quinta-feira, 13 de abril de 2017

1977-04-13 - ML Informação Nº 07 - Série I - PCP-ml

UMA DELEGAÇÃO DO COMITÉ CENTRAL DO PCP(M-L) VISITA A CHINA
A convite do Comité Central do Partido Comunista da China, vai deslocar-se a este país uma delegação do Comité Central do Partido Comunista de Portugal (marxista-leninista). A delegação é composta por Heduíno Gomes (Vilar), Secretário-Geral do PCP(m-l), José Santos, Secretário e membro do Burô Político do Comité Central, e Ana Faria, membro do Burô Político do Comité Central. Rumo a Beijing, a delegação deixará o nosso País ainda este mês.

OS «SUPER-REVOLUCIONÁRIOS» TROTSKISTAS REÚNEM-SE EM LISBOA
Tem lugar em Lisboa um encontro de «super-revolucionários» trotskistas a soldo do social-imperialismo russo, vindos de vários países e todos da família dos rachados do chamado «PCP(R)-UDP». Com este encontro dito «internacionalista», do tipo dos que já fizeram em outros países, os «super-revolucionários» pretendem fazer vingar em cada país, como se fossem os «verdadeiros» marxistas-leninistas, cada uma das camarilhas rachadas desse clube trotskista. Mas em cada país eles são odiados pela grande maioria do povo e apenas conseguem mobilizar pessoas enquanto estas não percebem que a sua política se opõe a Mao Zedong e serve o social-imperialismo russo.
QUAL A LINHA GERAL DOS «SUPER-REVOLUCIONÁRIOS» TROTSKISTAS?
Os «super-revolucionários» não consideram o social-imperialismo russo, hoje em ascensão e na ofensiva estratégica, como o inimigo principal mas, em seu lugar, o imperialismo americano, hoje em decadência e na defensiva. Eles opõem-se à aliança dos povos de todo o mundo para abater o social- -imperialismo russo.
Os «super-revolucionários» combatem febrilmente a teoria científica dos três mundos elaborada por Mao Zedong, pretendendo que ela é da autoria de Deng Xiaoping, por eles considerado «revisionista».
Os «super-revolucionários» combatem a união dos países da Europa ocidental necessária para fazer face à ameaça social-imperialista.
Os «super-revolucionários» pretendem que Cunhal, Carrillo, Marchais, Berlinguer e outros sociais-fascistas e lacaios do social-imperialismo russo são... «sociais-democratas»... simples «reformistas»... «lacaios da burguesia nacional»...
Os «super-revolucionários» apoiam o «bando dos quatro» na China, camarilha trotskista que, escondendo-se por detrás de um palavreado de «esquerda», na prática fazia o jogo do social-imperialismo russo, e por isso foi eliminado do Partido Comunista da China.
Os «super-revolucionários» não consideram Mao Zedong um clássico do marxismo, a seguir a Marx, Engels, Lenin e Stalin. Embora alguns, para enganar operários e jovens, ainda se refiram a Mao Zedong (como o fazem por vezes os rachados do Chico Bufo), outros já «sanearam» completamente Mao Zedong dos clássicos e pretendem substituí-lo por um «farolim» trotskista, um «pisca-piscat super-revolucionário».
Os «super-revolucionários» opõem-se á teoria científica e universal da revolução cultural proletária como método para a continuação da revolução no socialismo. Eles advogam, ao fim e ao cabo, tal como Khruchtchev, embora com um palavreado «ortodoxo», a extinção da luta de classes no socialismo, caindo em concepções burguesas sobre a cultura e outros domínios. Eles abrem as portas ao revisionismo moderno.
Os «super-revolucionários» não passam de trotskistas ao serviço do imperialismo hoje mais agressivo, não passam da tropa de choque, de batedores do social-imperialismo russo, que os sabe integrar na sua estratégia global. E isto apesar do palavreado por vezes «anti-revisionista» para manter as aparências.

O QUE DIZ O «PISCA-PISCA» «SUPER-REVOLUCIONÁRIO» SOBRE PORTUGAL?
No passado os seus serviços noticiosos elogiavam as façanhas da ARA cunhalista e do MRPP. Diziam que Portugal é um país «feudal-burguês», pelo que deduzimos que o seu actual enviado deve ter chegado a Lisboa de burro, por um caminho de cabras. Mas o que O «pisca-pisca» diz hoje é mais importante. Depois das inventonas do 28 de Setembro e do 11 de Março e da rebelião contra-revolucionária dos para-quedistas e outras unidades do 25 de Novembro, diz o candidato a clássico do marxismo que não houve intervenção social-imperialista em Portugal, que apenas «efectivamente, uma tentativa foi feita nesse sentido». E trata as denúncias da intervenção social-imperialista em Portugal de «algazarra» feita com «fins sensacionalistas», «mais que por receio de que os soviéticos se estabelecessem na Península Ibérica». Brejnev agradece reconhecido.

O QUE DIZ O «PISCA-PISCA» «SUPER-REVOLUCIONÁRIO» SOBRE ANGOLA?
Diz pura e simplesmente que não se trata de um êxito do social-imperialismo russo e que a denúncia dos crimes por este cometidos em Angola é uma tentativa de «excitar a psicose do medo e da guerra anticomunista».

QUEM É O «GRANDE REVOLUCIONÁRIO» ERNST AUST DE VISITA A LISBOA?
É um camarada do Chico Bufo que escreveu: «Quando um bom amigo faz setenta anos, deseja-se-lhe felicidade e saúde. Quando esse homem é um amigo de todas as pessoas, mais ainda se lhe deve agradecimento e respeito. Um desses homens é Nikita S. Krustchev, que no dia 17 de Abril de 1964 faz 70 anos (...) a ele devem milhões e milhões de pessoas a vida, mesmo que eles próprios não o saibam e não o reconheçam».
Ernst Aust, in Blinkfúer, 17-4-64

QUEM É O «INTERNACIONALISTA» DOM RAUL MARCO?
É outro «querido camarada» do Chico Bufo, outro pelele(1) de Brejnev, um dos que já há muito «saneou» Mao Zedong. Este considera que em Espanha vigora ainda «o mais feroz regime fascista»... «verdade» que os seus camaradas reproduzem nos pasquins dos respectivos países. Quanto a Portugal, o «internacionalista» Dom Raul Marco, descendente em linha recta dos Filipes, considera-o pura e simplesmente uma província de Espanha. Assim nos dizem os inúmeros desenhos feitos pelo seu partido, em que a «Espanha» inclui Portugal. Até no emblema da FRAP. Até no emblema do «PCE(m-l)». Aos «super-revolucionários» mais precipitados que nos queiram desmentir aconselhamo-los a examinar todas as versões dos referidos emblemas.

(1)Marionette em língua castelhana.

QUEM É A CAMARILHA DOS RACHADOS DO «PCP(R)-UDP»?
É um partido satélite do social-imperialismo russo, controlado e pago pelo KGB, a CIA russa, e que foi fundado pelo Chico Bufo, que entregou à PIDE, em 1966, mais de 50 antifascistas. Hoje vários bufos continuam à sua cabeça.
Quando o palhaço Barreiros fala, os cunhalistas aplaudem. Quando os cunhalistas pediam a dissolução da Constituinte, os rachados aplaudiam. Quando os cunhalistas faziam barragens, os rachados ajudavam. Quando Cunhal agride ou sabota comícios, os rachados ajudam. Quando Cunhal exigia «poder popular», ou seja, social-fascismo, os rachados diziam ámen. Quando os lacaios do social-imperialismo russo caluniam a China, os rachados ajudam à missa. Quando os cunhalistas organizam os SUV e defendiam o Corvacho, os rachados apoiavam. Os rachados estavam implicados com o KGB e Cunhal no 25 de Novembro até aos cabelos. Os rachados não hesitam em assassinar os seus opositores, como um jovem enganado pelos aventureiros do MRPP. Os rachados são os batedores de Cunhal, são o" espelho dos seus irmãos estrangeiros. Mesmo que falem em Mao Zedong, que nunca os reconheceu, o povo português já os conhece. O partido dos rachados está cheio de contradições internas e encontra-se em decomposição.

PARTIDO COMUNISTA DE PORTUGAL (MARXISTA-LENINISTA) AVENIDA 5 DE OUTUBRO 293, LISBOA - 1 - TELEFONE 7695 78

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