domingo, 23 de abril de 2017

1977-04-23 - BOLETIM Nº 1 DO MOVIMENTO DE ADESÃO AO PCTP - FEML

FEDERAÇÃO DOS ESTUDANTES MARXISTAS-LENINISTAS Organização do PCTP/MRPP para a Juventude Comunista Estudantil

BOLETIM Nº 1 DO MOVIMENTO DE ADESÃO AO PCTP na Organização Regional de Lisboa da FEM-L

SITUAÇÃO ACTUAL
ATÉ 18 ABRIL - 39 ADESÕES CENTRALIZADAS
V. Beirão - 8
ISA - 2
D. Pedro V - 3
L. Oeiras - 1
Ciências - 1
ISCAL - 3
M Castro - 1
E. Carcavelos- 2
Farmácia - 4
A. Domingos - 1
ICBL - 1
Pioneiros - 12
TOTAL DE ESCOLAS - 12
TOTAL DE ADESÕES – 39

Estudando os dados contidos neste quadro, todos os camaradas se podem a- perceber de que o movimento de adesão na nossa organização está ainda bastante atrasado.
Com o objectivo de 1500 ADESÕES até ao Fim do ano lectivo, até hoje, 18 de Abril, estão centralizadas apenas 39. Que conclusões tirar destes números? Quais as razões deste atraso?
1. Das 69 escolas onde a FEM-L está organizada, apenas 11 deram início à campanha, o que revela que o movimento de massa de adesão ao PCTP não se transformou ainda na tarefa central das nossas células e comités.
2. O reduzido número de aderentes obtidos pelas escolas indicadas mostra que a adesão tem estado limitada a um ou outro simpatizante mais próximo do Partido e que o sectarismo tem dominado. Uma parte das nossas células não compreendeu ainda que esta campanha de adesão tem o carácter de um movimento de massa, e portanto só se poderá desenvolver se for intimamente ligado às massas, na medida em que crescer a revolta dos estudantes contra as medidas anti-democráticas do MEIC e a política traidora de todos os oportunistas, na medida em que aumentar a nossa influência sobre estas lutas.
3. Algumas células traçaram planos e objectivos, mas não cuidaram de controlar a sua execução, e de desenvolver a luta ideológica activa, o que entravou a correcção dos erros e a superação das dificuldades - por isso mesmo vemos que a maior parte das células não ultrapassou os 2/3 aderentes e apenas se destacam a Veiga Beirão e o departamento dos Pioneiros Vermelhos.
4. E que dizer da ausência das grandes, escolas como Direito, ISE, Letras HSM e outras que até hoje não entregaram um só cartão? Duas atitudes se revelam: a das células que desprezaram completamente esta tarefa e cujos secretários não travaram a luta para mobilizar os quadros e combater e isolar esta linha e a dos secretários que já possuem cartões preenchidos mas não cuidaram de os centralizar. Duas atitudes, uma só linha de liquidação da campanha de adesão ao PCTP.
CAMARADAS
A luta ideológica na Organização, Regional de Lisboa da FEM-L tem vindo a intensificar-se. Os desvios, erros ou insuficiências cometidos não servem para encobrir a atitude de alguns secretários que sabotam ostensivamente o avanço da campanha: guardar os cartões na pasta ou na algibeira sem os distribuir aos membros da célula ou não discutir até ao fundo, nas células o que é e como se desenvolve o movimento de adesão são algumas das mais negras e descaradas for mas de oposição à campanha que se têm manifestado, e que é urgente denunciar e isolar. Trata-se de uma luta prolongada dos que querem aplicar as decisões do Congresso do Partido, persistir na linha política daí saída e contribuir para a edificação do PCTP contra os capituladores e impotentes que vêem o mar mais alto que a terra não confiam no Partido e nas massas e não acreditam que o movimento de adesão trará êxitos magníficos ao nosso Partido e à Revolução.
MOBILIZEMO-NOS PARA O CUMPRIMENTO INTEGRAL DOS OBJECTIVOS OS FIXADOS!
EM FRENTE PELAS 1500 ADESÕES ATÉ JULHO!

O MOVIMENTO DE ADESÃO TEM DE AVANÇAR COM NOVO VIGOR!
CAMARADAS! Há que arregaçar as mangas e meter mãos ao trabalho. Para que o tempo perdido possa ser recuperado é necessário:
1. Combater o sectarismo e unir-se às massas.
2. Fundir a campanha de adesão ao PCTP com a nossa intervenção nas lutas dos estudantes em cada escola (eleições/AAEE, RGAs, etc.).
3. Os secretários devem fazer planos precisos para o cumprimento dos objectivos e exercer um controlo apertado sobre o andamento campanha.
4. As células, nas suas reuniões semanais, devem analisar o estado de aplicação do plano, e adoptar as medidas necessárias para corrigir os erros, combater os desvios e vencer as dificuldades.
5. Ousar travar a luta ideológica activa nas células contra a linha liquidacionista e sabotadora; fazer propaganda dos exemplos avançados e denunciar a linha que se opõe ao desenvolvimento da campanha e os seus principais, portadores.
6. Acompanhar o desenvolvimento da campanha com a intensificação da nossa, propaganda e agitação. (nomeadamente acerca do 25 de Abril e do 1º de Maio Vermelho, particularmente com a venda semanal do "LUTA POPULAR.
Através desta campanha o nosso Partido e a Federação vão crescer e radicar-se, nas massas estudantis. À nossa organização acorrerão novos quadros, novas ideias, novo ânimo revolucionário.
VIVA A CAMPANHA DE ADESÃO AO PCTP!

23/4/77

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