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sábado, 13 de maio de 2017

1977-05-13 - CONTRA A PORTARIA EM FRENTE PELA SAÍDA DO C.C.T.V. - PCTP/MRPP

Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP)

CONTRA A PORTARIA EM FRENTE PELA SAÍDA DO C.C.T.V.

Milhares e milhares de operários metalúrgicos efectuaram, no passado dia 13 - Sexta-Feira às 4 horas de paralização decretada pela Comissão Sindical Negociadora do C.C.T.V. para este sector a fim de exigir a saída do mesmo que se encontra em negociação há mais de dois anos.
Nas principais concentrações industriais do país, nas maiores fábricas metalúrgicas, este destacamento de vanguarda da classe operaria sem sombra de dúvidas a sua disposição de lutar pelos seus direitos elementares, contra a fome, a miséria e contra as leis anti-operárias do Governo.
Uma direcção Sindical justa, fiel à política, cuidaria em canalizar esta torrente de energia para novas formas de luta até à imposição do C.C.T.V., pois que a luta é, o tempo assim o tem demonstrado, a única forma de o obter.
Mas não é isso que a C.S.N. e todos os oportunistas tem feito, pois quando se trata de falar em formas de luta mais avançadas tratam logo de dizer que os trabalhadores não estão preparados, que não se conseguiria aguentar muito tempo, que os trabalhadores estão desmobilizados.
As lutas desenvolvidas demonstram uma grande energia da classe mas, sempre foram desmobilizadas não só porque se tratavam de curtos períodos de greve - os revisionistas sempre chamaram e chamam de paralização para não assustar a burguesia e travar os operários. Greves que nunca tinham um evoluir qualitativo para formas mais avançadas de luta, morrendo sem mobilizar toda a classe, para renascerem da mesma forma - a conta-gotas de 2 e 4 horas, meses depois como muitas outras traições que efectuaram. Afinal quem criam as condições para a desmobilização?
É bem claro que a P.R.T. não defende os interesses dos operários mas os interesses do patronato. Se agora a C.S.N. vem a convocar uma Manifestação e para chamar os operários à Rua não para lutar pelo C.C.T.V. mas sim para exigir ao Governo uma Portaria que não serve, tentando de qualquer maneira esconder a sua cara pela traição que vai para mais de dois anos.
Mas não será certamente a posição da C.S.N. de lutar pela saí da do C.C.T.V., mas sim da P.R.T., pois não é verdade que no comunicado com a data de 18/5 assinado pelo Plenário da Federação dos Metalúrgicos, dizia logo no principio: "A falta de vergonha dos responsáveis do M.T. vai ao ponto de se recusarem a receber a CSN do C.C.T.V. de um, senão do maior sector económico do país, afim de se discutir as matéria em suspenso para publicação da P.R.T." Neste ponto, do comunicado basta para desmascarar a C.S.N. que, descaradamente, apoia a P.R.T., chegando ao ponto de querer fazer parte da discussão da Matéria.
A solução proletária justa é não aceitar a portaria, mas sim lutar pela saída do C.C.T.V.
Ao ser convocada uma manifestação dos operários metalúrgicos, os operários nela devem comparecer em massa, transformando-a numa Manifestação combativa, não pela Portaria do Governo mas contra a Portaria, pelo Contrato Colectivo Vertical, que sendo um C.C.T.V que não contempla muitas das principais exigências dos operários mas que é o Contrato da classe que neste momento existe e como tal deve ser defendido.

TODOS À MANIFESTAÇÃO!
VIVA A CLASSE OPERÁRIA!
VIVA O PARTIDO!

COMITÉ LOCAL DE MOSCAVIDE

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