sexta-feira, 21 de abril de 2017

1977-04-21 - Unidade Popular Nº 115 - PCP(ml)

O «oásis »de Mário Soares

As greves demagógicas de Cunhal multiplicam-se. A produção não aumenta. Os investimentos continuam paralisados. A inflação galopa. Os preços sobem em flecha.
No Alentejo reina o terror social-fascista. Em muitas localidades ribatejanas reina o terror social-fascista. Em muitas fábricas, empresas, escolas de todo o País reina o terror social-fascista.
Os cunhalistas continuam a agredir democratas. Os cunhalistas continuam a boicotar realizações dos partidos democráticos.
Uma boa parte da informação estatizada está nas mãos de Cunhal. A «cultura» oficial está nas mãos de Cunhal.
Não se define uma política de defesa nacional face à ameaça social-imperialista.
Bombistas sociais-fascistas e fascistas continuam a actuar impunemente. A PJM sabota investigações que prejudiquem os sociais-fascistas. Um bombista cunhalista leva um ano(!) de prisão. Um assassino UDPista sai em liberdade.
Perante tudo isto (e muito ma
is). Soares declara publicamente que Portugal é um oásis de estabilidade.
Perante tudo isto (e muito mais). Soares declara publicamente o seu apoio às teses enganadoras do social-imperialismo russo sobre o «desanuviamento».
Perante tudo isto (e muito mais). Soares declara publicamente que Cunhal não tem sido tão hostil como para aí se dizia.
Aproveitando o certificado de bom comportamento. Cunhal dá-se ao luxo de boicotar um comício presidido por dirigentes do PS.
A reacção (neste caso a social-reacção) só está bem a «levar nas trombas». Mário Soares não acredita nesta terapêutica. Que continue a conciliar. Mas qualquer dia o povo português farta-se de pagar essa cobardia.

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