quinta-feira, 18 de maio de 2017

1972-05-18 - TODOS À RUA NO COMBATE À REPRESSÃO FASCISTA - FEML

TODOS À RUA NO COMBATE À REPRESSÃO FASCISTA

A luta dos cooperativistas portugueses é uma componente do amplo movimento democrático de massas que se o levanta energicamente em todo o país contra a ditadura fascista da burguesia, contra a repressão e opressão do povo e pela liberdade e Democracia objectivos da Revolução Popular, ao lado do Pão, da Paz, da Terra e da Independência Nacional.
O movimento dos cooperativistas não se rendeu, nem se renderá jamais, não vergou nem vergará a espinha face às provocações, ameaças e arbítrios da camarilha marcelista e a prova está em que a sua vitalidade, entusiasmo e determinação de lutar crescem em cada dia que passa.
Os revisionistas do partido do Barreirinhas Cunhal estão numa situação desesperada; eles não conseguem cumprir o acordo tácito que estabeleceram com a camarilha marcelista, isto é, ajudá-la a dominar e sufocar o movimento de massas dos cooperativistas recebendo em troca facilidades no sentido de se poderem infiltrar e estabelecer nas direcções de algumas cooperativas, sem que o poder as viesse incomodar, a não ser para manter as aparências. E em virtude deste nojento acordo tácito que os revisionistas se opuseram histericamente à realização do Encontro Nacional de Cooperativistas; que apelaram para o "auxílio", boa vontade e compreensão da Assembleia "Nacional" Fascista; se dedicam a toda a sorte de provocações e denuncias pidescas relativamente aos cooperativistas mais conscientes, e mais activos ao ponto de "Informar" (como aconteceu em dois lugares) agentes da Pide, identificados como tais, sobre o nome das pessoas que teriam feito a entrega de comunicado das cooperativas; que procuram por todos os meios paralizar o desenvolvimento do movimento de massas dos cooperativistas; que tentam criar toda a espécie de crises, cisões e divisões; que escondem; roubam o destroem os comunicados através dos quais o movimento cooperativo convoca as reuniões de massas.
Alguns outros oportunistas, sob uma fraseologia do "esquerda" que começa logo no nome debaixo do qual repousam ("O bolchevista”(?)) auxiliam os revisionistas neste inglório trabalho de sapa, apenas para confundir o desmobilizar as massas e desacreditar a justa luta dos cooperativistas, esses senhores convocam uma pseudo-manifestação para o dia 21 de Abril e, alguns dias antes dessa data, aparecem a desconvocá-la, com reaccionário, cobarde e criminoso pretexto de que as massas não estão em condições de lutar...
A esses oportunistas, as massas deram a resposta adequada, com a corajosa manifestação do dia 1º de Maio e desmascararam assim, à luz do dia, na praça pública, duma forma categoricamente convincente, quem são os que não estão dispostos a lutar, quem são os que entravam o combate, quem são os que gritam "Morra o Fascismo"! E, todavia correm com o rabo entre as pernas, a esconder-se grotescamente debaixo da cama, ganindo que não há condições para a luta, logo que o nariz de um policia desponta ameaçador na esquina das suas ruas. Também na luta revolucionária de massas se deveria com propriedade do dizer que os cães ganem e a caravana passa!
CONTRA OS CADA VEZ MAIS BRUTAIS E SELVAGENS ATAQUES DOS CACETEIROS DA BURGUESIA, RESPONDAMOS, TACO A TACO, COM CORAJOSAS MANIFESTAÇÕES DE MASSAS!!
A luta dos estudantes contra a repressão e a reforma burguesa do Ensino e a luta dos cooperativistas contra a agressão fascista, bem como toda a luta do movimento democrático dos médicos e outras lutam que por todo e Lado despontam e marcham lado a lado fazem parte da luta global do povo português pelos objectivos da Revolução Democrática Popular.
A luta estudantil é uma luta sem tréguas contra a burguesia. Esta classe reaccionária, no limiar da sua morte, sente-se mais do que nunca vulnerável perante o incremento da luta popular e recorre à repressão fascista cada vez mais brutal e mais selvagem, para tentar asfixiar a luta estudantil e demais lutas populares. Mas em vez de sob o peso da repressão fascista vergarem a espinha, os estudantes erguem-se como um só homem e centuplicam o seu ânimo e a sua luta.
Ontem no Técnico OS estudantes reuniram-se em frente do gabinete, do “liberal" fascista Fraústo em mais uma manifestação contra o Ensino e as "reformas” da burguesia. A polícia fascista interveio em força. Todo o seu estado maior e os seus mais graduados vadios desceram à rua. Carregou selvaticamente sobre os estudantes, fazendo sete prisões e instalou a lei marcial na Escola-Quartel, identificando todos os estudantes que entravam e saiam. Estes tentam impedir a identificação e a prisão dos colegas, mas as armas da polícia ditaram a lei! Os estudantes, longe de se renderem, saíram para a rua em manifestação e percorreram a Avenida de Roma em direcção à cidade universitária gritando as justas palavras de ordem "ABAIXO A GUERRA COLONIAL", "GUERRA DO POVO A GUERRA COLONIAL” e "VIETNAME PARA O VIETCONG".
À tarde os estudantes de Económicas realizavam um meeting às 17H30 sobre o brutal ataque aos camaradas do Técnico. A burguesia, cercando a escola com gado policial tentou impedir que os estudantes se reunissem e organizassem para continuar o combate. Os vadios da PSP, impondo a identificação à entrada da escola, procuravam impedir que outros estudantes se juntassem às centenas que já ali se encontravam reunidos.
Os Estudantes, revoltando-se contra estas medidas militares, deslocaram meeting para a porta do instituto e, apedrejando e partindo os vidros de vários carros-patrulha impediram que os primeiros destacamentos pusessem pé dentro dá escola. Estes, vaiados pelos estudantes que gritavam "ASSASSINOS! ASSASSINOS!", recuaram e pediram reforços. Logo surdiram seis carrinhas bem cheias de gado policial, onde as bestas se misturavam com os cães, e se preparavam para tentar entrar em Económicas.
Corajosa e audaciosamente os estudantes rechaçaram a nova investida com chuva de pedras que deixaram fora de luta algumas bestas caceteiras. Foi só quando certa confusão se gerou entre os estudantes, motivada pelos tiros disparados, é que a manada policial conseguiu investir sobre as massas ali reunidas. Então foi o massacre! Os caceteiros bateram selvaticamente em toda a gente. Invadiram a cantina e o Instituto, arrancaram os cartazes, espancaram e destruíram tudo a sua passagem.
OS ESTUDANTES NÃO SE RENDERAM E JAMAIS SE RENDERÃO!
É na rua em corajosas manifestações de massas que os estudantes e cooperativistas recuperam os seus direitos, os defendem, e alargam; é na rua, unidos como um só homem infligiremos derrotas crescentes à repressão fascista e à camarilha marcelista!
CONTRA A TRAIÇÃO REVISIONISTA!
CONTRA TODOS OS OPORTUNISTAS!
CONTRA A REPRESSÃO FASCISTA!
CONTRA A ESCOLA-QUARTEL!
CONTRA O ENSINO E AS REFORMAS DA BURGUESIA!
CONTRA O ENCERRAMENTO DA ASSOCIAÇÃO DOS ESTUDANTES DE ECONÓMICAS E DO TÉCNICO!
VIVA O COMUNISMO!
VIVA A REVOLUÇÃO POPULAR!
VIVA A DITADURA DO PROLETARIADO!
VIVA O MOVIMENTO REORGANIZATIVO DO PARTIDO DO PROLETARIADO (MRPP)!
VIVA A FEDERAÇÃO DOS ESTUDANTES MARXISTAS-LENINISTAS!

TODOS À CONCENTRAÇÃO NO TÉCNICO ÀS 16H00

FEDERAÇÃO DOS ESTUDANTES MARXISTAS-LENINISTAS

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