quarta-feira, 26 de abril de 2017

1977-04-26 - VIVA O 1º DE MAIO - MES

VIVA O 1º DE MAIO

     O 25 DE ABRIL ESTA VIVO!
    A CLASSE OPERARIA ESTA UNIDA E DISPOSTA A LUTAR!
   O MOVIMENTO POPULAR TEM FORÇA PARA RESPONDER A RECUPERAÇÃO CAPITALISTA!

3 anos passados sobre a jornada libertadora do 25 de Abril, 3 anos passadas sobre o Glorioso 1º de Maio de 1974 em que as massas populares começaram a transformar um golpe militar contra o regime fascista num processo revolucionário, é este o único significado que o lº de Maio pode ter: uma Jornada de UNIDADE, ORGANIZAÇÃO E LUTA!
Quando a GNR e a polícia de choque regressa às fábricas, às herdades e às empresas para espancar os trabalhadores e garantir a ordem dos patrões;
Quando os trabalhadores são despedidos com toda a desfaçatez pelo patronato explorador;
Quando os burlões fascistas regressam às empresas que sabotaram pela mão das desintervenções do Governo de Dr. Soares;
Quando o custo de vida sobe assustadoramente e os salários são congelados pelo boicote, tolerado e até apoiado pelo Governo dos patrões, às negociações dos CCT’s;
Quando o Governo e as agências imperialistas dão ordens na nossa terra, exigindo a desvalorização do escudo, a subida dos preços, mais facilidades de despedimentos, maiores garantias da lucros aos investimentos estrangeiros, etc.
Quando tudo isto acontece só há um caminho;
Lutando, impusemos as nacionalizações, erguemos o Controle Operário, avançamos na Reforma Agrária, saneamos os bufos, conquistemos melhores condições de trabalha e de vida, lutando. Defenderemos palmo a palmo estas conquistas!
Com a unidade da classe operária, com a organização do Movimento Operária e Popular, teremos a força necessária para lutar e vencer.
O PACTO SOCIAL NÃO PASSARÁ!
O MOVIMENTO SINDICAL RESISTIRÁ A TODAS AS TENTATIVAS DE CISÃO!
A jornada do 1º de Maio tem de ser uma grande manifestação de unidade e luta de todos os trabalhadores portugueses,
De norte a sul, do Continente às Ilhas, a classe operária e os trabalhadores devem afirmar com força que não querem o pacto social da miséria, da fome e do desemprego, que não querem os ridículos 15% do Governo do Dr. Soares, que querem os Contratos cá para fora e que vão para a luta onde as vitórias se conquistam, nas fábricas e nas empresas e não nos corredores dos Ministérios!
De norte a Sul, do Continente às Ilhas, a classe operária e os trabalhadores devem afirmar com força que não querem o pluralismo nem a divisão, que não querem “cartas abertas” nem outras manobras de divisão, que querem acima de tudo a unidade de classe e a Central Sindical Única, que querem uma Central que seja mesmo sua, uma Central democrática, partidária e de classe, que querem a CGTP-INTERSINDICAL cada vez mais forte, sem conciliações, burocracias e práticas cupulista!
O MES, organização comunista e revolucionária, chama todos os trabalhadores, todos os revolucionários e anti-fascistas a erguerem bem alto neste lº de Maio a Bandeira da luta contra a cisão sindical e o pacto social, pela mobilização do povo trabalhador contra a subida do custo de vida a o desemprego.
NÃO AO REFORMISMO!
NÃO À CONCILIAÇÃO !
NÃO AO RADICALISMO!
A jornada de luta do 1º de Maio tem de ser uma grande manifestação de vitalidade do Movimento Operário Português na sua luta interna contra as posições que o conduzem inevitavelmente a derrota.
Os becos sem saída a que foram conduzidos dezenas de contratos de trabalho, porque se trocou a luta pela conciliação com o patronato;
Os falhanços do controle operário era dezenas de empresas, porque as Comissões de Trabalhadores se transformaram em órgãos de cúpula, não mobilizando os trabalhadores menos organizando para a luta contra a sabotagem patronal;
Os crescentes passos dados pelo Secretariado da CGTP-IN. no sentido da aceitação da negociação do Pauto Social, porque nada fez no sentido do esclarecimento e mobilização dos trabalhadores contra o pacto Social e a adesão de Portugal ao Mercado Comum capitalista;
Eis alguns dos resultados da política conciliatória e reformista do PCP no Movimento Sindical e no Movimento Operário, duma política que nunca conduzirá os trabalhadores portugueses à vitoria sobre a recuperação capitalista, nem a derrota das forças que trabalhem para a divisão do Movimento Sindical.
A alternativa a esta política conciliatória e reformista não está no radicalismo da UDP/PCP(r), que aponta o caminho que a mera oposição a essa política dita em cada momento, favorecendo muitas vezes os ataques à CGTP-IN. e levando lutas para a derrota e a desmobilização,
O MES, como organizarão Comunista e Revolucionária, chama todos os trabalhadores, todos os Revolucionários e anti-fascistas, a erguerem bem alto neste la de Maio a bandeira da alternativa revolucionaria ao reformismo, ao radicalismo e à conciliação, a bandeira que a corrente Sindical Revolucionária tem sabido erguer, não só no Congresso dos Sindicatos, mas no dia a dia da luta anti-capitalista, da luta contra os despedimentos, à luta pelos Contratos.
RESISTÊNCIA POPULAR ACTIVA!
POR UM GOVERNO DE INDEPENDÊNCIA NACIONAL!
A jornada de luta do 1º do Maio tem de ser uma grande manifestação de luta contra a política os cedências à direita e de submissão ao imperialismo do falso Governo Socialista do Dr. Soares.
O caminho da alternativa popular e revolucionária para a crise capitalista e o caminho da resistência popular activa contra o regresso dos patrões, contra a repressão que de novo se abate sobre os trabalhadores, como na Mariott e no Funchal, contra a libertação dos rides, bombistas e fascistas, pela defesa de todas as conquistas do 25 de Abril. É o caminho da luta por um Governo de independência- nacional, um governo forjado na unidade, organização e luta de todos os explorados contra o fascismo, contra o imperialismo, pela independência nacional.
O MES chama todos os trabalhadores, todos os revolucionários e antifascistas, a erguerem estas Bandeiras da luta nas Jornadas do 1º de Maio que a Central Única, CGTP-IN, leva por diante em todo o país, para que a luta se imponha ao folclore,para que a determinação e firmeza revolucionárias se imponham a conciliação!

VIVA O 1º DE MAIO!
VIVA A CLASSE OPERÁRIA!
UNIDADE, ORGANIZAÇÃO E LUTA!
CONTRA O PACTO SOCIAL E A CISÃO SINDICAL!

Lisboa, 26 de Abril de 1977
O Secretariado do C.C. do M.E.S.

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