quarta-feira, 26 de abril de 2017

1977-04-26 - LISTA B LISTA SOCIALISTA CONTRA O MEIC - LCI

MANIFESTO
LISTA B
LISTA SOCIALISTA CONTRA O MEIC

DERROTAR O MEIC
Chegados quase ao fim deste ano lectivo, confirma-se o que sempre pensáramos ser c objectivo do Ministério da Educação para este ano lectivo de 76/77 ano de transição em que a burguesia iria, a pouco e pouco, repor a sua ordem na escola, liquidando, uma a uma, todas as conquistas dos estudantes. Foi o decreto de gestão, são os cortes orçamentais e a elitização da Universidade; foi o encerramento puro e simples de Faculdades (Economia do Porto e ISCSP) e são os "numerus clausus" que começaram em Medicina e Veterinária e se estendem já à nossa Faculdade (100 "vagas” para 1200 candidatos a Psicologia...). É o novo ano propedêutico, os exames de aptidão, os testes e os exames que também para Letras se anunciam.
O Movimento Estudantil, domesticado já no período anterior, no tempo em que a sua direcção apodava de reaccionária qualquer mobilização (UEC), passa para as mãos da JS que abandona as suas posições criticas face ao golpismo e burocratismo da UEC para a substituir como correia de transmissão do governo para as escolas. Os GDUPs, obcecados pelo "fascismo à porta" e roídos por fortes dissensões internas vão recorrer ao seu método privilegiado; propõem acções de "vanguarda'“, lutas que ficam isoladas, ou então argumentando que "a maioria dos estudantes é reaccionária”, vão cedendo em toda a linha a orientação do MEIC.
É exactamente aqui, intransigentemente contra os Ministérios burgueses e profundamente convencidos de que é possível ganhar a maioria dos estudantes contra o MEIC que estamos nós, candidatos a nova direcção para a luta.
Conscientes de que grandes batalhas ainda estão a nossa frente, propomo-nos como direcção que mobilize as grandes massas, que una os estudantes do Secundário, universitários, trabalhadores-estudantes e os candidatos à Universidade, em defesa das conquistas alcançadas na escola, contra os exames e o apertar da selecção, pelo restabelecimento do controle estudantil sobre a avaliação, pelo direito ao ensino. Uma direcção que impulsione a formação de uma UNEP única e democrática. Uma União Nacional dos Estudantes Portugueses intimamente ligada às lutas dos trabalhadores contra o inimigo comum.
A nossa proposta é esta: para deter o avanço da direita (JSD) na nossa Faculdade há dois passos que só a lista B garante podar dar:
1º - Desarmar a direita, demonstrando na pratica que é ela que é anti-democrática e golpista.
2º - Mobilizar os estudantes contra o plano de Cardia, que mais não é que o plano da burguesia (PSD e CDS) para a escola.

Defender a democracia na escola
Mas para lutarmos por estes objectivos de que Associação precisamos? Como vamos construir a Associação de combate que cada vez mais se torna indispensável para nos unir em torno de eixos comuns? A resposta só pode ser uma: uma Associação democrática e representativa, onde todas as correntes políticas e grupos de estudantes se possam exprimir, onde a grande maioria dos estudantes, de facto participe, discuta e faça im­por a sua vontade. As grandes batalhas que se avizinham só poderão ser vencidas se uma prática democrática conseguir forjar essa unidade, somente reuniões e votações representativas, onde nenhuma corrente deixe de poder manifestar as suas posições, servem para exprimir as decisões da escola. É esse também o caminho para a construção de secções associativas que possam dinamizar politica, pedagógica e cientificamente as actividades escolares, para cimentar a organização das mulheres e dos trabalhadores-estudantes em torno dos seus eixos específicos, para promover formas de apoio as lutas dos trabalhadores.
A experiência do ano anterior, apesar dos estatutos consagrarem o direito de tendência, veio mostrar como não deve funcionar a Associação: uma.direcção com um programa oportunista e com um dos seus sectores enfeudado à politica ministerial foi um obstáculo sistemático a dinamização e mobilização dos estudantes, recusando a convocação de reuniões e generalização da discussão quando isso lhe não interessava. Ao mesmo tempo isto não pode servir de argumento para, a orientação partidária de certas listas que, com um programa tão oportunista e apolítico como o direcção anterior, criticam o direito de tendência e o "partidarismo" (listas A, D e G) e defendem um funcionamento cupulista e burocrático, o que seria um entrave ainda maior à vitoria das nossas lutas pois nem sequer deixaria espaço para a expressão das correntes consequentemente defensoras das reivindicações estudantis.
A resposta só pode ser o aprofundamento da democraticidade da vida-associativa (que os estatutos consagram parcialmente), garantida por uma direcção que, dotada dum programa consequente, promova a mobilização permanente para a luta.
É ESSA A PROPOSTA DA LISTA B.

Pela ligação dos estudantes as lutas dos trabalhadores
As reivindicações estudantis, numa situação de crise do capitalismo, tendem a questionar frontalmente a dominação burguesa e o governo PS/Eanes que a gere. Elas só poderão ser satisfeitas se se souberem combinar com a luta da classe operária e dos trabalhadores contra o plano de austeridade, contra o reforço da autoridade repressiva do presidente Eanes, pelo Socialista.

LISTA B
26-4-77

VOTA B
LISTA SOCIALISTA CONTRA O MEIC
LCI/INDEPENDENTES

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