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sexta-feira, 28 de abril de 2017

1977-04-28 - VIVA O 1º DE MAIO VERMELHO - PCTP/MRPP

Partido Comunista dos Trabalhadores Portuguesas (PCTP/MRPP)

VIVA O 1º DE MAIO VERMELHO

Numa sociedade dividida em classes todas elas têm as suas festas nas quais celebram os ideais que lhe são queridos e os objectivos que visara, o proletariado mundial em 1889, no Congresso realizado em Paris pelos socialistas de todos os países, tomou a histórica decisão de comemorar o 1º de Maio, para assinalar uma das suas mais importantes conquistas - a jornada diária de 8 horas e a luta dos operários de Chicago por esse objectivo.
Em Portugal, cedo o proletariado e o Povo juntaram a sua voz à dos seus irmãos de além fronteiras, cedo proclamaram o seu ódio à ditadura do capital. Desde os fuzilamentos no Rossio durante, a primeira República, aos trabalhadores rurais mortos no Alentejo e no Ribatejo ou, ainda mais recentemente, as batalhas do 1º de Maio de 1960 e 1962. Estas lutas heróicas, no entanto, não conduziram, a resultados reais e visíveis, dado que a dirigi-las não tinham um verdadeiro Partido Comunista. A princípio foi a direcção anarco-sindicalista e, a partir de 1921, a direcção revisionista do P"C"P, que colocaram esses movimentos ao serviço das disputas entre as diversas facções burguesas. A partir dos anos 30, a influência revisionista é maior no movimento operário e popular, e vastos sectores das massas são utilizados como tropa de choque da sua política, ora nos golpes palacianos e militares como em 1962, 74 e 75, ora conduzindo a magnífica combatividade popular para o funil legalista das eleições e para a defesa da Constituição burguesa de 1976.
Só no 1º de Maio de 1973, convocado pelo MRPP, havia pela primeira vez uma direcção revolucionária proletária contra as "comemorações" revisionistas e neo-revisionistas que procuravam desviar as massas da sua luta autónoma o As negras legiões de pides, bufos, legionários, polícia de choque (hoje consideradas "democráticas” e ao serviço da consolidação do Estado de Direito) sofreram grandes derrotas nesse dia impostas por cerca de 20.000 pessoas que, ao apelo do MRPP, se concentraram no Rossio para lutar contra o fascismo, o colonialismo, o imperialismo e o revisionismo.
A seguir à "Revolução dos cravos" a burguesia e os seus governos não tendo força para se opor à realização do 1º de Maio Vermelho trataram de desviar para o seu 1º de Maio os operários e demais trabalhadores que conseguiram ludibriar.
O 1º de Maio de 1977 é o primeiro que o nosso jovem Partido Comunista convoca e tem lugar num momento particularmente agudo da luta de classes no nosso país. O papel do governo e do P"S" é o de fazer com que o capital ganhe tempo para transformar a instabilidade do sistema na sua estabilidade, um conjunto de medidas anti-operárias e anti-populares donde avultam: O congelamento da contratação colectiva, a desvalorização do escudo, o cabaz da fome e o preço de venda livre para vários prontos essenciais, o aumento da jornada de trabalho, as tabelas salariais limitadas ao aumento de 15% e despedimentos em massa, a liquidação das conquistas dos assalariados rurais e expropriação de camponeses pobres, o regresso dos patrões, a repressão sobre os protestos e as lutas dos, proletários e o desmantelamento das organizações de massas do povo trabalhador.
Perante esta situação qual é a posição dos partidos e das classes que representam?
O partido fascista CDS ainda não esta satisfeito. O PSD aplaude. Os neo revisionistas do P"C”P("ml") estão de acordo. O P”C”P "crítica" para que o pacto social estabelecido, via Intersindical, não apareça claro aos olhos de quem trabalha. O bando assassino da U"DP"/P"C"P(R) defende que, conquanto "os ricos paguem a crise" podem continuar a explorar o Povo trabalhador. Resumindo, não obstante a diversidade de patrões a quem servem, a unidade entre eles é possível, a isso os obriga o novo ascenso do movimento operário e popular em resposta aos ataques da burguesia às suas conquistas.
Frontalmente contra, e à cabeça da classe operária em luta, o PCTP, tem um programa de resolução operária para a crise.
O 1º de Maio é dia de luta na rua, combatendo o fascismo e o social-fascismo, o imperialismo e o social imperialismo, o revisionismo e o oportunismo, defendendo e consolidando as conquistas alcançadas, defendendo e lutando pela imposição da proposta de C.C.T, aprovada em Assembleias Gerais contra a contraproposta do INS, apoi­ando a luta da classe operária pela semana das 40 horas e repudiando as tentativas de aumento de horário no sector apoiando a lura dos assalariados rurais e camponeses pobres, defendendo as C.T.se o Controlo Operário opondo-o á reestruturação capitalista das companhias de seguros nacionalizadas e exigindo a nacionalização das mistas e das estrangeiras.
A unidade entre os braços dos operários e camponeses e o braço dos trabalhadores de seguros, sob a direcção do Partido, é uma exigência para o triunfo da Revolução portuguesa. Como é seu dever, o Comité do PCTP/MRPP no Sector de seguros conclama todos os trabalhadores de seguros a participarem na jornada de confraternização, debate e luta que se realiza o 1º de Maio no Rossio, culminando com uma grande, manifestação às 17 horas
VIVA O 1º DE MAIO VERMELHO!
VIVA O PCTP!
ADERE AO PCTP!

Lisboa, 28/4/77
COMITÉ DO PCTP/MRPP DO SECTOR DE SEGUROS

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