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domingo, 30 de abril de 2017

1977-04-30 - O Trabalho Nº 01 - MDT

Editorial

Este jornal, essencialmente sindical, órgão do Movimento Democrático do Trabalho, surge, alguns meses após a formação do MDT, da necessidade de transmitir periodicamente, ao maior número possível de trabalhadores, as posições do nosso Movimento.
Serão abordados em cada número os vários problemas que afectam os trabalhadores no campo do trabalho, orientando-os no sentido mais correcto para a defesa dos seus interesses.
O Trabalho informará sobre os mais importantes conflitos laborais, não deixando de analisar as causas e os efeitos dessas lutas.
Estará também O Trabalho sempre à disposição para orientar e aconselhar não só os militantes do MDT como outros trabalhadores que necessitem de qualquer apoio específico e o solicitem.
No campo da luta pela democracia nos sindicatos, uma das andes razões da formação do Movimento Democrático do Trabalho, não daremos tréguas aos maiores reaccionários do nosso tempo, os sociais-fascistas cunhalistas e seus filhotes. Não deixaremos também de denunciar e lutar contra aqueles empresários ou chefes reaccionários que, com a sua obstinação antidemocrática, fazem o jogo dos lacaios de Moscovo.
O 1.° de Maio
O 1° de Maio de 1886 foi o dia escolhido pela classe operária de Chicago para a jornada de luta pelas oito horas de trabalho diárias.
Nesse dia, a classe operária desta cidade norte-americana fez greve geral. A polícia reprimiu uma manifestação de milhares de operários, provocando mortos e feridos.
Na Europa a classe operária lutava também na altura pela jornada das oito horas.
A repressão de Chicago causou grande indignação e ódio nos operários europeus. Em 1889, o Congresso da Internacional Socialista em Paris adoptou o 1° de Maio como o dia internacional dos trabalhadores.
Em Portugal, o 1° de Maio é festejado desde 1890.
OS SOCIAIS-FASCISTAS UTILIZAM O l.° DE MAIO PARA OS SEUS FINS REACCIONÁRIOS
Desde o 25 de Abril, os sociais-fascistas utilizam de forma demagógica este grande dia de luta.
Estes reaccionários nas suas festas e manifestações «unitárias» mais não fazem do que lançar veneno para sufocar a classe operária e os restantes trabalhadores. Como lacaios do social-imperialismo russo, utilizam o palavreado «socialista e progressista» para impor o fascismo e fazer de Portugal uma colónia da URSS, como o são Angola, a Checoslováquia, a Polónia e outros.
SEGUIR O EXEMPLO DOS OPERÁRIOS DE CHICAGO CONTRA OS NAZIS CUNHALISTAS
Neste momento, em que a cisão do movimento sindical português é um facto, ainda não foram criadas as condições para festejar o 1° de Maio pelas forças democráticas que realmente defendem os interesses dos trabalhadores a não ser em iniciativas dispersas. Contudo, torna-se evidente o desabrochar de uma força sindical democrática que se desenvolverá, a curto prazo, ao ponto de fazer um combate mais eficaz aos sociais-fascistas.
O exemplo de luta dos operários de Chicago deve ser seguido pelos trabalhadores portugueses na luta contra o seu inimigo principal de hoje: os nazis cunhalistas.
Se este ano no 1.° de Maio os sociais-fascistas vão poder actuar à vontade, para o próximo ano, se as forças democráticas abandonarem as suas hesitações e complexos de passarem por «cisionistas» e enveredarem pela formação imediata de sindicatos democráticos e uma central sindical democrática em oposição aos sociais-fascistas, então já os trabalhadores portugueses terão melhores condições de festejar o 1.° de Maio libertos do veneno dos agentes do social-imperialismo russo.

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