terça-feira, 2 de maio de 2017

1977-05-02 - ELEIÇÃO PARA A CDP E A UNIDADE DA ESQUERDA - UEC

ELEIÇÃO PARA A CDP E A UNIDADE DA ESQUERDA

As eleições para a Comissão Directiva Provisória da nossa escola podem e devem constituir una vitória dos estudantes na sua luta por uma reestruturação global, democrática e progressista dos estudos de Direito, assente na preservação do todas as conquistas e experiências válidas, no campo pedagógico como no da gestão, o que naturalmente não exclui, antes impõe, a correcção de erros e oportunismos que apenas favorecem a ofensiva reaccionária.
A organização da UEC da FDL, Consciente da importância que a unidade da Esquerda assume para que a Escola se coloque sem tibiezas ao serviço do projecto constitucional — a edificação de uma sociedade democrática em transição para o socialismo — lamenta que tal unidade continue a não surgir ainda nestes eleições, devido à recusa da Juventude Socialista em apresentar uma lista conjunta, recusa dada após se ter chegado, em contactos havidos, a um acordo programático pleno, a curto e médio prazo.
Os estudantes comunistas não podem deixar de verberar publicamente a irresponsabilidade e a falta de ética política demonstradas pela direcção do núcleo da JSD de Direito que, depois de reiteradas vezes ter afirmado a sua disposição unitária veio a mudar de atitude apenas nas vésperas de findar, o prazo de entrega das listas, com prejuízos óbvios para quem de boa-fé confiava na palavra dada.
Que em politica não há decisões que não possam ser revistas, todos o sabemos. Mas quando se diz o preto e o branco face ao mesmo problema, enquadrado em idêntica conjuntura, num tão curto espaço de tempo, é legítimo que nos perguntemos sobre o que significara confiar (e votar) em propostas da JS. E é legítimo pensar que se trata de uma questão insolúvel. A ausência de sectarismo e a abertura ao diálogo com todas as tendências democráticas em particular com os socialistas, são aspectos que supomos ser inegável caracterizar a linha de orientação da UEC da FDL que recusa trazer para dentro da Escola divergências e atritos que lhe alheios. Assim, prosseguiremos, pensando interpretar a vontade de largas massas estudantis. Não será a infelicidade que queremos pensar ocasional e esperamos sinceramente ver corrigida, de certas condutas, que muito embora a dificultem nos fará desviar a rota.
Uma forte votação na alternativa clara, concreta, não demagógica, defendida pela lista C, de “Unidade e Luta" que íntegra comunistas, será pois um contributo precioso para a formação do sólido bloco que, coeso na sua diversidade assegurará a manutenção e o aprofundamento de tudo o que de positivo se conseguiu em Direito desde o 25 de Abril.
Votar C, votar na “Unidade e Luta" será votar na democracia, votar na Esquerda, votar  sabendo o que se vota.

A UNIDADE NÃO FOI POSSÍVEL,
A UNIDADE SERÁ POSSÍVEL!
CONTRA A DIREITA, POR UMA ESCOLA AO SERVIÇO DO PROJECTO CONSTITUCIONAL UNIDADE E LUTA!

O secretariado da célula de UEC da FDL          
2/5/77

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