segunda-feira, 1 de maio de 2017

1977-05-01 - Poder Popular Nº 59 - II Série - MES

1º DE MAIO

. 3 anos passados sobre a jornada libertadora do 25 de Abril, 3 anos passados sobre o glorioso 1.° de Maio de 1974 em que as massas populares começaram a transformar um golpe militar contra o regime fascista num processo revolucionário, é este o único significado que o 1.° de Maio pode ter: uma jornada de unidade, organização e luta!
. Lutando, impusemos as nacionalizações, erguemos o controlo operário, avançámos na Reforma Agrária, saneamos os bufos, conquistamos melhores condições de trabalho e de vida, lutando, defenderemos palmo a palmo estas conquistas!
Com a unidade da classe operária, com a organização do Movimento Operário e Popular, teremos a força necessária para lutar e vencer.
O PACTO SOCIAL NÃO PASSARÁ!
O MOVIMENTO SINDICAL RESISTIRÁ A TODAS AS TENTATIVAS DE CISÃO!
. A jornada do 1.° de Maio tem de ser uma grande manifestação de unidade e luta de todos os trabalhadores portugueses.
De Norte a Sul, do continente às ilhas, a classe operária e os trabalhadores devem afirmar com força que não querem o pluralismo nem a divisão, que não querem «cartas abertas» nem outras manobras de divisão, que querem acima de tudo a unidade de classe e a Central Sindical Única, que querem uma central que seja mesmo sua, uma central democrática, apartidária e de classe, que querem a CGTP-INTERSINDICAL cada vez mais forte, sem conciliações, burocracias e práticas cupulistas!
. O MES, organização comunista e revolucionária, chama todos os trabalhadores, todos os revolucionários e antifascistas a erguerem bem alto neste 1.° de Maio a bandeira da luta contra a cisão sindical e o pacto social. Pela mobilização do povo trabalhador contra a subida do custo de vida e o desemprego.
NÃO AO REFORMISMO!
NÃO À CONCILIAÇÃO!
NÃO AO RADICALISMO!

Os becos sem saída a que foram conduzidos dezenas de contratos de trabalho. Porque se trocou a luta pela conciliação com o patronato;
. Os falhanços de controlo operário em dezenas de empresas, porque as comissões de trabalhadores se transformaram em órgãos de cúpula, não mobilizando os trabalhadores nem os organizando para a luta contra a sabotagem patronal;
. Os crescentes passos dados pelo Secretariado da CGTP-IN, no sentido da aceitação da negociação do pacto social, porque nada fez no sentido do esclarecimento e mobilização dos trabalhadores contra o pacto social e a adesão de Portugal ao Mercado Comum capitalista;
. Eis alguns dos resultados da política conciliatória e reformista do PCP no movimento sindical e no movimento operário.
. A alternativa a esta política conciliatória e reformista não está no radicalismo da UDP/PCP(R), que aponta o caminho que a mera oposição a essa política dita em cada momento, favorecendo muitas vezes os ataques à CGTP-IN e levando lutas para a derrota e a desmobilização.
O MES, como organização comunista e revolucionária, chama todos os trabalhadores, todos os revolucionários e anti­-fascistas, a erguerem bem alto neste 1.° de Maio a bandeira da alternativa revolucionária ao reformismo, ao radicalismo e à conciliação, a bandeira que a corrente sindical revolucionária tem sabido erguer, não só no Congresso dos Sindicatos, mas No dia-a-dia da luta anticapitalista, da luta contra os despedimentos, à luta pelos contratos.
RESISTÊNCIA POPULAR ACTIVA!
POR UM GOVERNO DE INDEPENDÊNCIA NACIONAL!

A jornada de luta do 1.° de Maio tem de ser uma grande manifestação de luta contra a política de cedências à direita e de submissão ao imperialismo do falso Governo socialista do dr. Soares.
O caminho da alternativa popular e revolucionária para a crise capitalista é o caminho da resistência popular activa contra o regresso dos patrões, contra a repressão que de novo se abate sobre os trabalhadores, como na Mariott e no Funchal, contra a libertação dos pides, bombistas e fascistas, pela defesa de todas as conquistas do 25 de Abril. É o caminho da luta por um Governo de independência nacional, um governo forjado na unidade, organização e luta de todos os explorados contra o fascismo, contra o imperialismo, pela independência nacional.
O MES chama todos os trabalhadores, todos os revolucionários e antifascistas, a erguerem estas bandeiras de luta, nas jornadas do 1.° de Maio que a Central Única, CGTP-IN, leva por diante em todo o País, para que a luta se imponha ao folclore, para que a determinação e firmeza revolucionárias se imponham à conciliação!

O Secretariado da CC do MES

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