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sexta-feira, 28 de abril de 2017

1977-04-28 - Binómio - II Série - Associações de Estudantes - AE IST

AEIST:
QUE FUTURO?
Futuro mais sombrio que aquele que a gravura "profetiza", é certamente o objectivo do MEIC ao definir a actual política de subsídios para as AAEE. Compete a nós estudantes alterar esta situação o que poderá começar a ser feito já a partir da próxima R.G.A.! Por tudo isto chama-se particular atenção aos colegas para o presente suplemento do BINÓMIO pela importância dos artigos insertos sobre a situação da AEIST.

R.G.A. 4ª fª 4/5 às 10h no s. nobre

O.T:
1 - INFORMAÇÕES
2 – SITUAÇÃO ECONÓMICA DA AEIST

R.G.T. ANALISA SITUAÇÃO DA AEIST
Realizou-se já após as férias da Páscoa uma Reunião Geral de Trabalhadores da AEIST com o objectivo de discutir saídas para a situação económica da Associação que põe em risco o emprego dos mais de 80 trabalhadores que cá prestam regularmente serviço.
Estando presente a Direcção da AEIST diversos trabalhadores intervieram no sentido de porem em causa que face à preocupante situação existente não se tomassem medidas que pudessem por cobro, pelo menos parcialmente, aos problemas agora levantados. De entre todas as sugestões apresentadas, quatro existem que importa aqui analizar: a primeira consistia em aumentar de 10$00 o preço de cada refeição a segunda de reduzir a um prato único o serviço da cantina; a terceira de promover o pagamento de uma segunda prestação da quota da AEIST (tal como chegou a ser colocada a hipótese pela Direcção da AEIST ainda durante o ano passado) e finalmente a quarta, de aumentar 10% em todas vendidas na S. de Folhas. Se à primeira vista estas medidas poderiam "aliviar" a situação da AEIST, é um facto que elas se dariam à custa dos estudantes do Técnico ficando deste modo cumpridos os objectivos do ministro Cardia com a sua política de assistência social: agravar ainda mais as já precárias condições em que muitos estudantes frequentam o ensino superior proposto.
Ao tomar publicas estas propostas apresentadas sob a preocupação que necessariamente levanta aos trabalhadores da AEIST o perigo existente de perderem o seu emprego, a Direcção da AEIST pretende alertar todos os estudantes do Técnico para mais este problema levantado pelos cortes de subsídios que é o risco de emprego para mais de 80 trabalhadores.
Para o MEIC trata-se de criar cada vez maiores problemas económicos aos estudantes. Para nós, exigir medidas a quem provocou a crise.

REESTRUTURAÇÃO FICOU NO PAPEL!
Algumas das propostas de reestruturação apresentadas ao MEIC pela DAEIST.
Se é um facto que neste momento a situação financeira da AEIST se encontra de tal modo deficitária, preocupando necessariamente todos quantos a ela estão ligados (quer pelo que representa para o movimento sindical dos estudantes do IST, quer pelos serviços prestados, quer ainda como local de trabalho) é um facto também que importa analizar o porquê da situação e como dela se pode sair.
Sabemos que desde sempre as AEs viveram dos subsídios mais ou menos regulares que lhes eram concedidos e que desta forma se iam aguentando. Todavia, e pelo tipo de instituição que são, não visando obter lucros e tendo secções de carácter social, elas não poderiam ser financeira mente seguras, antes pelo contrário, sempre se apresentaram deficitárias.
Concretamente e em relação à AEIST, foi de facto isto que sempre se passou em alturas de maior deficit recorria-se aos subsídios e tudo voltava à normalidade.
Com o avolumar ou crescimento de encargos e com a redução e/ou cortes de subsídios, esta situação ia-se logicamente agravando.
Em devida altura, a Direcção da AEIST elaborou um plano de reestruturação das secções tendo, partindo e fundamentando-se nesse plano, apresentado ao MEIC um pedido de subsídio, que pudesse colmatar as deficiências das secções.
Para os bares, por exemplo, era evidente a necessidade de um melhor apetrechamento e arranjo de instalações que pudesse levar a um melhor e mais amplo serviço, e à existência de um controle sobre os mesmos. Questões como um armazém, Bar II, máquinas registadoras, câmaras frigoríficas e fogões, foram apresentados aos serviços sociais como plenamente justificáveis para um melhor funcionamento e controle. No entanto nunca foi concedida verba para a sua efectivação.
Em relação à cantina conseguiu a Direcção da AEIST que a Direcção Geral das Construções Escolares elaborasse um projecto que iria permitir a existência de instalações, quer no tocante à cozinha propriamente dita, e armazém frigorífico quer tendo em conta o aumento substancial de refeições servidas. Também aqui o ministério disse não. E devido a isto, que neste momento a qualidade e confeccionamento das refeições são aquelas que todos necessariamente conhecemos.
Para a Secção de Folhas, por exemplo, foi proposta a aquisição de uma máquina de "alçagem", zona de estrangulamento na produção da Secção de Folhas, uma vez que todas as folhas saídas da Associação são alçadas e dobradas exclusivamente por duas funcionárias... Paralelamente avança mos a proposta de compra de uma máquina de escrever IBM-COMPOSER cuja aquisição permitiria a curto prazo executar a quase totalidade da revista "TÉCNICA" na AEIST, reduzindo enormemente os preços de custo. Além disso, melhorar-se-ia o aspecto gráfico de outras edições. A falta de respos ta favorável, arcou a AEIST com o encargo de mais 300 contos na compra desta ultima máquina.
Pensa a Direcção da AEIST que a única forma de obviar a esta situação e ao seu agravamento é pois a reestruturação geral dos serviços que irá por um lado, permitir que secções tipo folhas e bares possam ser auto-suficientes e ainda dar margem a que secções cuja actividade tem um carácter cultural e desportivo e por consequência sem possibilidades de autonomia própria, e por outro o melhoramento dos serviços prestados pela AEIST.

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