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quarta-feira, 26 de abril de 2017

1977-04-26 - VIVA O 1° DE MAIO VERMELHO - PCTP/MRPP

VIVA O 1° DE MAIO VERMELHO

ROSSIO - 10 ÀS 17 H. REALIZAÇÕES CULTURAIS
MANIFESTAÇÃO POPULAR - 17 H.

Todas as classes têm dias próprios para as suas festas. A burguesia celebra nesses dias os massacres e os momentos altos da sua exploração sobre a classe operária e o povo.
A classe operária tem também as suas festas em que comemora as vitórias alcançadas, através de duras, e por vezes prolongadas lutas, contra os seus exploradores.
O 1.° de Maio é o dia mundial de todos os trabalhadores que simboliza a histórica luta travada pelos operários de Chicago em 1886 pela imposição do horário das 8 horas de trabalho.
O proletariado e o povo português cedo começaram a celebrar o 1.° de Maio, cedo juntaram a sua voz à dos seus irmãos de outros países, cedo declararam guerra ao capitalismo, à odiosa exploração do homem pelo homem.
O 1.° de Maio viu em Portugal lutas renhidas, verdadeiras batalhas de rua que decorriam entre as forças do proletariado e do povo, armados com armas de circunstância, e as negras legiões dos latifundiários, dos colonialistas e da burguesia, fossem elas constituídas pelas forças da polícia monárquica, pela GNR durante a república, ou pela GNR e PSP, pide e legião com “O Estado Novo”.
Todas estas batalhas que o proletariado heroicamente ia travando eram inconsequentes, porque dirigidas por direcções pequeno-burguesas, sempre foram traídas pelo revisionismo infiltrado no seio da classe e careciam de uma direcção firme, coesa e organizada, de um verdadeiro destacamento de vanguarda, de um Partido Comunista autêntico.
Em 1973, a classe operária e o povo, convocados pelos Marxistas-Leninistas-Maoistas, nessa altura organizados no MRPP, para comemorar o dia dos trabalhadores, souberam corresponder, participando em massa, aos milhares, na grande batalha que constituiu o 1.° DE MAIO VERMELHO.
A repressão criminosa sobre as massas e a traição da bufaria revisionista não conseguiram, para a burguesia, o prazer de ver a classe operária e o povo vergarem. Esta grande jornada de luta constituiu uma grandiosa vitória do MRPP, da classe operária e da Revolução portuguesa sobre a burguesia fascista e o revisionismo. A classe operária teve pela primeira vez, em alternativa aos 1.°s de Maio amarelos da traição, uma verdadeira jornada de luta contra o capitalismo, a exploração e a opressão - o 1.° DE MAIO VERMELHO.
O 1.° de Maio que se aproxima surge numa altura particularmente aguda da luta de classes, em que a classe operária se levanta firmemente disposta a combater o sistema que faz aumentar dia a dia a sua situação de miséria, fome e desemprego;
Surge numa situação nova, caracterizada por uma profunda instabilidade do poder e em que a classe operária já dispõe do seu Partido Comunista - o PCTP - digno herdeiro das gloriosas tradições de luta do Movimento que lhe deu vida - o MRPP.
O governo dito Socialista tem-se preocupado apenas em agravar a situação do povo trabalhador, repondo as tácticas e as teorias já preconizadas nos famigerados governos do Companheiro Vasco. Trata-se, para a burguesia no seu conjunto, de resolver, à custa dos trabalhadores, a crise em que se atolou.
O governo enche o seu “cabaz da fome” de bolachas de água e sal e diz que “temos que viver com o que temos”.
O partido social-fascista do P“C”P, através dos seus lacaios na Intersindical, diz que as bolachas não são más e que não devemos lutar, sob pena de que o “fascismo voltará”.
Os grupelhos neo-revisionistas da U“DP”/P“C”P(R) - cães de trela do partido social-fascista - dizem que “os ricos que paguem a crise”, mas nada de obrigá-los a pagar, porque “se não volta o fascismo”.
Os partidos dos Srs. Carneiro e Amaral em que (…?) muita coisa!
É assim que todos eles se (…?) no que respeita à exploração e opressão dos explorados, e nesse sentido (…?) Social - condição absolutamente necessária para que as medidas sejam acatadas.
Contra este conluio, a classe operária e o povo, já deram a sua resposta ao definir a solução operária para a crise, ao realizar a sua Conferencia Nacional sobre o Trabalho Sindical, e agora com a realização desta jornada autónoma de luta que é o 1.º DE MAIO VERMELHO.
Neste dia que deverá ser de unidade da classe operária e do povo trabalhador, que devem afirmar-se como uma grande jornada de luta contra os seus inimigos de classe, um dia em que se celebram as grandes vitórias já alcançadas e se preparam novos combates e maiores e mais retumbantes vitórias, a classe operária deve sair para a rua e cerrar fileiras em torno do seu Partido próprio de classe, na comemoração deste dia tão querido de todos os explorados e oprimidos.
O PCTP, ao convocar a classe operária e o povo para as realizações de comemoração do 1.° DE MAIO VERMELHO, fá-lo consciente de que é o único Partido que ousa convocar as massas sob a sua bandeira; de que a classe reconhece a sua direcção e que está disposta a deitar por terra todos os 1.os de Maio Amarelos que sejam convocados.
Contra o “Pacto Social”, contra as manobras cisionistas da Intersindical da traição, contra as medidas anti-populares do governo e os 1.os de Maio Amarelos, devemos saber transformar este dia numa intensa batalha contra a opressão e exploração capitalista, pela aplicação da solução operária para a crise.
Comparecer em massa no Rossio nas realizações do PCTP é condição necessária para que esse dia seja uma verdadeira jornada de luta de unidade e de vitória de todo o povo trabalhador português sob a direcção da classe operária.

Todos ao Rossio - Domingo dia 1 de Maio onde às 10 horas terão início as realizações do 1.° DE MAIO VERMELHO que culminarão pelas 17 horas com uma GRANDE MANIFESTAÇÃO POPULAR.

DOMINGO das 10 às 17 h.
feiras, exposições, coros, ranchos folclóricos e outras realizações.

VIVA O 1.° DE MAIO VERMELHO!
VIVA A CLASSE OPERÁRIA!
VIVA O PARTIDO COMUNISTA DOS TRABALHADORES PORTUGUESES!

Lisboa, 26 de Abril de 1977
A Comissão Organizadora do 1° DE MAIO VERMELHO

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