sexta-feira, 16 de junho de 2017

1977-06-16 - CONTRA A VIDA CARA! - UCRP(ml)

UNIÃO COMUNISTA PARA A RECONSTITUIÇÃO DO PARTIDO (MARXISTA-LENINISTA)

(DECLARAÇÃO SOBRE A SITUAÇÃO POLITICA)

CONTRA A VIDA CARA!

- À Classe Operaria!
- Aos Camponeses!
- Ao Povo Trabalhador!

A situação no nosso país agrava-se de dia para dia, explorando as já difíceis condições de vida dos trabalhadores. Subiu o pão, a carne, as massas, o peixe, as hortaliças, os medicamentos, os transportes, as rendas, etc. enquanto os salários continuam baixos, do qual resulta um número, cada vez maior de pessoas na miséria. Ainda aqui vamos e já se ouve falar noutros aumentos, pois os capitalistas estão dispostos a resolverem a crise de que são os únicos culpados à custa de quem trabalha.

Isto mostra a incapacidade dos governos da burguesia para resolverem a crise a favor dos trabalhadores. A UCRP(ml) aponta aos explorados e oprimidos o caminho da luta de classes como a única via de se poder viver melhor. A luta contra os capitalistas, os fascistas e social-fascistas, contra todos aqueles que de uma forma ou outra são contra as liberdades democráticas e o bem estar social.
Pelo mundo fora, a luta dos povos oprimidos contra a burguesia, o imperialismo, o hegemonismo das duas superpotências, o racismo e o sionismo, acende-se com mais força, infligindo vigorosas golpes aos exploradores e opressores".
As duas superpotências - Russos e Americanos -, apesar de falarem de “paz e desanuviamento", cada vez mais se armam com vista a uma nova guerra mundial, cujo centro de disputa é a Europa, ingerindo nos assuntos internos a cada país, ou fomentando focos de violência reaccionária: Zaire, Angola, etc.. Todavia, por mais que façam, os exploradores e saqueadores do mundo estão condenados à derrota. Os factores da revolução caminham a par e passo com os factores da guerra e, apesar das manobras e intrigas que os reaccionários fomentam encabeçados pelas duas superpotências, o futura pertence aos povos que instaurarão uma nova ordem económica e política mundial.
No nosso país a disputa pelo poder político entre as facções da burguesia tem arrastando o povo para um confronto aberto mais cedo ou mais tarde, apesar das promessas de estabilidade e tranquilidade que os governos apregoam, que permite ao partido fascista de Cunhal manipular largas massas de trabalhadores, revoltados com a actual situação, como o fez com a Jornada de 22 de Junho em Lisboa e outros pontos do país, excepto no Funchal, onde os revolucionários se pronunciaram claramente contra o pacto social-fascista e a jornada reaccionária. Cunhal, tem por objectivo obrigar o governo de cedências e compromissos de Mário Soares a satisfazer as exigências do social-imperialismo e prepara-se como o tem feito de outras vezes, para trair os trabalhadores, abandonando as reivindicações destes. O alvo neste momento de Cunhal é a lei Barreto a que chamam de Reforma Agrária, zona onde o social-fascismo manda à vontade, impondo a sua ditadura.
Expressamos o nosso regozijo com o estabelecimento de relações entre Portugal e a Albânia Socialista, país de Ditadura do Proletariado e farol do Socialismo na Europa.
Na ilha, a recente realização do MadeirEM 77, revelou o fracasso das pretensões do separatismo - foi usado pelo governo PPD para seu proveito, no qual investiu 2.500 contos - e da incapacidade deste para resolver os problemas locais.
O MadeirEM 77 não passou de uma medida fracassada destinada a canalizar o dinheiro dos emigrantes para os projectos financeiros e económicos da burguesia, a fim de se safar da crise.
O povo trabalhador votou um desprezo enorme ao MadeirEM 77. Os emigrantes ignoram-no. O MadeirEM 77 teve o lugar que merecem as iniciativas reaccionárias ou fascistas.
Nos últimos tempos, fruto da política aventureira dos P"C”P(r)/U”DP," temos assistido à passagem gradual e lenta dos postos que estes batedores detinham para as mãos dos social-fascistas. Exemplos: direcção da Construção civil, zonas de colónia, aliança tripartida de "maioria de esquerda" na hotelaria, fracasso e adiamento da manifestação, deserção e ida para o partido de Cunhal, entregando os trabalhadores às garras do social-fascismo. Isto comprova que o inimigo mais perigoso também na região da Madeira é o social-fascismo ao serviço do social-imperialismo.
As recentes lutas dos trabalhadores vêm demonstrando que só com uma direcção perto da classe e possível alcançar a vitória na conquista das reivindicações económicas e políticas. É essa direcção que a UCRP(ml) tem vindo a divulgar junto das classes trabalhadoras.
Só de posse dessa linha, é possível lutar contra a repressão nos locais de trabalho e mobilizando os trabalhadores contra a legislação anti-operária e pela saída dos Contratos Colectivos de Trabalho.
No movimento cooperativo, a situação apresenta-se após um período de confusão excelente. O fracasso da aventura dos P"C"P(r)/U"DP", nas cooperativas, que arrastou algumas para a falência, mostra como esse grupo não se preocupa com os interesses do povo, mas apenas em servirem o capital burocrático de que Cunhal e o chefe de fila. O grupo de cooperativas que cindiu com eles encontra-se com boas perspectivas.
A Assembleia Regional está discutindo a "extinção" do humilhante contrato de colónia. Mais uma vez os camponeses serão enganados pela demagogia dos partidos da burguesia que busca o apoio dos caseiros para a sua política de manutenção do sistema capitalista, eles que há muito esperam que a terra e a água lhes sejam entregues após vidas inteiras de trabalhos esforçados.
A UCRP(ml) aponta aos caseiros que e na luta contra a burguesia que vencerão as suas reivindicações, pois nenhum dos partidos dos capitalistas, nem o governo estão interessados em resolvê-la a seu favor.
O recente Congresso regional do PPD revelou os objectivos da burguesia local: fundamentalmente a "autonomia", servindo-se do separatismo como argumento na pressão sobre o governo de Mário Soares de forma a levá-lo a ceder às exigências da "convergência democrática", ou seja do capital privado.
Quanto às aspirações dos trabalhadores: explorá-lo e oprimi-lo ainda mais, de forma a que os capitalistas se refaçam da crise.
A UCRP(ml) aponta hoje mais do que nunca a luta de classes contra a burguesia como a única saída para a crise e por melhores condições de vida. É através dela que aniquilaremos o social-fascismo e o fascismo, o separatismo e o terrorismo. Isto alcança-se com a unidade das forças revolucionárias e democráticas numa única frente de luta.
A UCRP(ml) afirma que só um verdadeiro partido revolucionário, um par tido de vanguarda que saiba integrar a verdade universal do marxismo-leninismo com a prática concreta  da revolução no nosso país, poderá conduzir as massas exploradas na via da Revolução Socialista Proletária, derrubando pela força a burguesia do poder e instaurando a Ditadura do Proletariado única forma consequente de construção do socialismo. Só um partido que mobilize activamente as massas exploradas e que não traia as lutas estará à altura de merecer a sua confiança. Esse partido não é o falsamente intitulado de PCP de Cunhal que se tornou fascista, nem o P”C”P(r)/UDP que lhes faz o jogo, nem MRPP/PCTP que em última análise serve o Cunhal, devido à sua prática anti-partido e anti-comunista. Esse partido é aquele que a UCRP(ml) se propõe reconstituir em breve, erguendo de novo da lama a bandeira que Militão Ribeiro, Bento Gonçalves, José Gregório e Alex, souberam manter bem alta.

- CONTRA A VIDA CARA, POR MELHORES CONDIÇÕES DE VIDA!
- MORTE AO SOCIAL-FASCISMO, AO FASCISMO, AO SEPARATISMO E AO TERRORISMO!
- VIVA O PARTIDO!

Funchal, 16 de Junho de 1977

O Secretariado do Comité Sub-Regional da Madeira da U.C.R.P. (m-l)

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