domingo, 14 de agosto de 2016

1971-08-00 - Folhetos Vermelhos Nº 02 - CMLde P

OS OPORTUNISTAS E OS MARXISTAS PERANTE O GRANDE STALINE

Edição do Comité Marxista-leninista de Portugal
Agosto - 1971

Staline, chefe incontestado mo movimento Comunista internacional durante três décadas, tem sido objecto de uma intensa e hábil campanha de calúnias por parte da revisionistas e trotsquistas a outros oportunistas, campanha que acabou por influenciar muitos camaradas levando-os a aceitar, pelo menos em grande parte, a imagem denegrida que dele fazem esses seus inimigos.
Cremos por isso que se impõe uma clara definição do ponto de vista marxista-leninista em relação aos aspectos mais controversos da figura de Staline(1)… ponto de vista que se reduz, no fundo, à tese defendida pelo Partido Comunista da China, segundo a qual Staline cometeu erros – e erros importantes – mas que, pelo conjunto da sua actividade, pelo seu todo, se pode considerar um dos grandes comunistas de todos os tempos, um comunista sinceramente devotado à causa do proletariado e da construção socialista, um comunista que só tem como parceiros MAIORES um Marx, um Lenine e um Mao Tse-Tung.

l. PORQUE É QUE OS REVISIONISTAS DESENCADEARAM A SUA OFENSIVA ANTI-STALINE?
A primeira pergunta que nos surge ao espírito quando vemos a fúria e a violência dos ataques desencadeados pelos revisionistas contra Staline é, inegavelmente, a seguinte - Porque tanto barulho? A resposta é-nos dada pelos camaradas da P.C. da China e do P.T. da Albânia - o motivo é simples: ao procederem assim os revisionistas não querem visar Staline em si, enquanto pessoa, mas a Ditadura do proletariado que ele encarnava!
Mas porque será, então, que não atacam da mesma forma Lenine que foi quem tomou possível a existência dessa Ditadura; que foi, na verdade, quem lançou as suas bases? Dar-se-á o caso de condenarem apenas a forma que ela assumiu com Staline mas de não serem contra o seu princípio? A resposta a todas estas questões parece-nos fácil!
Lenine foi um dirigente e um teórico do comunismo tão genial que, pode dizer-se, só Marx e Mao Tse-Tung ombreiam com ele. Os oportunistas sabem-no e, pelo menos em relação a Marx não o negam… E sabem mais: sabem que o prestígio é tão grande e o reconhecimento do seu valor tão incontestado que, no dia em que o atacassem, ficariam definitivamente desmascarados aos olhos do proletariado soviética e mundial. Por isso, não só não se atrevem a condená-lo formalmente como se esforçam por tentar aparentar que o defendem e seguem.
Ora, o facto é que os oportunistas e, acima de todos, os revisionistas soviéticos, se são obrigados a "engolir "um Lenine, não podem proceder da mesma forma em relação a Staline!
Staline esforçou-se por construir o socialismo) Sta­line esforçou-se por marcar uma linha de separação bem nítida com o inimigo interno e externo) Staline esforçou-se, enfim, por liquidar todas as manifestações de aburguesamento que se verificavam no seio do Partido e do Estado Soviéticos. Em contrapartida os revisionistas, os burgueses que lhe sucederam, queriam destruir as conquistas do socialismo e fazer reaparecer o capitalismo) queriam entrar na via da colaboração com o inimigo, na da luta contra os interesses revolucionários do proletariado) queriam o aburguesamento aberto e irreversível do aparelho de Estado. Por outras palavras, os revisionistas burgueses soviéticos por condição e interesses de classe tinham a premente necessidade de obrigar o país e o movimento operário internacional à viragem de 180 graus que se veio a assistir!
Mas como fazer uma tão radical mudança de rumo sem denunciar a natureza reaccionária dos seus planos e objectivos? SIM, como abandonar a estrada que Staline indicara com tanta clareza, conseguindo, simultaneamente, esconder o carácter traidor duma tal medida (evitar, assim, uma onda de protesto que os afundasse)? A verdade é que só lhes restava uma solução: - renegar Staline, mas em nome do     procurar criar a ideia de que ele não seguiu mas, antes, deturpou Lenine; simular que seria, precisamente, com o objectivo de restabelecer o leninismo que entrariam numa via de alterações profundas!
Ora, se bem o pensarem melhor agiram e o facto é que foi neste contexto, como meio de dar forca à doutrina contra-revolucionária que definiram no XXº Congresso, que surgem os ataques a Staline. Em síntese: tais ataques aparecem à luz do dia na medida em que certos interesses, certos imperativos de classe(2), colocaram a necessidade de renegar o socialismo e a via revolucionária de que Staline era o grande servidor… E no essencial, por nenhuns motivos.
Os ódios e os recalcamentos contidos pela nova clique soviética enquanto Staline viveu, poderão explicar a fúria atingida por esses ataques mas ao contrário do que mostram pensar certos camaradas, não são a sua razão de ser... Para nós, salta à vista que eles explicaram a forma que assumiu a campanha anti-estalinista mas não o seu conteúdo! E aos comunistas interessa acima de tudo o conteúdo das coisas e só depois (e secundariamente), a aparência que essas coisas tomam.
2. É ERRADA A IMAGEM DUM “STALINE-VAMPIRO” COMO O É DUM “LENINE-CORDEIRO”!
Ligada à primeira questão vem, naturalmente, uma segunda: - Haverá algum fundamento na tese de que Staline se opôs a Lenine?
No sentido de "mostrar” que sim, têm os revisionistas procurado apresentar Staline como uma espécie de vampiro sanguinário ao mesmo tempo que "alindam" a figura de Lenine, pintando-o à semelhança de Jesus Cristo. A verdade é que, ao procederem assim, os revisionistas apenas provam que não se importam de falsear, de ofender mesmo a memória de Lenine que muito ao contrário do Messias considerava (3) que os Bolchevistas e os Menchevistas representavam para o proletariado o que os Jacubinos e os Girondinos haviam representado para a burguesia em 1789: — a esquerda e a direita) a decisão e timidez; a revolução e a contra-revolução.  Reivindicando sem subterfúgios a necessidade do Terror, escrevia ele noutra ocasião (4): "Nos países que estão em vias de atravessar uma crise sem precedentes, países onde se afundam e destro em as antigas relações e se agrava a luta de classes, depois da guerra Imperialista de    14-18 - e são todos os países do Mundo - não se poderá passar sem Terror, por muito que o neguem os hipócritas e os “parlapatões”! Ou o Terror Branco, o terror burguês de tipo americano, inglês (Irlanda), italiano (os fascistas), alemão, húngaro e outros; ou o Terror Vermelho, proletário. Não há nem pode haver uma "terceira solução".
É facto que no tempo de Lenine não houve tanta repressão como no tempo de Staline. Mas os factos isolados dos condicionalismos que os cercam são como corpos sem vida. Ora esta atingiu a sua fase mais aguda na época de Staline e não na de Lenine, fenómeno que este, aliás, antevia quando escreve: “… Num país atrasado o proletariado pode começar facilmente com a Revolução porque o seu adversário está deteriorado, porque a sua burguesia está desorganizada mas para poder continuar é preciso que abra os olhos mil vezes mais, que de provas de mil vezes mais cuidado e paciência (...) A revolução num país atrasado como o nosso, que os acontecimentos, numa certa medida por causa deste mesmo atraso, colocaram, é certo que por um breve período e por razões parciais, na vanguarda dos outros países, tem ainda de atravessar os momentos mais graves e, num futuro próximo, os mais dolorosos".(5).
Assim, pois, se Staline se viu forçado a agir com uma violência desconhecida no tempo de Lenine, isso se deve fundamentalmente do facto de lhe ter cabido a ele (Staline) enfrentar esses momentos mais graves e mais dolorosos com que Lenine previra (mas que não chegou a conhecer porque entretanto morreu). Nunca ao facto dum ser "diabo" e o outro "anjo".
Enfim, comparar Lenine e Staline em função das qualidades pessoais de ambos, sem ter em conta os diferentes períodos da Revolução que enfrentaram um e outro, está bom para e visão individualista do Mundo, não para uma concepção proletária, comunista!
3. STALINE NÃO FOI UM USURPADOR: FOI SIM O COMUNISTA ESCOLHIDO PELO PARTIDO E PELO ESTADO SOVIÉTICO PARA OS CHEFIAR!
É sabido que Staline alcançou no Estado, no Partido soviéticos uma autoridade imensa; tão grande, tão todo-poderosa, que se é levado a perguntar - como a conseguiu ele?
Os sociais-democratas modernos procura fazer aceitar a ideia de que essa autoridade foi usurpada, de que ela surgiu como fruto do Acaso, independentemente da vontade do proletariado e da sua vanguarda comunista. Tal ideia só pode, porém ter eco intelectual pequeno-burguês, cheio da sua personalidade, pronto a atribuir tudo à sua vontade pessoal no marxista, não!
Com efeito, como poderia o marxista admitir que um homem que não apoiasse em nenhum grupo social, que não representasse nenhuma classe, pudesse, por simples obra do seu espírito e carácter, dominar completamente todo um Partido e todo um Estado, durante 30 anos? De modo algum! Ele sabe que as qualidades dum dirigente só o fazem impor à classe ou grupo que representa ou em que se apoia se servirem efectiva e irrefutàvelmente os interesses dessa classe ou desse grupo. À luz da teoria materialista histórica, o marxista rejeita sem hesitações a tese do "Ditador que desce de pára-quedas sobre um governo e que nele se mantém por exclusivo mérito próprio…”
De resto, basta verificar objectivamente as condições e a forma como Staline concentrou tão grandes poderes nas suas mãos, para deitar por terra a insidiosa campanha revisionista. De facto, foi "muito simplesmente” o XVº Congresso do P.C. da URSS (respondendo à fracção que nele pedia liberdade de palavra e de expressão, com o estribilho "Abaixo os opositores! Viva Staline!") que exigiu que ele se tornasse no "homem forte" da União Soviética que decidiu que ele encabeçasse com a maior firmeza a edificação socialista, a colectivização da agricultura e a industrialização do País. Quer dizer, não foi Staline que "desceu"' sobre o Partido (e o Estado por este controlado)… Foi, antes, o próprio Partido através do seu órgão máximo de poder - o Congresso - que o escolheu para Chefe) e o que é ainda mais importante: foi ele que (compreendendo as dificuldade imensas que a URSS atravessam naquele momento histórico dado e que impunham a mesma disciplina que existe na frente de batalha) lhe deu plenos poderes: foi ele que livremente considerou que a confiança em Staline se colocava em termos de confiança no comandante, por parte do Exercito Revolucionário!
Perguntar-se-á então terá Staline abusado do Poder? Terá traído essa confiança nele depositada? Não! O largo apoio que gozou em todos os momentos difíceis (e o da guerra contra a Alemanha foi, apenas, um deles…)) a veneração que vastos sectores das massas soviéticas continuaram a prestar à sua memória (6) são a prova de que Staline foi merecedor do crédito político que lhe concederam.
Recusando-se a aceitar tal mérito, certos intelectuais oportunistas-reaccionários da Rússia de hoje foram ao ponto de explicar esse apoio e essa veneração pela "natureza de escravos" do povo russo. Rebaixara desse modo, o trabalho cuja coragem e consciência colocaram, em determinada época histórica, à frente do Movimento Revolucionário Mundial, mas ao menos confessam implicitamente que era amado… E nem vêem a contradição em que incorrem quando, por outro lado, sustentam que ele não representa ninguém e era odiado por todos; quando o pintam como um usurpador Que caiu sobre o país o como o abutre cai sobre um cadáver!
4. A POLÍTICA DO “PULSO-DE-FERRO" RESULTOU DE CONDICIONALISMOS HISTÓRICOS BEM DETERMINADOS
Mao ver que Staline conduziu o país com "pulso-de-ferro" a mandato do Partido equivale, pois a não ver a realidade dos factos. Mas perguntar-se: terá o Partido agido bem ao "passar" um tal mandato? A resposta só pode ser dada analisando a situação concreta; e a verdade é que esta nos mostra, com clareza, que a menor tibieza na Direcção levaria ao esmagamento da Revolução.
Com efeito, triunfada esta havia que construir o edifício socialista, o que não era proeza fácil. Na realidade, dado o atraso em que se achava a indústria no país, sucedia que a construção desse edifício tinha que assentar quase que exclusivamente na Agricultura) e esta encontrava-se extremamente desorganizada, distribuindo os seus parcos recursos por pequenas empresas privadas. Daqui resultava, pois, que a batalha a travar na frente económica, punha como Primeira e imperiosa tarefa, e reestruturação da propriedade no campo. Por outras palavras, a situação concreta da URSS caracterizou-se, em dado momento, pela necessidade de se decidir face a seguinte alternativa - Fazer a colectivização da Agricultura e criar-se, assim, uma base económica onde apoiar o avanço para o Socialismo; ou não a fazer e capitular perante a ofensiva militar e o boicote comercial do imperialismo. Ora, o facto é que, neste caso, optar pelo Socialismo - como o fez Staline - equivaleu ao enfrentar de tenaz e pronta resistência do "espírito individualista e de propriedade" da burguesia camponesa.
Por essas alturas, também a intelectualidade pequeno-burguesa passou à ofensiva ideológica. Esmagada pela opressão da grande burguesia e do czarismo, a pequena burguesia apoiara-se, até então, na classe forte, isto é, no proletariado. Mas logo que perdeu a esperança numa "Revolução Mundial" e viu o país a braços com o "cerco imperialista", caiu no capitulacionismo, começou o propagar a necessidade de se fazerem sistemáticas concepções ao inimigo; contribuindo assim, activamente, para o semear da confusão, para o enfraquecimento da unidade e da firmeza internas.
Por outro lado acontece que o país, ainda por causa do seu atraso, se achava absolutamente falho de quadros técnicos, impondo-se por esse motivo "segurar" os poucos que existiam, apesar de se tratarem na sua quase totalidade de defensores da ordem burguesa} e isso só foi possível dando-lhes uma posição financeira elevada. Como dizem Lenine, "temos de pagar o preço da nossa ignorância sob as mais diversas formas", justificando assim a afirmação de que havia que tratar o especialista competente, mesmo não-comunista "como a menina dos nossos olhos". Ora, se uma tal medida implicou a sobrevivência duma clique privilegiada - o que já era mau - o pior é que permitia a existência de serventuário dos interesses da burguesia no seio do próprio aparelho de poder económico e, mesmo político, revolucionários que, naturalmente se voltavam, a cada momento, contra este aparelho, procurando mina-lo, enfraquecê-lo, sabota-lo.
Finalmente, deu-se a circunstância de a inexperiência quanto aos perigos daí resultantes, ter levado a constituir uma máquina de Estado assente numa burocracia afastada da produção, proporcionando-se assim a constituição duma camada populacional de "colarinhos brancos", com interesses de classe opostos aos dos produtores, e que, por isso, reagir cada passo contra a Ditadura do Proletariado. Por outras palavras, deu-se a circunstância de, por falta duma prática anterior, se ter erguido um aparelho ao servido da "nova sociedade" que fabricava elementos que engrossavam as hostes dos membros da "velha sociedade" que houve que tolerar!
Em síntese, e análise da realidade soviética diz-nos que o proletariado, poucos anos depois de conquistar o poder político, se viu a braços com quatro tipos de forças contra-revolucionárias que se opunham e opuserem à marcha do país para o socialismo: a resistência camponesa à colectivização da Agricultura, a ofensiva da pequena burguesia intelectual que se caracterizou pelo esforço desenvolvido no sentido de transformar a democracia do Partido num baluarte das suas próprias actividades oportunistas; a sabotagem por parte dos técnicos burgueses que o proletariado precisou de manter ao seu serviço: e as manifestações paralisantes da burguesia.
Perante forças tão poderosas, uma alternativa se punha: vencer ou ser vencido! O Partido optou pela vitoria, e para tanto considerou que só havia uma forma de proceder -    apoiar o poder operário o do Partido na Ditadura do exército e do Estado Proletário. Terá errado em pensar assim? A verdade é que o próprio Lenine, respondendo aos que se insurgiam contra este tipo de política de "pulso de ferro", escreveu: "Quando os menchevistas vociferam contra o “bonapartisação" dos bolchevistas (que se apoiam no Exército e no Estado, segundo eles a despeito da vontade da "democracia") traduzem assim, da melhor maneira, a táctica burguesa (...)” que "com o slogan "mais confiança na força da classe operária" em vez de no Exercito trabalham "presentemente, no sentido de reforçar as tendências menchevistas e anarquistas".
Mas não teria havido forca de evitar a violência, de agir com mais maleabilidade? Certos camaradas que se obstinam eu não "aceitar" Staline, apontam por exemplo, o que se passou na China no capítulo da colectivização da agricultura (onde o Partido agiu com firmeza mas "suavemente") para mostrarem que Staline poderia ter seguido uma política mais hábil, mais paciente, pois que com uma tal política teria avançado na mesma para o Socialismo e até com maior solidez, se bem que mais lentamente. A verdade é que os camaradas que argumentam desta forma manifestam apenas incapacidade para analise marxista que exige (repita-se) a ligação dos factos às condições em que eles se deram... E assim "esquecem": — por um lado, que os camaradas chineses se puderam apoiar na experiência soviética para, em função dos seus erros, agir melhor (ao contrário do que aconteceu com Staline que, como se disse já, não dispôs duma prática histórica anterior que o ajudasse); por outro ledo, - e principalmente - que a China, embora cercada pelo imperialismo, pôde contar com uma solidariedade material do campo socialista, solidariedade que lhe permitiu não necessitar tão imperiosamente de organizar sem percas de tempo o sector da produção agrícola, como o necessitou a URSS (que no terreno da construção económica se viu obrigada, durante mais de vinte anos, a contar em exclusivo com as suas próprias forças).
5. A REPRESSÃO LEVADA A CABO POR STALINE TERÁ SIDO POR VEZES EXCESSIVA MAS EM TODAS AS CIRCUNSTANCIAS DESTINOU-SE À DEFESA DO ESTADO OPERÁRIO E NUNCA DE INTERESSES PESSOAIS
Os oportunistas defendem a tese de que Staline liquidava os mais capazes, isto é, os que lhe faziam sombra, os que se apresentavam como seus "rivais" mais perigosos. Como é que explicam então a punição de militantes de que nunca se ouvira falar? De nenhum modo! A verdade é que Staline terá, em certos casos, procedido com demasiada violência ter-se-á enganado por vezes ou ido mais longe do que seria preciso; terá visto "inimigos" onde estavam apenas "amigos" a reeducar; mas o certo é que em todas as circunstâncias agiu em defesa do que considerava ser os interesses do proletariado, e não por motivações pessoais. Ninhem desconhece, por exemplo, que ele mandou fuzilar o Chefe da Polícia quando descobriu que forjara provas que haviam levado à execução de um inocente. De resto basta analizar circunstanciadamente as duas vagas de Terror Vermelho (e que são as mais "discutidas”) para se ver com clareza o carácter de classe que a elas presidiu.
A primeira grande vaga de repressão verificou-se quando da colectivização da Agricultura! Porquê e como se processou ela? Como se disse já, a imperiosa necessidade (para o futuro da URSS) duma rápida estruturação da propriedade no campo, chocou com o egoísmo e o espírito de propriedade dos detentores da terra. De todos? Não: fundamentalmente dos "kulaks" (isto é, da burguesia do campo). É facto que mercê de certos erros cometidos, habilmente aproveitados pelos socialistas-revolucionários (contra a orientação do Partido andou-se, em certos sítios, depressa demais, queimando-se etapas) se verificaram também revoltas de camponeses pobres (que assim se colocaram mo lado dos seus opressores - os "kulaks"), mas a verdade é que não foi esta a atitude da maioria esmagadora deles... Três revoluções haviam-nos ensinado a confiar nos Bolchevistas. Só, pois, quem não queira ver é que não reconhece que esta onda de Terror se dirigiu contra a burguesia do campo (os kulaks) e seus ideólogos, os socialistas-revolucionários, com vistas à realização dom objectivo económico vital para a construção do socialismo e portanto para o proletariado. Quer dizer, o Terror foi desencadeado para benefício dos interesses do proletariado também, da grande percentagem de camponeses que aderiu com entusiasmo aos Kolkhoses (cooperativas). Será, por conseguinte, possível que haja quem, de boa fé, regue o carácter abertamente de classe, da repressão que Staline desencadeou?
O mesmo se tem de dizer em relação às grandes depurações de 1937, com a diferença de que, nesse caso, a violência revolucionária se dirigiu contra os intelectuais e o aparelho burocrático. Os oportunistas afinam que não, afirmam que elas atingiram todos indistintamente. A verdade é que a falsidade desta tese começa por ressaltar do facto de serem em regra os burocratas e intelectuais - e não os operários - que se insurgem contra elas) se todos possuíssem razão de queixa, todos protestariam; se sé o fazem os burocratas e intelectuais é porque sé eles foram os lesados. De resto basta uma análise fria dos ccondicionalismos que determinaram a voga repressiva de 37 para se compreender que ela teve por objectivo reforçar o aparelho operário, preparando-o assim para as batalhas que se avizinharam.
Com efeito, o fascismo, resposta das burguesias ao poder soviético, implantava-se em todo o mundo e o imperial ia mo maquinava a sua última tentativa desesperada para destruir o primeiro Estado proletário. Staline compreendeu-o e, em consequência, compreendeu também que: 1 - ou se enveredava decididamente pela industrialização ou o país uma vez atacado seria derrotado; 2 - ou dispunha dum aparelho de Estado e dum Partido disciplinado e centralizado ou a URSS não estaria em condições de preparar a defensiva e, muito menos, a contra-ofensiva; em suma, que havia mais uma vez que escolher, sem demora, entre o triunfo e o esmagamento do Socialismo. Ora, a opção "vitória” passava pelo combate aos mencheviques que proclamavam que a industrialização seria a ruína da agricultura e, “portanto", do País assim como pela "limpeza" geral dos aparelhos de Estado e do Partido, dos burocratas e intelectuais irresolutos e vacilantes. Não hesitou; e tanto a vitória, difícil mas total, sobre a Alemanha Nazi como o alargamento do Campo Socialista, bastam para mostrar a razão de ser da sua decisão. Foi aliás porque seria forçada a reconhecer este facto que a clique que se assenhoreou do Poder na URSS se atreveu, em dada altura, a negar que Staline haja sido o grande obreiro da vitória militar soviética.
Nestas repressões cometeram-se erros, excedeu-se a violência necessária e suficiente; e os comunistas não devem hesitar em reconhecê-lo e em criticar Staline por isso. Mas têm de o fazer com objectividade, apoiando-as nas suas grandes linhas e não rejeitando-as em bloco, como sucede com os tíbios e impressionáveis pequeno-burgueses… Os oprimidos da Rússia viveram 40 séculos de opressão e repressão) pela primeira vez que pegam em armas para construírem a sua sociedade o que é que se quer? Que actuem com luvas de seda? sem falhas?
6.  STALINE É RESPONSÁVEL PELO “CULTO DA PERSONALIDADE”: MAS É-O FUNDAMENTALMENTE NA MEDIDA EM QUE É RESPONSÁVEL PELA FORMAÇÃO DA BUROCRACIA PARASITÁRIA
Os oportunistas acusam Staline de ser vaidoso e afirmam que ele instituiu o culto da sua personalidade. Cremos que há muito a dizer sobre o assunto.
Lenine definiu com clareza o problema das relações Classe-Partido-Chefe e não teve duvidas eu frisar a necessidade que há de o Chefe gozar de forte autoridade e prestígio no Partido, na Classe e nas largas massas, Staline compreendeu-o também e, naturalmente, NÃO SE OPÔS às manifestações de respeito e afeição que lhe dispensavam: ou marxistas não procedem doutra forma porque não se guiam pelo subjectivismo mas em função das necessidade e das realidades objectivas.
Mas prestigio, respeito ou afeição nada têm a ver com “Culto da personalidade”, afirmar-se-á; e o facto é que esse culto se introduziu na vida política Soviética. Mas se não hesitamos em afirmar que isso constituiu um grande erro que implicou as mais graves consequências; se não hesitamos também em reconhecer a boa quota-parte que cabo a Staline por não se haver apercebido que estava perante sintomas dum perigoso desvio, e agido em conformidade, com a firmeza e decisão que lhe era característica; não hesitamos do mesmo modo em rejeitar a tese de que foi ele o principal responsável! Staline poderá NÃO TER COMBATIDO o culto da personalidade e isso representou uma falha nua de grande gravidade) mas a verdade é que não foi ele que o introduziu e alimentou!
Com efeito, quem o estabeleceu foram os burocratas foram eles que tudo fizeram para tomar mecânica a estima que o povo sentia por Staline, pois isso lhes permitia exigir para si mesmos a adopção duma atitude semelhante. O "culto da personalidade", nos moldes em que se desenvolveu na URSS não constituiu mais, aliás, do que a transferência para o terreno da política do "Culto da Burocracia” em que cada representante era uma "Personalidade" no seu escritório. Quer dizer: os oportunistas dizem que esse "culto" foi a causa do burocratismo quando na verdade não passou duma sua consequência!... Por outras palavras, são os burocratas (e não Staline) os directos responsáveis pela implantação do "Culto da Personalidade") Staline é-o mas indirectamente, em especial na medida em que possibilitou a formação da praga burocrática.
Mas se foi esta a grande animadora do Culto, porque é que o condenam hoje? A explicação já foi dada mais atrás: o ataque ao Culto da Personalidade de Staline não é mais do que uma cortina de fumo erguida para esconder as suas manobras tendentes à degeneração da sociedade socialista na URSS; o que a burguesia burocrática, que se instalou no Poder; ataca não é o Culto da Personalidade, mas o Culto da Ditadura do Proletária do que se dirigia contra ela própria. Na verdade, a irritação de que os oportunistas soviéticos e outros têm dado mostras, face às manifestações a favor duma democratização nas relações entre os indivíduos e os Estados, e da limitação do seu poder sobre os indivíduos e os Estados, não são mais do que a prova de que continuam a exigir o Culto... mas para si! A política do Culto da Personalidade não lhes desagrada) o que os enerva é que o objecto do culto seja um servidor infatigável do Proletariado.
7.  O PRIMEIRO ERRO BÁSICO DE STALINE: - A BUROCRACIA!
Poderá dizer-se que defendem a tese de que Staline foi um comunista sem falhas? Parece-nos bem que basta o que escrevemos até aqui para se ter de chegar a outra conclusão. Afirmamos que ele cometeu erros e erros tanto mais graves quanto é certo que constituem, numa larga escala, a causa da actual degeneração soviética. Em particular um é bastante discutido: o da forma como constituiu o aparelho burocrático. Mas analisemo-lo em profundidade e não pela rama e tendenciosamente como o fazem todos os oportunistas (10).
Staline viu com perspicácia a forma de organizar um aparelho estatal e político capas de prover às necessidades de edificação) económica e de armamento militar da URSS, prova-o a vitória sobre o Nazismo prova-o o enorme arsenal nuclear de que dispõe presentemente; prova-o o lugar de relevo que hoje ocupa, no Mundo a indústria soviética; provam-no os sucessos que o país obteve na conquista do Cosmos! Infelizmente não conseguiu ver a outra face da questão, isto é, que o aparelho que estruturou, proporcionava, ao mesmo tempo, a formação duma camada intermediária entre o núcleo central de revolucionários e o povo, que poderia vir (como veio) a isolar um do outro: camada intermediária afastada da produção, susceptível de se deixar penetrar pela ideologia pequeno-burguesa e, no entanto, manejando perigosamente as alavancas do Estado.
Inflexível perante os desvios oportunistas, Staline não permitiu em vida que essa camada saísse fora dos carris, mas não se apercebeu do perigo estratégico que representava uma vez que à frente do Poder deixasse de estar um homem com a sua craveira, um homem capaz de a manter no "colete de forças não se apercebeu que esta camada constituía como que um Hidra, a que não bastava cortar a cabeça cada vez que crescesse, sendo, pelo contrário, preciso torna-la definitivamente impotente! E o resultado está à vista! Morto Staline, essa camada pode apoderar-se com relativa facilidade dos Aparelhos do Estado e do Partido... O burocrata estava colocado entre o "martelo e a bigorna" (a Direcção e o Povo)} faltou o "martelo” e ele apoderou-se da "bigorna".
Staline foi, pois, nesta medida o acusador involuntário do triunfo do revisionismo moderno mas nem por isso os comunistas se dessolidarizam dele, mesmo "apesar" deste seu erro. E não o fazem porque o materialismo dialéctico lhes ensina que a teoria está intimamente associada à Prática e que esta não se desenvolve separada da experiência… Falho de experiências anteriores e similares que possam servir de terreno de comparação ou de fonte de ensinamentos, todo o erro tem perfeita justificação e o que o comete não deixa por isso de ser marxista. Robespierre e Saint-Juat fizeram erros que proporcionaram o advento da Contra-revolução mas nem por isso deixaram de ser grandes chefes e impulsionadores do movimento e do ascenso histórico da burguesia... A triste experiência soviética é que permitiu (em grande parte) a Mao Tse-Tung encontra uma solução para as contradições que surgem entre a burocracia e a ideologia socialista foi essa experiência que colocou a necessidade de se proceder a reduções sistemáticas do contingente burocrático, à despromoção de funcionários, à diminuição acelerada dos seus proventos de forma a fazer equivaler o seu nível de vida ao dos operários e, fundamentalmente a sua integração na produção, obrigando-os ao trabalho manual) foi essa experiência que fez ressaltar a imperiosa necessidade de ligar directamente os dirigentes às massas levando-as a viver com elas “como peixe dentro de água", a sentir os seus anseios e preocupações, a identificar-se com os seus problemas foi, enfim e acima de tudo essa experiência que alertou a vigilância revolucionária dos camaradas chineses para o facto de, apesar de todos os cuidados, terem deixado que se formasse um influente grupo burguês (o de Liu Chao-Shi) no seio do Partido e do Estado e, em consequência, para a necessidade imperiosa de desencadearem a Grande Revolução Cultural Proletária. Mao se houvesse dado a experiência soviética e podemos nós garantir que se tivesse chegado a verificar esta Revolução em vida de Mao? Não o cremos e a verdade é que nesse caso se tomaria altamente improvável que Lin Piao o conseguisse depois. Mao teria assim, involuntariamente, permitido o triunfo de Liu-chaoshismo. E nesse caso: já não teria sido o comunista genial que mostrou ser?
De qualquer modo foi neste capítulo que Staline cometeu um dos seus maiores erros políticos. Mas no reconhece-lo, não podemos deixar de frisar, por muito que se indignem os trotsquistas e oportunistas em geral, que o cometeu por partilhar do ponto de vista de Lenine que afirmava em 1921 que os "bons burocratas serão indispensáveis durante longos anos"(ll) que o cometeu pela razão de peso que é a inexperiência...
8. O SEGUNDO ERRO BÁSICO DE STALINE: A NÃO APLICAÇÃO DO PRINCIPIO QUE MAO TORNOU CONHECIDO COMO O PRINCIPIO DAS “CEM FLORES”
Com a importância e as consequências do anterior, um segundo erro há a apontar a Staline - a forma como conduziu a frente ideológica.
As tendências erradas no Partido, enquanto não se transformam em correntes, enquanto não se identificam com o inimigo, devem ser tratadas como contradições no seio do Povo isto é, através do centralismo democrático e não da ditadura. Por outras palavras na determinação da "verdade" e do "erro" deve-se dar oportunidade à luta de ideias, deve-se mesmo, inte
nsificá-la, embora reservando para o Partido o papel dirigente e mediador. Porque só a luta permite impor a verdade ao erro, até na luta se impede que elas subsistem na cabeça das pessoas, prontas a manifestar-se na primeira oportunidade.
Infelizmente, não foi esta a percepção que Staline teve do problema. Pelo contrário, adoptou, sem ver o perigo que dai resultariam, uma atitude de grande intolerância.
Ideologicamente bem armado e sempre vigilante, Staline apercebia-se com perspicácia a agudeza do carácter burguês, anti-proletário de grande número de posições assumidas ou concepções manifestadas e demasiado prontamente as reprimia. Foi-se deste modo cimentando a tendência para se silenciaram as opiniões pessoais, para só se "emitirem" os pontos de vistas "oficiais" e as consequências foram duas da maior gravidade.
- por um lado, na arte de dissimular ninguém leva a palma aos oportunistas de direita de modo (que muitos conseguiram -calando as suas verdadeiras convicções que sabiam contra-revolucionárias - enganar Staline e passar por comunistas poderiam, assim, infiltrar-se nos Aparelhos de Estado e do Partido e chegar, mesmo, a lugares responsáveis, aguardando a as oportunidade para se assenhorearem do Poder e levarem o País para o caminho da degeneração (tal como veio, aliás, a aconteceu, após a sua morte).
-   por outro lado, as largas massas e a maioria dos militantes ("emperradas" pela ausência de mobilização para a luta ideológica) foram-se habituando às ideias feitas, vindas de "cima", de modo que tenderam a abandonar uma posição crítica e vigilante (o Partido vigiava por elas...); e daqui resultou que bom número de pessoas tardou (por falta de reparação) a perceber que o governo passara das mãos do proletariado para as da burguesia (até porque esta não apareceu a renegar ferozmente o marxismo-leninismo mas, pelo contrário, a afirmar segui-lo e a usar a sua terminologia). Em síntese, verificou-se o que Mao receia quando escreve: "planta de estufa não pode ser robusta" (12).
Em conclusão: Mao ensinamos que é fundamental que o Partido se desenvolva segundo o princípio “Unidade-LUTA-Unidade"... Staline não chegou a este princípio mas ao de Unidade-UNIDADE-unidade”, e como vimos tal foi funesto para o povo russo (assim como o foi - já o dissemos - a orientação que deu à construção dos Aparelhos de Estado a de Partido). Ora este é que já constitui um erro que a inexperiência não pode explicar pois a verdade é que foi com uma prática muito inferior, ainda em vida de Staline que Mao, numa evidente referência à posição do Chefe da Internacional e da URSS, não só criticou o sectarismo, o conceito estereotipado de Partido de "certos camaradas", como desenvolveu criadoramente o problema da contradição entre centralismo e democracia no Partido.
De qualquer forma - insiste-se - Stalin foi um grande comunista. Em sua vida a URSS seguia o caminho socialista, era inflexível com o oportunismo (até se viu que "demais"...) apoiava a Revolução dos povos oprimidos no Mundo, mantinha em respeito o imperialismo, auxiliava fraternal c desinteressada, mente a edificação do Socialismo noutros países... Os erros que cometeu são, na sua quase totalidade, perfeitamente explicáveis à luz do materialismo histórico e para os marxistas-leninistas-maoistas não há outra luz que os alumie!
Marx e a sua análise científica do capitalismo não eram possíveis uns séculos atrás porque então não existia capitalismo - da mesma forma que não pôde avançar ideias sobre o imperialismo (coube isso a Lenine) porque este se não definira ainda no seu tempo como uma realidade. Staline pode resolver dezenas de contradições levantadas pela construção socialista e não Marx nem Lenine pela simples razão de que essas contradições não se punham nem podiam por no tempo de Marx e de Lenine) se não se apercebeu da forma incorrecta como tratou algumas delas foi porque os seus efeitos, na maioria dos casos, só vieram a fazer-se sentir após a sua morte; Mao Tse-Tung é que já pôde aprofundar as causas e introduzir as necessárias correcções...

NOTAS:
(1)  - Para o que, dizemo-lo, nos foi de extrema utilidade a análise que o Partido Comunista (bolchevique) da URSS faz sobre o assunto, num Manifesto que lançou quando da sua fundação.
(2)  - Os interesses da burguesia burocrática que se instalou na União Soviética e noutros países socialistas ou os da aristocracia operária e pequena burguesia que se assenhoreou da direcção do Partido de vários países não-socialistas.
(3)  - Lenine, in "Duas Tácticas da Social-Democracia Russa na Revolução Democrática".
(4)  - Lenine, in "Do Imposto da Natureza".
(5)  - Lenine, in "As Tarefas Imediatas do Poder Soviético"
(6)  - Na verdade, não há muito aconteceu que quase todos os espectadores dum cinema, em Moscovo, se erguessem ao aparecer na tela a figura de Staline e o ovacionassem prolongadamente (para grande consternação e ira de chefes revisionistas que se achavam presentes)… É também sabido que quando os revisionistas soviéticos começaram a atacar Staline, várias organizações de base do Partido reagiram, exigindo que cessasse o combate à personalidade de Staline e se fizesse uma análise verdadeiramente marxista da sua actividade... Não se ignora, da mesma forma, que por vezes se ouvem murmúrios, do tipo "estás a fazer falta!", da parte de transeuntes que passam junto da estátua de Staline... etc.
(7)  - Lenine, in "Do Imposto da Natureza".
(d) - Lenine, in "As funções e tarefas dos Sindicatos nas condições da Nova Política Económica".
(9)  - Os que assim falam e foram companheiros de Staline - e há um bom número deles - só mostram que é tal a sua cegueira em denegri-lo que nem vêem que então implicitamente a passar a si próprios um atestado de imbecilidade mental. Com efeito não equivale esta tese à afirmação de que, por exemplo, um Podgorny ou um Krustchev puderam escapar ilesos ao “cutelo” de Staline por serem uns “atrasadinhos” que pela sua incapacidade eram encarados por ele como verdadeiros "pobres-diabos”?.
(10) A propósito é curiosos notar a fúria com que os trotsquistas atacam o burocratismo stalinista; conhecerão eles a grande luta que Lenine, Zinoviev, Tomaki e Staline travaram contra Trotsky em 1920-21 precisamente porque ele queria burocratizar os sindicatos? Os mesmos trotsquistas acusam Staline de ter favorecido a formação duma camada burguesa; perceberão eles o que significa o facto de Trotsky se ter batido (também em 1920-21 e contra Lenine, Zigoviev, etc.) pela substituição da direcção dos operários-políticos por administradores-competentes?
(11) - Lenine, “A Questão dos Sindicatos"*
(12) - Mao Tse-Tung, in “Sobre a Justa Solução das Contradições no Seio do Povo".

FOLHETOS VERMELHOS:
1 - UM GRANEI CENTENARIO! (A Comuna de Paris)
2 - OS OPORTUNISTAS E OS MARXISTAS PERANTE O GRANDE STALINE
3 - RELATÓRIO DO SECRETARIADO DA DIRECÇÃO DO C.M.L. DE P. SOBRE O MOUVEMENT DE JUVENTUDE COMUNISTA
4 - UM PERÍODO NA HISTORIA DO MOVIMENTO OPERÁRIO PORTUGUÊS

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