terça-feira, 20 de junho de 2017

1977-06-20 - NÃO AO PACTO SOCIAL! OS RICOS QUE PAGUEM A CRISE! - UDP/PCR(R)

NÃO AO PACTO SOCIAL!          
OS RICOS QUE PAGUEM A CRISE!

Operários!
Trabalhadores do Porto!

TODOS A RUA NO DIA 22!

A política do Dr. Soares de encher a barriga aos parasitas e condenar à miséria quem trabalha, tem trazido para a rua milhares de operários e trabalhadores. É uma justa resposta a quem defende os ricaços e quer encanar os pobres, à qual a UDP e o PCP(R) dão todo o seu apoio.
O Dr. Soares diz que é preciso trabalhar mais, mas lança no desemprego forçado milhares de trabalhadores de empresas abandonadas, por patrões sabotadores - na Schimming, na Antar, na Fertex - as operárias não recebem há meses e querem trabalhar.

O Dr. Soares diz que é preciso produzir mais, mas manda a GNR tirar pela força a terra trabalhada pelas mãos calosas dos valentes proletários agrícolas do Alentejo para as entregar aos latifundiários que sempre viveram como fidalgos.
O Dr. Soares diz que não há dinheiro, que os trabalhadores têm que apertar o cinto, mas para indemnizações aos grandes monopolistas e latifundiários há milhares de contos.
Com esta política de dar enormes regalias aos patrões parasitas e deixar aos trabalhadores a "liberdade" de continuarem a viver como dantes, o Governo soarista tem levado à prática não todas mas grande parte das reivindicações, do CDS e PPD - mais repressão sobre os trabalhadores e mais garantias aos capitalistas. A sua "convergência" fascista mostra mais claramente que a alternativa de que o PPD e o CDS falam não é nova - reinou quarenta e oito anos em Portugal à custa de crimes miseráveis, e intensa exploração do suor alheio é tem um nome: fascismo.

Operários!
Trabalhadores do Porto!
Muitos sinceros antifascistas ainda iludidos pelo partido revisionista, de Cunhal tem ainda hesitações e desconfiança dos revolucionários da UDP e dos comunistas do PCP(R). Com esses camaradas, irmãos na luta diária contra o fascismo e a exploração insistimos para que comparem as posições e a prática política dos militantes da UDP e do PCP(R).
Sobre o Governo da cúpula direitista do PS os falsos comunistas de Punhal com a chantagem de que este Governo não pode cair "porque vem outro pior" querem amarrar de pés e mãos a classe operária e o povo pobre, querem desacreditar o movimento operário e popular da sua, própria força, querem fazer com que a classe operária e o povo pobre aceitem sem grande resistência, às medidas anti-operárias dum Governo vendido ao imperialismo americano e alemão ocidental.
Com tal política, os revisionistas criam condições para que os fascistas ganhando tempo, aumentem a sua organização. Com tal política os falsos comunistas de Cunhal fomentam a hesitação, a apatia e o desânimo nas forças populares. Sobre a grave crise que o capitalismo atravessa, os revisionistas de Cunhal querem provar o que não conseguem: que não é preciso fazer a revolução que há uma saída para o socialismo sem atacar de frente o grande capital e o imperialismo. Espalham ilusões traiçoeiras sobre o caminho que a classe operária e o povo pobre têm que seguir.
Sobre o "Pacto Social", dizendo embora que não o assinam, dirigentes corrompidos pelo revisionismo não mobilizam a classe para a luta pelos CCT'S, pelas suas conquistas e direitos. Propõem antes paralisações simbólicas, moções e abaixo-assinados, levam os metalúrgicos a ir para uma portaria feita pelo Ministério do Trabalho que defende, como é claro, os interesses do grande patronato. Arrastam a luta dos têxteis, contra a vontade da classe de passar a formas de acção mais combativas.
Querem que as concentrações não se transformem em manifestações, querem impor palavras de ordem recuadas, conciliadoras com o capital e o Governo que o serve.

Operários!
Trabalhadores do Porto!
No próximo dia 22 na Praça Humberto Delgado vai efectuar-se uma grande concentração, seguida de manifestação, dos trabalhadores do Porto.
A UDP e o PCP(R) estão certos de que a combativa classe operária do Porto, os metalúrgicos, têxteis, e os electricistas em particular vão opor-se às intenções conciliadoras e reformistas dos chefetes revisionistas e fazer, neste dia uma vigorosa afirmação da sua força e da sua vontade. Força e vontade que já começaram a mostrar no 1º de Maio e nas combativas manifestações, contra as portarias, pelos CCT'S, contra o Gonelha e a sua política ao serviço do grande capital e do imperialismo.

A COMISSÃO DISTRITAL DO PORTO DA UNIÃO DEMOCRÁTICA POPULAR
O COMITÉ REGIONAL "ESTRELA VERMELHA" DO PCP(R)
Apelam à participação maciça dos operários das intervencionadas, dos metalúrgicos, têxteis, electricistas, de todos os trabalhadores em luta pelos, CCT'S, de todos os que vivem só do seu trabalho, de todos os que querem levar à prática o 25 de Abril que o povo desejava, para que a manifestação do dia 22 seja uma grande vitória da classe operária e dos trabalhadores que faça recuar o Governo e o patronato a quem serve.

- CONTRA A VIDA CARA, OS RICOS QUE PAGUEM A CRISE!
- CONTRATOS COLECTIVOS CÁ PARA FORA, NÃO ÀS PORTARIAS!
- CONTRA O PACTO SOCIAL, OS RICOS QUE PAGUEM A CRISE!
- VIVA A REFORMA AGRÁRIA, O BARRETO PARA A RUA!
- LIBERTAÇÃO IMEDIATA DE RUI GOMES!

Porto, 20 de Junho de 1977
A Comissão Distrital do Porto da UDP

O Comité Regional "Estrela Vermelha" do PCP(R)

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