e o cerco imperialista-capitalista (a URSS na altura era o único país socialista); o corte das massas e o Partido que provocou a burocracia instalar-se no Estado e no Partido; a ausência de vigilância revolucionaria no seu interior e consequente controlo dos quadros pelas massas; a ausência da Revolução Cultural Proletária para depurar a contra-Revolução e outros factores históricos ligados. Foram estas, entre outras causas, que provocaram a consolidarão da "burguesia no Partido e posterior tomada do Partido e do Estado Soviético por ela.(2) 
Assim se dá a troca do internacionalismo proletário (e em nome dele) pelo expansionismo, pelo imperialismo. Assim se explora, não só a classe operária soviética, mas os povos sob sua influência; assim se reprime através do KGB não só o povo soviético como se espia os movimentos dos povos que lutam pela liberdade e independência nacional.
Através do imperialismo russo e dos países a ele amarrados do Leste europeu com mesmo sistema político, o revisionismo hoje tem uma experiência de como tomou o poder, dispõe, de fracções revisionistas distribuídas pela maioria dos países do mundo. A sua base social provoca economicamente a formação acelerada ou não da embrionária burguesia de Estado, que poderá tomar o poder tanto em países socialistas ou capitalistas, através da penetração por dentro do Estado que através do golpe reaccionário, consoante as condições específicas de cada país e sua influência ideológica junto da classe operária. Portugal é um dos exemplos de como o revisionismo tentou tomar o poder através da penetração por dentro do Estado capitalista durante o V Governo de Vasco Gonçalves!
A recente Conferencia dos Partidos Revisionista em Moscovo, serviu de  exemplo de como o revisionismo espalhado por diversos países são unha com carne, com o social-imperialismo.
A existência de certas contradições secundárias no seu seio tem sido habilmente manobradas por muitos falsificadores do marxismo e seguidores da verdadeira essência revisionista. Os "cortes" entre os partidos revisionistas da Itália, França e Espanha e o partido de Brejnev (que se juntaram aos partidos, yoguslavo e romeno) deixando de ser seguidistas em relação as "ordens" e denunciando um espírito crítico mais aberto, tem sido "demonstrado" pelos oportunistas como a degeneração no reformismo burguês tradicional. Está mistificação demonstra-nos perigosamente os passos que certas vanguardas (auto-reconstitutivas por carreiristas e oportunistas, contra a ideologia proletária e a classe) dão, mostrando o seu seguidismo para com a prática reprodutora do revisionismo, ao tentarem demonstrar que o revisionismo em França, na Itália e em Espanha não pode tomar o poder, pois apenas está interessada nas reformas e evitar a Revolução!             
 O Comité Central apela para o combate politico-ideológico a estas concepções oportunistas pequeno-burguesas rotuladas de comunistas para melhor enganar a classe operaria.                               
 Compreender a expressão Ideológica do social-imperialismo - o revisionismo através da analise marxista-leninista, e armarmo-nos teoricamente para o Combater fora da organização e evitar que ele se instale nas nossas fileiras, desviando-nos dos, objectivos da Revolução e da classe operaria! Não há no entanto, vacina contra o revisionismo, a imunização faz-se através da luta de classes, no calor da luta político-ideológica, contra o carreirismo Pequeno-burguês, contra o dogmatismo, contra a conciliação de classes, contra o esquerdismo e o direitismo, pela defesa intransigente e revolucionaria dos princípios universais do marxismo-leninismo                                
 O Comité Central apela a todos os militantes que saibam assimilar a teoria revolucionária ligando-a dinamicamente a luta de classes. Para isso o CRC-ML desmascarará politicamente todos os que dizendo-se em teoria marxistas-leninistas, atacam o marxismo-leninismo e renegam-no na prática da luta de classes!
- O revisionismo avança, e instala-se no movimento operário quando os comunistas não estão lá.
e) A tomada de posse e o programa do Governo social-democrata "PS"
O regresso de Spínola, chefe dos bombistas do ELP/MDLP, e sua libertação; a libertação da maioria dos pides (apenas restam menos de uma dezena presos); é o “contraditório" desmantelamento da rede terrorista ligada ao ELP/MDLP/CDS e a sectores, do próprio poder burguês; a aprovação na Assembleia da Republica do programa "PS" pelos revisionistas, fascizantes e fascistas do PPD e do CDS; as leis reaccionárias-que o "PS" vai tentar impor aos trabalhadores;, como: diminuição das horas de trabalho e diminuição do salário, o fim dos efeitos retroactivos na contratação colectiva; a lei dos despedimentos; a tentativa de liquidar ou "controlar" o controle operário assim como as Comissões de trabalhadores; o aumento do pão; isso tudo ligado ao galopante aumento do custo de vida, à elevação cada vez maior do desemprego, das centenas de desocupações selvagens levadas a cabo pela polícia de choque que "democraticamente" ultrapassa a repressão odiosa no tempo do fascismo, a austeridade é os racionamentos, e a "roda viva" na, hierarquia militarista com expulsões, licenciamentos, prisões, redefinições e correcções no chamado, pela burguesia, Conselho da Revolução, são alguns dos "importantes" acontecimentos ligados ao projecto nacional de que tanto falou Ramalho Eanes, e que com o aval das forças  burguesas e sociais que o apoiaram e garantiram a sua vitoria, chamado governo definitivo "PS" com semanas de vida "promete" a classe operaria e ao povo a repressão, a exploração, a miséria e a fome, fruto das contradições da própria sociedade capitalista que os sociais-democratas tão raivosamente de defendem!
 Quanto ao programa do Governo "PS" nada há que o demarque dos programas e objectivos de submissão nacional às super-potências imperialistas por parte dos seis Governos provisórios divididos em termos de hegemonia pelas facções da burguesia que têm estado à frente do poder de Estado capitalista.
O Governo definitivo de Soares será um governo que tentara acima da "luta de classes" e da ”Paz Social" negociada com os revisionistas do “PCP" e seguidores, unir de mãos-dadas explorados e exploradores burguesia e proletariado, imperialismos e independência nacional. Será assim um governo utópico, e votado ao fracasso. Tentará a via social-democrata para evitar por um lado, a Revolução que acabava radicalmente com os seus privilégios exploradores e, por outro, o golpe fascista da burguesia monopolista que não lhe permitiria adiar (embora com outros métodos sofisticados) a continuação por muitos mais anos da exploração da classe operária.
O Comité Central afirma, no entanto, que tanto se aproximara da direita e da extrema-direita como do revisionismo e seguidores tentando ser o fiel da balança das contradições e assim evitar o avanço da classe operária e da sua linha política independente. Tendo como fim um governo de conciliação de classes antagónicas, visará demagogicamente unir trabalhadores e “empreendedores", sector privado e sector publico, controlar ou incentivar a recuperação capitalista da reforma agrária e outras artimanhas" por nos justificadas na alínea b), isso para demonstrar ilusoriamente o que é o socialismo democrático, (que toda a burguesia defende).
O "socialismo democrático" será a tentativa de planificação da sociedade capitalista que o regime, fascista não conseguiu, corroído por todas as suas contradições: - guerra colonial, isolamento internacional face aos países capitalistas (como o Mercado Comum), divergências com as facções liberais, união e avanço da classe operaria e do Povo contra a ditadura, etc.;
 O governo “definitivo" do "PS" surge quando as principais estruturas do aparelho, de estado estão finalmente (após o 25 de Novembro) nas mãos da burguesia que as controla; a partir do qual explorará, o desemprego criando um ministério específico (da Emigração) para exportar em nome do socialismo não de pobreza (como diz Soares) mas de riqueza (para a burguesia) carne humana - mão-de-obra barata, que irá dar excelentes lucros ao capitalismo principalmente ao ocidental, ao som da "Europa está connosco", o desemprego será assim um exército de reserva nas suas mãos, tomando-o constantemente, substituto da classe operária mais combativa que não irá no jogo da Burguesia, que assim dividida, será enquadrada na legislação que o "PS" vai impor, que permite mandar os operários para casa "quando não se portarem bem"! (…)
Para isso, juntamente com o revisionismo, "conciliando com ele, tentará unir os "sindicatos democráticos" (que controla e que estão fora da Intersindical) com os que são controlados pelos revisionistas, para que assim, possam amarrar o movimento sindical ao seu projecto político. Será o tal Governo de esquerda aritmético" que, ambos directa ou indirectamente estão interessados a curto ou a médio prazo em transforma-lo em Governo de maioria política. Outro projecto social-democrata é o controlo pelo Estado e seus órgãos das comissões de trabalhadores, de moradores, de aldeia; já que as estruturas de classe dos soldados e marinheiros estão praticamente silenciadas mercê da hierarquização reaccionária nos quartéis e a repressão, através do RDM fascista. Nesta perspectiva, o Comité Central, pensa que as eleições para as autarquias locais a realizar brevemente, poderão ser uma "ratoeira" para o terreno revolucionário da luta de classes, isto numa ante-visão do "encaixe" que as autarquias locais sofrerão com a tentativa de planificar a economia, e reforçar o Estado por parte de Soares, o que quererá dizer que as Juntas de Freguesia e as Câmaras terão que seguir o Estado capitalista, pois dependem directamente deste e não será o Estado que seguirá, as autarquias locais. É necessário, portanto, analizar cientificamente, na actual situação política, a oportunidade ou não de os comunistas entrarem ou apoiarem essas eleições, que poderá ser a continuação da descida da influencia comunista (ou mesmo da frase) junto do Povo, que além dos falsos comunistas do partido revisionista, são hoje "bombardeados" pelo eleitoralismo de muitas organizações oportunistas que se reivindicam vanguardas, cujo populismo e massismo poderá ser grave para a construção do Partido da classe operaria. Estas organizações tentam substituir a multidão sem direcção pela organização política, e o terror excitante pela disciplina proletária, para, além do bloco oportunista do PCP(R)/UDP com a sua "Frente Popular" para massas inconscientes e para todas as classes, o que influenciará a pequena e a media burguesia a Comandar ó processo na luta contra o fascismo e o imperialismo. É de salientar também o MES, o PRP e o MSU cuja indefinição política-ideológica orgânica quanto ao Marxismo-Leninismo e à luta pelo comunismo científico nos demonstram também a influência da pequena burguesia radical. (3) 
Também no ensino, a social-democracia vai “meter a colher", disso são provas os contactos com a PRÓ-UNEP e a chamada Comissão Organizativa da União Nacional dos Estudantes Portugueses, em que revisionistas e oportunistas estão empenhados na reconciliação com o Governo. Os estudantes revolucionários devem desde já estar alerta, defendendo um ensino independente da influência da burguesia, do revisionismo e do oportunismo. 
A nível de habitação já atrás, focamos as “medidas” que a burguesia vai impor para resolver os problemas dos "parasitas-senhorios" e a repressão aos moradores pobres. A saúde continua a ser um luxo para o Povo. A transformação da medicina curativa na medicina preventiva científica, só se pode operar com a Revolução, pois iria por em causa as multinacionais, principais fornecedoras dos medicamentos e suas matérias-primas, assim como a comercialização, e distribuição. O facto de Portugal ser o país da Europa ocidental com maior número de medicamentos em proporção e a existência de para cada médico haver dois delegados de propaganda medica, são significativos. A social-democracia não vai opor-se aos seus patrões imperialistas
CAMARADAS :
 Por tudo isto e pelos factos já descritos na totalidade da análise da situação política actual, o Governo social-democrata promete austeridade económica, repressão e exploração à classe operária e ao Povo. Por isso temos que o combater.
Ontem o CRC-ML combateu na, acção político ideológica e na ofensiva popular (consoante a sua capacidade) os governos anti-populares afectos ao social-imperialismo e ao revisionismo. Após o golpe reaccionário de 11 de Março conduzido por Spínola, os revisionistas, aproveitaram para reforçar as suas posições já aí significativas, apoderando-se quase da maioria do Estado capitalista, a nível político, ideológico e social, explorando alguma influência que tinha junto da hierarquia militar; economicamente opunha-se as greves rotulando-as de reaccionárias, impondo nas unidades de produção, a vigilância policial, lançando batalhas de produção e perseguindo os verdadeiros comunistas ao mesmo tempo que a frente das empresas, como gestores e administra dores nos davam já à mostra do que seria um regime que forçosamente o teríamos que rotular de social-fascista. Nesta altura o CRC-ML considerou o inimigo principal do Povo português e revisionismo e o social-imperialismo e então combatia-o dentro das suas possibilidades e dentro dos seus objectivos políticos. Objectivos esses que não podem nunca servir para que nos formemos como grupo de choque ora duma ora de outra facção da burguesia, conquanto uma suba e outra desça do "poleiro" burguês do Estado Capitalista. Esta pratica e facilmente identificável no bloco oportunista e direitista - UCRP/PCPML/MRPP - que se auto-intitulam marxistas-leninistas, mas que no fundo não passam de lacaios fiéis das duas facções rivais.
Para o CRC-ML há que dar uma alternativa política e revolucionária à classe operária e ao Povo. Para isso apontamos a linha independente da classe operaria, que não anda a reboque, seja do revisionismo, seja da burguesia actualmente no poder. Para isso apontamos a análise da situação actual que é caracterizada pela contradição proletariado/burguesia que se agudiza através do eixo da luta de classes. Para isso fizemos um mínimo de análise às classes sociais no nosso País, demonstrativo da hegemonia potencial da classe operaria, do grande peso social do campesinato e do sub-proletariado como força terciária bastante significativa. Nesta perspectiva a aliança histórica operário-camponesa é irreversível, e temos que a realizar, como é irreversível a etapa da Revolução Popular, a negação da Democracia Popular como etapa na "construção do socialismo e o papel "patriótico da burguesia nacional" (4) que no actual desenvolvimento da sociedade portuguesa tem um papel reaccionário, tanto pelo desenvolvimento das forças produtivas e do capitalismo como pela inexistência duma guerra prolongada que influenciasse historicamente a instituição duma ampla Frente Popular alargada à pequena, média e grande burguesia. Contra o inimigo comum. A burguesia nacional no nosso País é cúmplice do imperialismo e do capitalismo internacional, em consequência não a podemos ganhar para combater o imperialismo, exceptuando logicamente sectores da pequena e uma minoria da média burguesia, mais por questões concretas de opção de classe do que a consciência política (como classe) anti-imperialista.
Assim a etapa da Revolução Popular não é democrática porque não permite qualquer papel da burguesia na Ditadura Democrática como historicamente sucedeu na China, em que os camaradas chineses aplicaram o marxismo-leninismo às condições concretas do seu País. Em Portugal a Ditadura será revolucionáriamente assumida, e imposta à burguesia, pelo proletariado como classe única e hegemónica que garantirá a curta passagem do Governo Popular Revolucionário até à colectivização e socialização dos meios de produção ganhando o seu aliado natural - os camponeses - para, a Revolução e para a construção do Socialismo cientifico; Por isso não defendemos a etapa burguesa da Revolução Democrático Popular como não defendemos também a Revolução Socialista apregoado por aventureiros, trotskistas e esquerdistas.
O combate às, concepções erradas no tocante à etapa da Revolução deve ser exercido política e ideologicamente por todos os militantes e simpatizantes do CRC-ML. Nesta perspectiva destaca-se o PCP(r)/UDP com o seu, oportunismo burguês mecanicista, na mira do "Governo Anti-fascista e Patriótico", da sua Frente Popular de massas inconscientes e manobradas para objectivos e etapas de luta que não conheçam, isso através dum demagogo, e idealista prometimento (como dum rebuçado, se tratasse), do verdadeiro "25 de Abril do Povo", que é o Governo da burguesia que até dispensa o clamar pela Revolução "Democrática Popular»"
O CRC-ML que não defende nenhum Governo burguês como etapa de luta, mas sim está empenhado na defesa politica e ideológica da linha independente da classe operada e sua materialização, saberá nos diversos momentos históricos da luta de classes, dar as directivas e fornecer os objectivos de luta imediata como fez através, da candidatura popular de Otelo Saraiva de Carvalho, explicando dialécticamente e claramente (e não obscuramente como fazem os revisionistas  e oportunistas) porque o fazemos, qual os nossos objectivos, quais os meios para atingir os fins, como, alias, foi profundamente explicado na nossa nota da 2ª Reunião Plenária do Comité Central, profusamente distribuída

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