quarta-feira, 27 de julho de 2016

1976-07-00 - RELATÓRIO JUNHO/76 CÉLULA DO MRPP NAS OGMA - MRPP

RELATÓRIO JUNHO/76
CÉLULA DO MRPP NAS OGMA

INTRODUÇÃO
A apresentação deste relatório verifica-se num momento particularmente importante na vida da nossa Célula e a sua discussão deve constituir um passo em frente na reorganização que ela atravessa, contribuindo para demarcar claramente o preto do branco e permitir uma consolidação efectiva das vitórias alcançadas, colocando os nossos quadros em condições de marcharem resolutamente no cumprimento das tarefas que nos são exigidas pelo Povo e pela Revolução.
No espaço de tempo transcorrido da reunião que aprovou o plano “de reorganização” da Célula, até agora, o facto de maior realce, e que vai exigir que a nossa Célula tome uma posição acerca da sua resolução, reporta-se à demissão apresentada ao Secretariado da nossa Célula, pelo seu secretário — o camarada Rafael, na reunião realizada em 15JUL76 e no decorrer da discussão política aí travada.
Este é na realidade um problema de certa gravidade para o nosso Partido, e mais especificamente para a nossa Célula, que exige que todos nós sobre ela nos debrucemos profundamente, como única forma de o compreendermos em todo o seu âmbito e sobre ele tomarmos a posição mais justa.
O facto de este relatório, referente ao mês de Junho, só agora ser apresentado impõe que este assunto seja referido nesta introdução, embora a sua resolução mereça um ponto específico, que não propriamente o deste relatório, que tem objectivamente por missão fazer um consciencioso balanço do trabalho desenvolvido pela nossa Célula nas OGMA, no mês de Junho, e tirar daí as conclusões mais justas face à situação existente neste momento, única garantia de que o trabalho avançará resolutamente e que grandes vitórias serão alcançadas.

I - AS ELEIÇÕES PARA A PRESIDÊNCIA DA REPUBLICA
1. A justa decisão do Comité Central do nosso Partido de apoiar a Candidatura Democrática e Patriótica do General Ramalho Eanes, levantou nas fileiras do Partido e inerentemente no seio da nossa célula uma acesa luta ideológica
2. A compreensão de que tal posição, na actual situação e nomeadamente nas condições políticas criadas após o 25 de Novembro, permitiria dividir o inimigo, ligarmo-nos intimamente ao povo e dirigir as suas lutas e reforçar a nossa organização, assimilou-a a maioria dos camaradas da célula no decurso da intensa luta entre as duas linhas travada acerca desta tão fundamental questão.
Apenas um pequeno número de elementos, não compreendendo que a fase da Revolução é Democrática e Popular, que para ela avançar é fundamental o desenvolvimento da justa política da Frente Única Democrática e Popular, não compreendendo ainda que nesta base, são eventuais aliados do proletariado, para além do campesinato, a pequena burguesia e também a burguesia Nacional (da que e programa típico o apresentado pelo General Ramalho Eanes), se insurge contra a táctica definida pelo nosso Partido, levantando toda a sorte de problemas ao desenvolvimento das tarefas de apoio a tal Candidatura. De referir que todos os elementos da nossa célula que se levantaram contra esta justa decisão, fizeram-no não nas reuniões para que foram convocados, e em que o assunto foi discutido, mas fora delas, tomando a posição errada de discutir nos corredores, o que serve não como reforço da unidade, mas como fomento de cisão.
3. No respeitante a esta matéria foram dados passos, em frente e conseguidas algumas vitórias, também na nossa fábrica, onde a aplicação e o desenvolvimento da justa táctica do nosso Partido ditou uma pesada derrota nos social-fascistas e na sua "maioria silenciosa" e o consequente reforço na Frente Única, à qual abriu o terreno para todo o trabalho a desenvolver.
4. Em apoio à Candidatura Democrática o Patriótica do General Ramalho Eanes decidiu a reunião plenária de Célula realizado em 9JUN76 editar um auto-colante, que se pode considerar pela sua difusão e pelo apoio que as massas lhe manifestaram, como uma positiva medida tomada pela nossa célula, e incerta na vitória mais geral que se conseguiu com a aplicação da justa política do nosso Partido, na nossa fábrica.
É assim que a Comissão de apoio à Candidatura Democrática e Patriótica do General Ramalho Eanes, cuja constituição foi decidida na já citada reunião salda-se por uma vitória. O balanço do seu trabalho, embora com alguns erros cometidos e que se devem fundamentalmente a três razões;
a) Uma certa incompreensão e um relativo adormecimento da parte dos sectores da nossa organização na fábrica, de que resultou o adiamento da formação da Comissão.
b) A política da "maioria de esquerda" defendida pela direcção do na fábrica que todos os entraves colocou à organização da Comissão.
c) A fase de reorganização na célula com as consequentes insuficiências ainda naturais ao desenvolvimento do trabalho.
5. Num breve balanço deste trabalho há a destacar que:
a) Atitudes de boicote verificar-se ao longo de todo o trabalho da Comissão havendo a realçar o facto do camarada Bento encarregado de, sob a direcção do camarada Henriques, estabelecer contactos com os socialistas, aquando da formação da Comissão, se ter ausentado da fábrica nos dois dias imediatos, não cumprindo esse trabalho, e a falta de firmeza e o liberalismo mostrado por este ultimo na mobilização dos elementos que se deslocaram organizadamente ao Comício da Alameda, o que motivou que a faixa da Comissão de Apoio apenas parte do tempo estivesse aberta, em virtude dos elementos se acharem desencontrados.
b) Quanto ao essencial o trabalho desenvolvido foi positivo constituindo em certa medida uma vitória importante, não tanto de amplas massas que se lhe conseguiu dar, mas por ter permitido dar uma forte machadada na “Santíssima Aliança” que constituía e constitui um perigo para o movimento de massas, também na nossa fábrica.
c) O facto de total confiança depositada pelos elementos do P”S" organizados na Comissão de Apoio nos nossos camaradas, aceitando-lhes a sua justa direcção.
d) Este trabalho constituiu um passo importante em frente na justa política da Frente Única Democrática e Popular na nossa fábrica, trabalho este que urge consolidar e prosseguir afim de se materializar a Aliança Democrática e Patriótica, anti-fascista e anti-social-fascista agora iniciada organizadamente, conduzindo a vitória agora alcançada com a nossa Comissão de Apoio a novas e maiores vitórias.

II - A LUTA IDEOLÓGICA NA CÉLULA (SOBRE O CAPITULACIONISMO E LIQUIDACIONISMO)
1. Afim de se poder analisar a fundo, o que foi ao longo do mês de Junho, a luta ideológica travada na nossa célula, É necessário atermo-nos às características da actual situação no seio do nosso Partido, e também ao específico da situação que a nosso célula atravessa neste momento.
2. Ela está ligada à crise interna que o nosso Partido atravessa e também à fase de reorganização que a nossa Célula atravessa.
3. Sendo que a luta ideológica tem sido travada na nossa célula, verifica-se no entanto que nem sempre a sua condução foi a mais correcta o que por vezes originou que, não contribuindo para o reforço da organização do Parti­do antes pelo contrário servia para lançar uma certa confusão no trabalho, baralhando o espírito dos quadros e desmobilizando-os das tarefas.
Tendo isto acontecido nalgumas ocasiões, não foi no entanto este o balanço de todo o trabalho neste campo, já que, e principalmente após a aplicação na prática do plano de organização da célula, os bons resultados começaram a fazer-se notar o que permitiu em balanço, demarcar em certa medida o preto do branco, e, abalizarmo-nos neste momento à afirmar que apenas uma minoria dos quadros se recusa a cumprir as tarefas, sendo que a maioria destes avança no seu trabalho reforçando a unidade nas nossas fileiras e criando as condições para arrasar por completo, uma certa situação de pântano que ainda existindo, levou já algumas fortes machadadas, na nossa célula.
4. Assim como para a Revolução Portuguesa o perigo principal é o social-fascismo, o capitulacionismo e o liquidacionismo são no seio do nosso Partido, como destacamento de vanguarda do proletariado revolucionário, o perigo principal, neste momento.
5. Na nossa célula a experiência nesta matéria é já grande no que respeita ao lado mau do problema, sendo que foi frequente numa fase não muito distante viver-se tuna situação de perfeito pântano.
Esta situação não é a actual, em virtude de algumas vitórias alcançadas neste campo e nomeadamente das últimas medidas tomadas no respeitante a organização e ainda do positivo balanço da luta travada em torno das duas questões centrais, em que ela se situou no mês de Junho, a Candidatura Democrática e Patriótica do General Ramalho Eanes e do aumento dos jornais recebidos na fábrica.
6. Existindo ainda um certo capitulacionismo e liquidacionismo na nossa célula, estão no entanto criadas as condições para que os dois campos se possam claramente demarcar com o consequente reforço e unidade da esquerda.
Algumas vitórias foram já alcançadas, sendo o balanço positivo também neste campo.
Igualmente aqui é necessário consolidar os passos dados, como forma de garantir a segurança dos que se impõem sejam dados.

III - O ESTADO DE ORGANIZAÇÃO DA CÉLULA
O plano de organização, defenido para a nossa Célula é o que se segue:
NOTA: Este plano foi já alterado no mês de Julho nomeadamente no que se refere à distribuição das secções pelos sectores na direcção destes e ainda na direcção da Célula.
2. Dos objectivos definidos na organização da nossa célula constata-se que o trabalho pouco evoluiu durante o mês de Junho, havendo a destacar como exemplo negativos:
a) Não formação durante o mês de Junho da célula do Par tido na Comissão de Trabalhadores.
b) Não formação de Comités intermédios dos sectores nºs 1 e 3
c) A situação de pântano vivida no sector 3, onde, o camarada António é em certa medida o principal responsável pela situação, devido a alguns erros de direcção em que por vezes incorre, e devido às sucessivas faltas às reuniões e ao cumprimento das tarefas de alguns camaradas, as quais vieram a ser alvo de análise do Comité Directivo da fábrica e sobre elas vão ser tomadas medidas.
d) Não formação no mês de Junho do Comité do "Luta Popular".
Sendo o atrás citado alguns erros importantes cometidos no mês de Junho no que respeita à organização, constatou-se no entanto que o espírito da maioria dos quadros é bom, havendo ainda uma certa vacilação face às dificuldades e ao acumular das tarefas, mas as perspectivas abertas, são boas, pelo que se cré o próximo mês de Julho verá certamente cumprir as tarefas atrás citadas, e o trabalho desenvolver-se no sentido de consolidarmos e alargarmos a organização do Partido na nossa fábrica.

IV – A SITUAÇÃO DO TRABALHO NA COMISSÃO DE TRABALHADORES
Tendo como objectivo central neste momento, o escorraçamento dos social-fascistas acolitados no órgão de vontade Popular da nossa fábrica, foram traçados aos nossos camaradas que igualmente o compõem em minoria, dois objectivos imediatos, como forma de se preparar o acima exposto:
1. Formar a célula do Partido na Comissão de Trabalhadores.
2. Desenvolver a justa política da Frente Única, unindo a nós os elementos socialistas que dela fazem parte.
O mês de Junho apenas viu trabalho neste segundo aspecto, trabalho esse bastante positivo e que urge consolidar materializando em organização o desenvolvimento dessa política, já que quanto ao primeiro, as dificuldades surgidas não foram resolvidas com o espírito mais adequado pelo camarada responsável por esta tarefa - camarada Almeida, no que respeita particularmente ao facto do camarada Pedro resistir em certa medida ao recrutamento, por não compreender ainda, na altura o significado e a importância do alargamento das fileiras do destacamento de vanguarda do Proletariado.
Alguns erros de pactuação foram cometidos pelos nossos quadros, face a os social-fascistas da C.T., nomeadamente antes da formação da célula, o que só aconteceu nos primeiros dias de Julho.
Apos algum tempo de vida da Comissão de Trabalhadores, nas condições já referidas, algumas vitórias foram já alcançadas pelo nosso Partido.
A luta ai travada actualmente ê de vida ou de morte.
Os social-fascistas não têm o terreno seguro e têm consciência disso, pelo que tentam em desespero a aliança e a conciliação, procurando mostrar às massas a inexistência de antagonismo no seio da Comissão de Trabalhador.
Esta situação sendo relativamente perigosa foi já detectada e sobre ela se tomaram já algumas medidas.
Algumas insuficiências existem ainda neste trabalho, sendo urgente neste campo, traçar um consciente e minucioso plano de actuação que permita preparar todas as forças, e o terreno sem falhas nem erros para a concretização do objectivo central - o escorraçamento dos social-fascistas da Comissão de Trabalhadores.
Quanto ao trabalho desenvolvido pelos sectores em que se subdivide a nossa organização na fábrica, ele tem sido deficiente, no que toca à agitação e propaganda e á mobilização das massas para este trabalho.
As insuficiências aí são ainda grandes e resultam fundamentalmente da incompreensão ainda manifestada por certos camaradas de que são as secções da fábrica e particularmente as operárias, aquelas que têm a mais activa palavra a dizer em relação ao trabalho da Comissão de Trabalhadores. Uma certa falta de informação e de vigilância e um relativo adormecimento tem sido característico nos vários sectores, havendo a realçar como positivos exemplos as moções de repudio por determinadas posições tomadas pelos social-fascistas (em nome da maioria da Comissão de Trabalhadores), aprovadas por proposta dos nossos quadros na secção da AC do sector 1 e na secção da ET do sector (3), camaradas esses que já compreenderam que o escorraçamento dos social-fascistas da Comissão de Trabalhadores, não poderá apenas ser obra dos camaradas lá existente mas fundamentalmente das massas dos operários e trabalhadores das O.G.M.A.
Num breve balanço, o trabalho desenvolvido, embora com todos os erros já citados pode considerar-se positivo, exigindo esta questão uma discussão profunda por toda a célula, uma compreensão efectiva de todos os quadros de quais os nossos objectivos neste campo e das tarefas a cumprir para os alcançar, como única forma de nos armarmos no campo político e organizativo, traçando por sector, secção a secção planos específicos de actuação que formarão no seu conjunto o plano segundo o qual firmes e determinantes passos serão e o objectivo central alcançado.

V - O "LUTA POPULAR" DIÁRIO
1. Afim de se poder fazer uma correcta análise e um consciencioso balanço do trabalho desenvolvido pela nossa célula, no mês de Junho, no respeitante a tão fundamental questão como seja o "LUTA POPULAR" DIÁRIO é necessário antes de tudo percebermos claramente o que se entende por um jornal Marxista-Leninista Diário em Portugal e qual a correcta interpretação do "LUTA POPULAR" como um Educador, um Propagandista e Agitador e ainda como um organizador colectivo.
2. Quanto à primeira questão ela prende-se ao facto de saber se a classe operária deve ou não ter um jornal diário que seja o seu farol, que seja o guia das lutas que diariamente trava, o seu órgão ideológico que lhe faça avançar a consciência política de classe e que retracte nas suas páginas e no dia a dia não só a verdade da miserável situação em que vive o nosso Povo como ainda a política e a táctica segundo a qual é possível libertar-se da fome, da miséria e do desemprego a que está sujeito.
Estas são as tarefas do órgão Central do nosso Partido, jornal que urge consolidar como um jornal Marxista-Leninista Diário das massas trabalhadoras.
A não ser assim, não tendo o seu jornal diariamente a classe operária vê-se entregue às ideologias destiladas em toda a sorte de pasquins que inundam a nossa praça, que diariamente exalam essa peçonha revisionista e todos os pontos de vista neo-revisionistas, trotskistas e anarco-bombistas, estranhos portanto aos altos ideais da classe operária.
A questão está em saber também aqui, se se quer abandonar a classe operária à sua sorte, ou se nos queremos colocar à sua cabeça, como sua vanguarda.
3. Para cumprir este papel o "LUTA POPULAR” precisa ainda de ser compreendido como um Educador, um propagandista e um organizador que é a segunda questão colocada no início.
Estudá-lo profundamente, critica-lo sempre que necessário e enviar-lhe sugestões, noticias e reportagens é entendê-lo como um Educador, fazer com que ele melhore o seu trabalho neste campo, educarmo-nos, e assim prepararmo-nos para melhor cumprir as nossas tarefas face ao povo e à Revolução.
Difundi-lo por toda a parte entre os operários e as massas, levá-lo aos quatro cantos da fábrica, fazer agitação e propaganda com as noticias que lá são difundidas e entendê-lo como um agitador e um propagandista, desenvolvendo nesta base a fusão do Partido com as massas.
Organizar minuciosa e conscientemente a rede do jornal, fazê-lo chegar a todas as secções, organizar a sua contabilidade e os seus fundos, e organizar as massas em torno da sua aquisição, da sua leitura, e estudo, e interpreta-lo como vim organizador, é contribuir para o seu reforço e consolidação.
4. Na nossa fábrica, o mês de Junho viu o nº de jornais recebidos ser aumentado de 75 para 100 jornais diariamente.
Pesando embora as dificuldades que isso acarretaria e as insuficiências ainda existentes na organização da nossa célula, o Directivo da Célula discutindo profundamente esta decisão do organismo sempre manifestou a sua concordância afirmando ir desenvolver todos os esforços no sentido de resolver todos os problemas que se colocavam e cumprir em toda a sua extensão essa tarefa.
5. Sendo que a luta ideológica travada logo aquando desta justa decisão assumiu formas intensas, ela no entanto não terminou aí, já que se prolongou a todos os sectores de fábrica, e até à presente data, havendo a registar que também aqui a maioria da célula compreende a situação e de imediato meteu ombros à tarefa e apenas uma minoria fez ouvidos de mercador aos apelos do nosso órgão Central.
6. A situação que se vive no respeitante a esta matéria não é uma situação fácil é uma situação que exige medidas firmes que tendo sido já anteriormente apontada como sendo:
a) Alargamento da rede do jornal
b) Pagamento integral
c) Pagamento até às 12 H de todas as 3a feira ao responsável do "LUTA POPULAR"
d) Formação de um Comité responsável pelo "LUTA PO­PULAR”;
não foram no entanto levadas â prática durante o mês de Junho, apesar dos esforços feitos pelos camaradas responsáveis pelo jornal nos sectores de organi­zação de fábrica excepto o facto do sector 4 ter pago integralmente o jornal.
As causas fundamentais do não cumprimento constata-se serem:
a) uma deficiente direcção deste trabalho exercido pelo camarada António
b) um certo abandono do "LUTA POPULAR”, como tarefa também sua, por parte dos secretários dos sectores
c) e em certa medida uma relativa incompreensão ain­da do quanto é fundamental um jornal Marxista-Leninista diário para a Revolução e para o povo Português, e o que lhe está directamente ligado, a falta de estudo.
7. Como notas positivas há a registar para além do esforço desenvolvido pela maioria dos camaradas, o facto de se ter dado já alguns passos no que respeita ao horário do pagamento.
Também no respeitante à contabilidade, se verificam resultados positivos, principalmente com o método de organização da contabilidade sector a sector.
8. Quanto ao pagamento do jornal registou-se ao longo do mês de Junho, uma certa quebra, verificando-se já uma dívida relativamente grande, que vem do facto de não se ter efectuado o pagamento integral no total das semanas de Junho.
9. Embora as dificuldades existam, e sejam grandes, embora as insuficiência as organizativas sejam um facto, esta tarefa fundamental, deve ser agarrada com ambas as mãos por todos os camaradas.
As medidas tomadas são justas. Urge aplicá-las, removendo os obstáculos, fazendo com que no mês de Julho se dêem passos firmes e determinantes, no sentido de fazer do "LUTA POPULAR" o jornal Marxista-Leninista Diário das massas trabalhadoras também na nossa fábrica.

VI - O ESTUDO E A PREPARAÇÃO DOS QUADROS
1. O estudo da Teoria, a educação dos quadros e o reforço do espírito militante são questões vitais para o nosso Partido.
2. Os quadros do nosso Partido também na nossa fábrica têm um nível ideológico baixo, pelo que é absolutamente necessário incentivá-los ao estudo, preparando planos de estudo e dirigindo esse trabalho.
3. Os quadros, são na sua maioria jovens, e pouco experientes e ainda por vezes portadores de um certo número de vícios, próprios e produto da sociedade em que vivemos e em especial da ideologia revisionista destilada que urge sejam banidos, não por formas terroristas, mas por um persistente trabalho de educação comunista e de preparação doe quadros.
4. Sendo esta questão duma importância vital, é também pois, urgente que a tomemos em mãos como tarefa a cumprir conscienciosamente, e já que o trabalho neste campo desenvolvido durante o mês de Junho é quase inexistente é imperioso que em futuro próximo ele se desenvolva.
5. O Comité Directivo da Célula do MRPP nas OGMA, irá analizar profundamente o assunto e estabelecerá os planos adequados que em breve serão postos à consideração de toda a célula no sentido de que na nossa célula se forme um bom lote de quadros operários educados e formados nas altas virtudes do Povo e da sua ideologia o Marxismo-Leninismo.

VII O TRABALHO DE PROPAGANDA
1. O departamento de Propaganda da nossa célula debate-se com um certo número de problemas que é importante que todos os camaradas os analisem, como forma de poderem compreender a importância de tal trabalho, e achar no seu decurso as formas de os resolver.
2.   A propaganda e sempre o espelho do Partido neste ou naquele local. Ela deve ter uma linha mestra, transparecendo a política do nosso Partido nos seus vários aspectos, e sendo fundamental na sua elaboração, dedicar um especial cuidado de atenção não só ao conteúdo mas também à forma, pois dela depende em certa medida a ligação da nossa política às massas.
3. Na nossa Célula e face ao número, reduzido de camaradas que a compõem o Departamento de Propaganda tem funcionado exclusivamente com a camarada por ele responsável.
4. O seu funcionamento tem sido positivo, embora com algumas deficiências, devido fundamentalmente não só ao atrás citado, como ainda a uma certa falta de orientação de direcção no trabalho.
5. Havendo ainda a registar o esforço desenvolvido pela camarada José, res­ponsável pelo Departamento, no sentido de superar as dificuldades.
6. Em termos de medidas a tomar torna-se imperioso alargar o Departamento, e ainda, cuidar da propaganda em termos de a ligar à vida e às lutas dos operários e demais trabalhadores da fábrica, fazer dela uma propaganda actuante que nos ligue às massas, fazê-la em cima dos acontecimentos e desde o mais pequeno ao maior.
Toda a célula deve ter isto presente, compreendendo-lhe o significado, sendo que essa é a única forma de se conseguirem vitórias neste campo.
VIVA A LINHA REVOLUCIONÁRIA PROLETÁRIA DO NOSSO PARTIDO!
VIVA A CLASSE OPERÁRIA!
MORTE AOS RENEGADOS! MORTE AOS TRAIDORES!
FOGO SOBRE O CAPITULACIONISMO E O LIQUIDACIONISMO!
VIVA A UNIDADE DE AÇO NAS NOSSAS FILEIRAS!
VIVA O COMITÉ CENTRAL!
VIVA O PARTIDO!

JULHO/76
O SECRETÁRIO

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