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domingo, 7 de maio de 2017

1977-05-00 - Juventude Nº 23 - U.J.C

Unidos em torno das certezas principais

O processo revolucionário passa por uma curva apertada e perigosa. As emboscadas espreitam a nossa jovem democracia.
A reacção levanta a cabeça, conspira, quer uma nova ditadura A imprensa fascista multiplica-se, faz a apologia de Salazar. O    MIRN, PAP, IOR perecem espectros a sair das tumbas do passado. O terrorismo ganha coragem, arreganha os dentes Nos Açores, os separatistas atacam a ferro e fogo as instituições do Estado e da República.
O CDS e o PPD perdem a vergonha, São partidos dos patrões, dos sabotadores, em cujas asas se acoita a violência e a contra-revolução. Desenfiam garras perante o desejo de formarem Governo. O segundo destes partidos, enlouqueceu com o frenesim da recuperação reaccionária e exige 250 milhões de contos de indemnizações aos exploradores, enquanto exige austeridade ao povo trabalhador.
Tal como a avestruz, o actual Governo insiste em fechar olhos, na ilusão de fugir às realidades Alia-se ao CDS e ao PPD, põe de lado o seu programa e o que tinha prometido ao povo, para aplicar uma política de recuperação capitalista, agrária e imperialista Juntos, maquinam uma ofensiva legislativa. Para ia seria a desnacionalização de 160 empresas, depois o controle operário, a seguir a Reforma Agrária. É o ataque às conquistas do 25 de Abril.
As liberdades estão a ser manchadas Estão a ser cerceadas Não para os fascistas, não para os Pides, não para os terroristas, não para os que atropelam a Constituição São cerceadas para os trabalhadores da ARB do Barreiro, para os estudantes do Porto e Coimbra.
O sr. Mondale, que é vice-presidente americano, veio aí Veio prometer, pedir contas, exigir coisas Cada português já deve 15 contos ao estrangeiro.
Perante esta situação, desenha-se firme o cordão da resistência. É a muralha da dialéctica, implacável, que o faz crescer, e erguer essa linha.
O 1 ° de Maio causou grande surpresa, assustou muita gente. Muitos ficaram em casa, outros foram reflectir para o deserto. Lá fora, nas ruas, um milhão de trabalhadores, dezenas de milhares de jovens desfilavam a dizer: “Sim à recuperação económica, não à recuperação capitalista”.
Enquanto os divisionistas se dividem a si próprios e nem a “Carta Aberta” poupam, o movimento sindical unitário afirma-se, reforça a seiva poderosa da unidade. Cresce o movimento dos pequenos e médios agricultores, dos rendeiros, dos reformados. Os trabalhadores resistem sobre cada alicerce das nacionalizações, sobre cada palmo da Reforma Agrária, sobre cada pedaço do controle operário, sobre cada sabor a liberdade.
É isto que aflige a reacção. A cada ataque os trabalhadores respondem com a firmeza, a persistência, a maturidade, a serenidade.
CERTEZAS PRINCIPAIS
Os trabalhadores e a juventude não caem no desânimo, na aventura, no desespero. Reforçam a unidade, seguros em tomo das certezas principais.
O Congresso da UJC é disso um sério exemplo. Há que dizê-lo.
A juventude trabalhadora teve pela primeira vez o seu Congresso, foi uma jornada histórica para os jovens comunistas, um acontecimento grandioso para a juventude portuguesa.
Os inimigos da juventude que aprendam a lição.
Os jovens comunistas e com eles a juventude trabalhadora, ao lado da classe operária e do seu Partido, o PCP, ao lado dos trabalhadores e das massas populares, caminham “Para o Futuro Certos de Vencer". Ao fascismo, à reacção, ao imperialismo, gritamos NÃO! Defendamos agora e sempre, cada conquista da Revolução, cada pedra da muralha que nos conduz à manhã clara do Socialismo.

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