sábado, 23 de julho de 2016

1976-07-00 - ALERTA TRABALHADORES! LUTEMOS CONTRA AS ULTIMAS MEDIDAS ANTI-POPULARES DO GOVERNO! - MES

ALERTA TRABALHADORES!
LUTEMOS CONTRA AS ULTIMAS MEDIDAS ANTI-POPULARES DO GOVERNO!

O VI Governo antes de ser substituído pelo seu continuador. O Governo de Mário Soares, tomou mais um conjunto de medidas que tem a intenção de fazer pagar aos trabalhadores a crise provocada pelos capitalistas e pelo seu odioso sistema de exploração.
Assim temos:
1º Os cortes de energia que têm prejudicado gravemente a produção e a vida dos trabalhadores, da maneira como foram feitos tem a intenção de amedrontar e de criar um clima de pânico para que futuras medidas anti-populares possam ser aceites.
Nos perguntamos: porque foram tomadas medidas tão graves sem ter havido antes uma consulta e um esclarecimento público? Não haverá outras soluções? Porque não se cortaram primeiro os consumos de luxo? A crise de energia e um facto, mas dela não se podem servir os capitalistas para explorarem ainda mais, por isso o MES aponta como objectivos de luta:
EXIJAMOS O PAGAMENTO DAS HORAS PERDIDAS PELOS CORTES
NÃO FAZER MAIS HORAS DO QUE AS FIXADAS NOS CONTRATOS!
NÃO TRABALHAR MAIS TEMPO SEGUIDO DO QUE O PERMITIDO PELA LEI!
AUSTERIDADE PARA OS CAPITALISTAS SIM!
MAIOR EXPLORAÇÃO PARA OS TRABALHADORES NÃO!
2º O decreto de controle de gestão e um decreto repressivo porque tenta impor regras anti-operárias, para a organização das Comissões de Trabalhadores, dizendo por exemplo que as Comissões de Trabalhadores não podem ter mais de 9 elementos e tem que ser eleitas por voto secreto.
Este decreto vai contra o controle operário da produção, porque tenta impedir aos trabalhadores, a informação sobre a vida das empresas e porque reconhece aos trabalhadores o direito de controlar somente alguns aspectos, mas de maneira a nunca pôr em causa os planos do Governo e os lucros do patrão.
Este decreto e por isso uma armadilha que tenta comprometer os trabalhadores com as decisões do patronato e com o plano de salvação do capital, para assim lhes tirar força a os dividir.
Na luta contra este decreto o MES aponta como objectivos:
A LUTA CONTRA A INGERÊNCIA DO GOVERNO NA ORGANIZAÇÃO DOS TRABALHADORES!
A DEFESA DO CONTROLE OPERÁRIO E A DEFESA DA INDEPENDÊNCIA DO MOVIMENTO OPERÁRIO E SINDICAL NA LUTA CONTRA A EXPLORAÇÃO CAPITALISTA!
3º O decreto 530 que permite ao patronato fixar semanas de 3 dias de trabalho e baixar os salários é uma lei de apoio descarado ã recuperação do poder do capital e ao projecto de fazer pagar a crise aos trabalhadores.
Devemos dar combate desde já a esta monstruosa lei anti-operária:
LUTEMOS PELO DIREITO AO TRABALHO E AO SALÁRIO!
LUTEMOS PELA REVOGAÇÃO IMEDIATA DO DECRETO 530/76!
Este conjunto de medidas vão no seguimento de todas as outras tomadas pelo Governo depois do golpe reaccionário de 25 de Novembro. Foi o congelamento da Contratação colectiva; foi o decreto-lei que facilita os despedimentos; foi a nova legislação sobre contratação que ajuda o boicote do patronato Is negociações dos Contratos; foi a legislação que tenta limitar o alcance das nacionalizações; foi o decreto 471 que declara ilegais e pretende anular todos os saneamentos ocorridos depois do 25 de Abril e é o aumento constante e diário do custo de vida, contra o qual é preciso lutar exigindo o imediato aumento do salário mínimo.
CONTRA O PLANO DO CAPITAL REFORCEMOS A UNIDADE OPERÁRIA E POPULAR
Contra esta política que tenta submeter os trabalhadores a uma nova ordem opressora e terrorista e que tenta submeter o nosso país aos patrões do capitalismo mundial, todos os trabalhadores, todas as organizações operárias devem encontrar a unidade e um programa de luta.
TRABALHADORES!
Cerremos fileiras em torno das nossas Comissões de Trabalhadores e Sindicatos
Lutemos para fazer do próximo Congresso dos Sindicatos um Congresso de unidade e luta, derrotando as posições que defendem o pluralismo e que querem atrelar o Movimento Sindical ao plano burguês do Governo.
TRABALHADORES!
Reforcemos a Unidade Popular em torno aos GDUP’s. Os GDUP's nasceram para apoiar Otelo e para unir o Povo, mas hoje os GDUP’s são a base de um poderoso movimento de unidade que temos que fortalecer e alargar. Lutemos para fazer do Congresso dos GDUP’s, um Congresso que sirva para unir e dar um programa de luta aos milhares de homens e mulheres que de Norte a Sul estão dispostos a dar combate à reacção capitalista.
LUTEMOS PELA UNIDADE!
LUTEMOS PELA ORGANIZAÇÃO!
LUTEMOS SEM TRÉGUAS
CONTRA OS EXPLORADORES!

MOVIMENTO DE ESQUERDA SOCIALISTA
Direcção da Organização Regional de Lisboa
Julho 76

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