domingo, 28 de maio de 2017

1977-05-28 - AS TAREFAS ENTRE OS SOLDADOS E MARINHEIROS - PCTP/MRPP

I CONFERÊNCIA DA ORGANIZACAO REGIONAL DE LISBOA
LISBOA 28/29 MAIO

AS TAREFAS ENTRE OS SOLDADOS E MARINHEIROS

É NO DISTRITO DE LISBOA, QUE A BURGUESIA CONCENTRA O GROSSO DAS SUAS TROPAS
A Região Militar de Lisboa é fornada pelos Distritos de Lisboa, Setúbal, Santarém e ainda parte do Distrito de Leiria.
Estes 3 Distritos e ainda a parte do outro que fazem parte da Região Militar, são importantes Distritos, onde se concentra a parte mais avançada do Proletariado, com ricas tradições de luta como é o Proletariado da Cintura Industrial de Lisboa.
Também nestes Distritos e principalmente nos do Norte se concentra um grande número de camponeses.
Devido à sua importância, a burguesia concentra no Distrito de Lisboa o grosso das suas tropas. Para podermos fazer uma ideia mais precisa, poderemos ver que das 40 unidades principais que fazem par te desta Região Militar, 29 encontram-se no Distrito de Lisboa, sendo 22 dessas unidades do Exercito, 5 da Força Aérea e 2 da Marinha.
Estão também aqui no Distrito de Lisboa as Direcções das principais Armas - o Quartel General da Região e ainda as diversas repartições e serviços burocráticos pertencentes à maquina opressora que são as Forças Armadas da Burguesia.
As principais Armas que estão no Distrito de Lisboa são as de Cavalaria, Artilharia, Infantaria e ainda Transmissões e Engenharia.
Também no Distrito de Lisboa estão aproximadamente aquartelados cerca de 20.000 homens nos Três Ramos das Forças Armadas, podendo este número aumentar com a entrada de novos recrutas.
De salientar que pela importância que a burguesia lhe dá e também pelo papel que têm vindo a desempenhar, é no Regimento de Comandos que os militaristas centram as suas atenções.
Este Regimento, composto por cerca de 1000 homens, formam um corpo operacional de elite, que têm desempenhado um importante papel para a burguesia na repressão sobre o Povo e a classe operária e em particular sobre os comunistas.
Foi no dia 28 de Maio de 1975, que os Comandos, comandados pelo fascista Jaime Neves, na altura "democrata" - assim lhe chamavam os social-fascistas, que comandou todas as operações que visavam aniquilar o MRPP, invadindo e prendendo cerca de 500 camaradas nas nossas Sedes. De salientar ainda que o cérebro desta operação foi o social-fascista Varela Gomes, que num dos tão falados plenários de Tancos propôs a dissolução do MRPP.

NA LUTA CONTRA A GUERRA COLONIAL-IMPERIALISTA, A RPAC DESEMPENHOU UM PAPEL DE VANGUARDA E ENTERROU O COLONIALISMO PORTUGUÊS
Foi sob as justas palavras de ordem de "Façamos Guerra nos Quartéis à Guerra Colonial Imperialista", "Desertemos em Massa e com Armas" e "Nem mais um Embarque! Regresso dos Soldados", que os filhos do Povo na tropa e com os comunistas à cabeça, travaram uma heróica luta conjuntamente com os Povos ir mãos das Colónias e a classe operária e o Povo Português contra a guerra, o colonialismo e o neo-colonialismo.
"Em resultado das Resoluções, das directivas e doutras decisões aí aprovadas, o Movimento dos Soldados e Marinheiros deu um grande salto em frente e todo esse labor político da I Conferência culminou não apenas numa recusa colectiva - mas como uma recusa nacional aos embarques para as colónias.
A RPAC enterrou o Colonialismo Português, ainda que existam alguns restos em Timor."
(palavras do camarada Arnaldo Matos na sessão de encerramento da II Conferência Nacional da RPAC)
Foi com estas breves palavras que o camarada Arnaldo Matos de forma clara e sintética fez o balanço da luta travada pelos soldados e marinheiros, dirigidos pela sua organização revolucionária, a RPAC, contra o colonialismo e a guerra.
Antes do 25 de Abril mesmo durante alguns meses logo após o golpe de Estado, os soldados e marinheiros apenas conseguiram organizar deserções individuais, nunca tendo tido até aí um cariz de recusa colectiva.
Foi no dia 8 de Janeiro de 1975 que os soldados da Companhia 4911 de Espinho, levando à prática as decisões aprovadas já em outras unidades nos plenários, recusaram servir de carne para canhão, fazendo frente à repressão dos paraquedistas que se exerceu sobre eles, como ainda conseguiram isolar e desmascarar todos os oportunistas que com bonitas palavras queriam fazer embarcar os soldados para Angola.
A posição assumida pelos soldados do Batalhão de Espinho foi o incendiar da pradaria, pois outras companhias, tanto as que se encontravam no Continente que exigiam o fim dos embarques e o regresso dos soldados como ainda as tropas que se encontravam nas colónias exigiam o fim da guerra e o seu regresso imediato.
Estas lutas atingiram o seu auge com a justa luta travada pelos soldados da Polícia Militar.
Pela primeira vez uma parte do exército da burguesia, formada por filhos do Povo incorporados à força, ousou descer à rua, divulgar a sua justa luta e organizar uma enorme manifestação que recebeu da parte dos soldados e marinheiros de outras unidades e ainda da classe operária e do povo que se juntaram à manifestação apoiando com todas as forças a luta travada contra os embarques e pelo regresso dos soldados.
Toda a burguesia, com especial destaque para os social-fascistas e neo-revisionistas atacaram a luta dizendo que os soldados e marinheiros faziam o jogo da reacção e que ao estarem a lutar contra os embarques estavam a impedir o regresso dos soldados que se encontravam nas colónias.
No entanto os soldados e marinheiros souberam dar-lhes uma justa resposta, desmascarando-os e isolando-os o que levou a que estes oportunistas depois de desmascaradas as suas posições reaccionárias e neocolonialistas, se viessem a fingir amigos dos soldados e simulando o apoio à luta para depois a terem traído miseravelmente.
Foi através desta luta que os soldados e marinheiros ficaram a conhecer melhor o que era o revisionismo e viram também quem eram os seus amigos e quem eram os falsos amigos.

A PAR DA LUTA CONTRA OS EMBARQUES OS SOLDADOS E MARINHEIROS TRAVARAM VITORIOSAS LUTAS CONTRA A REPRESSÃO E O MILITARISMO FASCISTA E SOCIAL-FASCISTA
A burguesia para se poder servir do exército como suporte do seu estado corrupto e como máquina para oprimir a classe operária e o povo, necessita de ter umas forças armadas fiéis e obedientes. Para isso a burguesia precisa de exercer a repressão, através dos militaristas e dos vendidos, sobre os soldados e marinheiros para os manter na "ordem" deles.
No entanto os filhos do povo na tropa sempre ousaram lutar contra a repressão e o militarismo fascista e social-fascista e foi dirigidos pela sua organização revolucionária e com os comunistas à cabeça que os soldados e marinheiros alcançaram vitórias.
Foram as lutas por melhores condições, organizando levantamentos de rancho e recusas às formaturas, foram as lutas pelo aumento do pré, pois enquanto os oficiais ganham uma média entre os quinze e os vinte contos os soldados e marinheiros continuam a ganhar um pré de miséria. Foi a luta pelos transportes gratuitos, com a ida organizada para os comboios onde aí se recusava o pagamento dos bilhetes e foi também ainda a luta pelo abaixamento do tempo militar obrigatório.
Para que estas lutas fossem vitoriosas os soldados e marinheiros tiveram que se organizar e foi o nosso, Partido a apontar a organização e a forma das reger. Essas organizações eram os comités de soldados e marinheiros livremente eleitos e revogáveis a qualquer momento.
Perante esta situação imposta pelo movimento revolucionário dos filhos do Povo na tropa, os plenários de unidade, a formação dos comités de soldados e marinheiros, a recusa aos embarques e todas as lutas travadas dentro dos quartéis, bases, e navios da burguesia, esta vendo que a repressão de momento não era possível teve que arranjar outra forma de despoletar as lutas travadas. Para isso teve de recorrer aos bufos e aos vendidos - os social-fascistas e neo-revisionistas fazendo-se passar por amigos dos soldados e marinheiros e defensores das suas lutas mais não fizeram do que atacar essas mesmas lutas levando à prisão e à expulsão de dezenas de soldados e marinheiros revolucionários.

A II CONFERÊNCIA NACIONAL DA RPAC E O GOLPE SOCIAL-FASCISTA DO 25 DE NOVEMBRO
Durante os dias 8,9, e 22 de Novembro, realizou-se algures em Lisboa, a II Conferência Nacional da RPAC, realização de extrema importância para o movimento revolucionário dos soldados e marinheiros como para todo o Povo, não só foi importante pelas resoluções aí aprovadas, como ainda pelo facto desta realização ter constituído um marco importante na organização dos soldados e marinheiros.
Os documentos que aí foram aprovados, sendo todos importantes, de vem-se salientar o do "Apelo à Esquerda" do camarada Arnaldo Matos, o do armamento da classe operária e ainda o que se referia aos "SUV".
Foi na II Conferência da RPAC que o camarada Arnaldo Matos na sua intervenção na sessão de encerramento, colocou claramente a importância da classe operária tomar consciência da tomada do Poder, porque com o agudizar da crise em que a burguesia se encontrava, o país estava à beira da guerra civil. O camarada disse na sua intervenção:
"O país está a um cabelo da guerra civil... A crise económica profunda que atravessa a sociedade capitalista atingiu um ponto para a qual não há paliativos que cheguem. A bancarrota económica está aí. Não é uma coisa para o ano que vem é uma coisa para este ano."
Tal como o camarada previu, três dias depois do encerramento da Conferência os social-fascistas desencadearam um golpe contra-revolucionário, que teve como principal consequência a perda de liberdade de expressão que até aí tinha sido imposta pelas lutas travadas pelos sol dados e marinheiros nos quartéis, e que eram os plenários de unidade e ainda servindo-se do pretexto do combate aos golpistas, a burguesia acabou com os órgãos da vontade popular dentro dos quartéis, bases e navios, que eram os comités de soldados e marinheiros livremente eleitos e revogáveis a qualquer momento.
De salientar ainda que foi depois do golpe social-fascista de 25 de Novembro, que toda a oficialagem fascista e social-fascista, expulsou os nossos camaradas das unidades, alegando o combate aos golpistas, enquanto estes davam toda a cobertura aos social-fascistas que participaram activamente no golpe através das suas organizações reaccionárias como eram as ADUS CDAP, CDEA entre outras e que ainda hoje gozam de todas as regalias dentro dos quartéis.

O “RESISTÊNCIA” E O PAPEL QUE TEVE NA ORGANIZAÇÃO DOS SOLDADOS E MARINHEIROS
O jornal Resistência teve um papel muito importante na organização dos soldados e marinheiros, sendo ainda um agitador e propagandista das lutas do Povo e da classe operária como ainda das outras lutas que se travaram nas outras unidades das Forças Armadas da burguesia.
Foi através da criação dos círculos de leitura do Resistência que se começaram a formar os primeiros núcleos de organização dentro dos quartéis que depressa se espalharam pelas unidades dos três ramos das Forças Armadas.
Foi também através do Resistência que os soldados e marinheiros dentro dos quartéis conheceram melhor a política justa daqueles que sempre os defenderam, os verdadeiros comunistas e ainda puderam unir as suas lutas às lutas mais gerais do Povo português.

OS SOLDADOS E MARINHEIROS E O CONGRESSO DA FUNDAÇÃO DO PARTIDO
O congresso da fundação do Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses, foi uma realização de extrema importância para a classe operária e os camponeses, para os soldados e marinheiros e para o Povo trabalhador.
Para os soldados e marinheiros este congresso não foi mais um congresso que se realizou mas sim o congresso onde se fundou o verdadeiro Partido da classe operária, o Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses.
O congresso da fundação do Partido trouxe profundas alterações, das quais a principal é a transformação do círculo que era o MRPP num verdadeiro Partido Comunista.
Também a organização dos soldados e marinheiros sofreu alterações profundas não só no aspecto de organização como ainda na sua estruturação.
A organização Comunista das Forças Armadas deve retirar todos os ensinamentos e levar à prática os documentos aprovados no congresso.

PERANTE O AGUDIZAR DA CRISE NESTE ÚLTIMOS 5 MESES, A BURGUESIA TENTA ARREGIMENTAR OS SOLDADOS E MARINHEIROS PARA OPRIMIR O MOVIMENTO OPERÁRIO E CAMPONÊS
Estes cinco meses caracterizaram-se pelo agudizar da crise económica e política do sistema podre e corrupto da burguesia.
A desvalorização do escudo, as medidas anti-operárias e anti-populares, aprovadas pelo Governo entre outras, mostram que o Governo reaccionário do poltrão Soares já não consegue governar.
No entanto e perante o agudizar da crise, tem vindo a crescer um novo auge do movimento operário e camponês.
As lutas contra as desintervenções, pela semana das 40 horas e pela aplicação do controlo operário, a luta contra o desemprego e contra o regresso dos patrões, as lutas nos campos contra as desocupações das terras, as lutas nos bairros contra as desocupações das casas e contra as medidas anti-operárias e anti-populares decreta - das pelo Governo.
Grandes sectores operários estão em luta ou vão entrar em luta, como os metalúrgicos, passando pelos sectores da pequena burguesia como os bancários, o comércio que entre outros se preparam também para travar lutas importantes.
De salientar aqui o novo auge do movimento estudantil que se prepara para entrar em greve contra os exames e os decretos reaccionários do ministro Cardia. Do ensino superior ao ensino secundário os estudantes unem-se para avançar na luta e alcançar vitórias.
Nos campos os camponeses resistem às desocupações e aos ataques da fascista GNR e dos social-fascistas do P"C"P que têm traído as lutas dos camponeses de resistência às desocupações e pela aplicação da reforma agrária camponesa.
Perante o novo e impetuoso auge do movimento operário e popular, e o agudizar da crise em que a burguesia chafurda, esta precisa de exercer a repressão e "disciplinar" os soldados e marinheiros, julgando assim poder domar o exército e voltá-lo contra o Povo.
Para isso a burguesia tomou as suas medidas aprovando o RDM e CJM fascistas com algumas alterações, para pior, pois os soldados e marinheiros começam já a ver o que são estes regulamentos, a que a burguesia chama de "democráticos", que mais não fizeram do que aumentar a repressão e a disciplina nos quartéis, bases e navios.
Para ficarmos a ver quais as intenções da burguesia e as medi das tomadas em relação aos três ramos das Forças Armadas e quais os seus objectivos, bastará vermos que nos últimos tempos, a nível militar, só se fala no plano de "reestruturação das Forças Armadas" que não é outra coisa do que mais repressão sobre o Povo, mais fome e miséria, aumento de desemprego, pretendendo a burguesia superar a crise em que se encontra através da força, sendo tudo isto feito em nome da "Constituição" que revisionistas e neo-revisionistas defendem som unhas e dentes.
A burguesia ao apresentar este plano não só visa o ataque sobre o movimento operário e camponês que se levanta impetuosamente, como ainda é um ataque à Independência Nacional, que fascistas e social-fascistas dizem "defender", quando se propõe a constituição de um corpo misto com tropas da Nato.
De entre os diversos corpos a constituir deve-se salientar o corpo de "batalha", especialmente treinado e equipado com material sofisticado que será composto pelas tropas de elite, comandos - paraquedistas - e fuzileiros, e serão colocados nos principais Distritos operários e camponeses.
Estes corpos serão formados por tropas operacionais e por mercenários que estão a ser recrutados e pagos a peso de ouro encontrando-se já cerca de 500 no Regimento de Comandos.
Aos nossos camaradas incorporados à força no exército da burguesia cabe-lhes o papel importante de neutralizar o exército, unindo a si, a maioria dos filhos do povo na tropa, denunciando os objectivos da burguesia ao preparar estas forças e ao mesmo tempo recusando-se a sair para a rua para reprimir o povo em luta quando lhes for ordenado.

AS TAREFAS DOS SOLDADOS E MARINHEIROS
Perante a situação do agudizar da crise em que a burguesia se procura servir dos soldados e marinheiros para reprimirem o movimento operário e camponês, e como consequência intensificou-se a repressão nos quartéis, bases e navios, e em que todos os oportunistas desde os revisionistas à escumalha neo-revisionista que gritam "Aqui del rei vem aí o fascismo" ou não se pode lutar e o melhor é os soldados e marinheiros obedecerem", quais são as tarefas que os nossos camaradas na tropa devem desencadear?
Em primeiro lugar aos nossos camaradas cabe-lhes o papel importante de neutralizar o exército da burguesia, recusando-se a reprimir o Povo e denunciando junto dos soldados e marinheiros porque é que eles não devem sair para a rua e quais os objectivos que a burguesia pretende ao tentar virar os filhos do povo na tropa contra o povo.
Os soldados e marinheiros com os nossos camaradas à cabeça só devem ter uma posição que é a da recusa em sair para a rua, recusando-se a reprimir o povo colocando-se a seu lado sob a direcção da classe operária virando as armas contra a burguesia.
Em segundo lugar divulgar o marxismo-leninismo dentro dos quartéis, bases e navios, e combater o revisionismo.
Os nossos camaradas devem dar uma grande atenção a esta tarefa, pois os militaristas - fascistas e social fascistas sempre impediram a divulgação do marxismo-leninismo-maoismo nas unidades o que permitiu que os revisionistas conseguissem iludir os soldados e marinheiros e ainda hoje consigam manter alguma influência sobre eles.
Em terceiro lugar os nossos camaradas devem intensificar a propaganda escrita.
A burguesia vai tentar fazer de carne para canhão os soldados e marinheiros pondo-os a reprimir o povo. Aos nossos camaradas cabe encabeçar todas as lutas contra o militarismo fascista e social-fascista, denunciar as tentativas da burguesia de arregimentar os soldados e marinheiros contra o novo auge do movimento operário e camponês.
Devido às novas condições de trabalho, que são clandestinas dentro dos quartéis, nós devemos de forma cuidada e com uma linguagem simples abarcando todos os problemas dos filhos do povo na tropa aumentar a nossa propaganda dentro das unidades militares.
Em quarto lugar cuidar da nossa organização.
Atendendo às novas características em que se defronta o nosso trabalho dentro das unidades militares, a nossa organização é uma organização estreitamente clandestina e rigorosamente compartimenta­da. Na nossa actividade deve existir uma forte disciplina, perseverar na segurança e combater todas as formas de liberalismo, deve-se ter em conta o secretismo para que assim possamos criar e consolidar fortes organizações clandestinas dentro dos quartéis, bases e navios.
Em quinto lugar os nossos camaradas devem saber encabeçar todas as lutas contra a repressão existente nos quartéis, que venham a ser travadas pelos soldados e marinheiros, denunciando sempre que a repressão existente nas unidades é reflexo da crise profunda em que a burguesia chafurda e por isso ela procura através da repressão e do aumento da disciplina tornar o seu exército num exército obediente para os poder arregimentar contra o movimento operário e camponês, contra o povo em luta e também contra o movimento estudantil.
Os nossos camaradas como filhos do povo na tropa, devem saber educar a maioria dos soldados e marinheiros na defesa do povo, apontando-lhes o justo caminho a seguir que é o de se recusarem a reprimir a classe operária e o povo em luta, fazendo-lhes ver que eles devem-se colocar ao lado do povo e sob a direcção da classe operária e dirigidos pelo seu Partido, o Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses, virarem as armas contra a burguesia.

VIVA A ORGANIZAÇÃO COMUNISTA DAS FORÇAS ARMADAS!
VIVA O PARTIDO COMUNISTA DOS TRABALHADORES PORTUGUESES!
VIVA O NOVO AUGE DO MOVIMENTO OPERÁRIO CAMPONÊS!
NEM UM TIRO, NEM UMA AGRESSÃO CONTRA O POVO EM LUTA,
VIREMOS AS ARMAS CONTRA A BURGUESIA!
SOLDADOS AO LADO DO POVO E SOB A DIRECÇÃO DA CLASSE OPERÁRIA!

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