quinta-feira, 6 de abril de 2017

1977-04-06 - Bandeira Vermelha Nº 064 - PCP(R)

EDITORIAL
ESTUDEMOS E APLIQUEMOS A RESOLUÇÃO DO I PLENÁRIO DO COMITÉ CENTRAL

A resolução saída da I Reunião Plenária do Comité Central eleito no II Congresso determina com exactidão o eixo de toda a actividade partidária no imediato.
É preciso dizer que nenhum colectivo partidário está em condições de extrair os frutos políticos e práticos do II Congresso do nosso Partido sem estudar e aplicar a resolução do I Plenário do Comité Central. Não há tarefas práticas que se Sobreponham ao estudo da resolução porque é precisamente esta resolução que define o eixo de todas as tarefas práticas do colectivo partidário.
A resolução do Comité Central aponta três tarefas centrais imediatas para todos os organismos do nosso Partido. Urge entendê-las no seu essencial, desdobrá-las de acordo com a realidade de cada Regional, empresa ou zona e planificar a sua aplicação.
A primeira tarefa consiste em “ganhar todo o Partido para a aplicação da Resolução Política 'Pelo Caminho do 25 de Abril do Povo, da Democracia Popular e do Socialismo".
Muitos camaradas pensam não ser necessário voltar a discutir a Resolução Política uma vez que todas as células o fizeram já no período de preparação do Congresso. Esses camaradas não têm razão.
Em primeiro lugar, esses camaradas esquecem que a Resolução Política saída do II Congresso do Partido possui enormes enriquecimentos e várias alterações importantes que é urgente levar a todos os membros do Partido, como condição indispensável e essencial para estabelecer a mais sólida, a mais consciente e a mais firme unidade na acção e no pensamento de todo o colectivo partidário.
Em segundo lugar, esses camaradas esquecem a importância decisiva de levar a todos, rigorosamente todos os militantes do nosso Partido o entusiasmo, a determinação, a unidade e a maturidade proletárias revolucionárias que caracterizaram os trabalhos do II Congresso. Não é possível pensar em aplicar de forma resoluta as conclusões do Congresso sem assegurar a todos os militantes do Partido, rigorosamente, todos, a mais fiel, mais exacta e mais entusiástica imagem dos trabalhos do Congresso.
Em terceiro lugar, esses camaradas não compreendem que esta segunda fase da discussão da Resolução Política constitui já, por excelência, um passo decisivo para a aplicação e o desdobramento da política e da táctica globais emanadas do II Congresso às condições vivas, particulares e específicas de cada região, cada empresa, cada zona e cada local onde actua o Partido.
Aplicar a primeira tarefa determinada pelo nosso Comité Central significa, portanto, discutir em todos os colectivos a Resolução Política e em particular as alterações nela incluídas, levar a todos os militantes a imagem dos trabalhos do Congresso e orientar todos os debates para a aplicação viva às condições concretas daquilo que já é o pensamento único de todo o Partido.
A segunda tarefa consiste em "divulgar as bandeiras do Partido e transformá-las em bandeiras de luta da classe operária e do povo".
É uma tarefa essencial que precisa ser aplicada com entusiasmo, audácia e determinação por todo o colectivo partidário. Cumpri-la, significa já aplicar uma decisão fundamental do II Congresso que consiste em afirmar o nosso Partido de forma mais resoluta, mais aberta e mais firme na cena política nacional e particularmente junto da classe operária.
É útil considerar dois aspectos principais nesta segunda tarefa determinada pelo Comité Central, a saber: a divulgação das bandeiras do Partido, por um lado, e a sua transformação em bandeira de luta das massas trabalhadoras, por outro.
Divulgar as bandeiras do Partido, significa estudar e aplicar de forma sistemática e consequente as mais diversas, as mais minuciosas, as mais amplas e também as mais insignificantes formas de contacto com o povo trabalhador, para lhe levar as conclusões do II Congresso do Partido. Devem ser organizadas reuniões operárias em todas as empresas onde o Partido actua e também naquelas onde é possível desenvolver contactos. Todos os operários, rigorosamente todos os operários avançados que se destacam na luta de classes devem ser convidados e habilmente chamados a ouvir a voz do nosso Partido. É, urgente organizar reuniões especiais com operários comunistas iludidos pelo grupo revisionista com vistas a, em conjunto, comparar as teses revolucionárias do PCP(R) com a podridão revisionista do falso PCP. Particular atenção deve ser dada aos dirigentes sindicais honestos ainda não corrompidos pela cobardia revisionista. Também entre os agricultores e rendeiros, na intelectualidade e entre os estudantes, em todos os sectores susceptíveis de lutar, podem e devem ser organizadas pequenas reuniões de esclarecimento e debate.
Divulgar as bandeiras do Partido significa ainda organizar com audácia e entusiasmo a mais ampla, mais diversificada e mais convincente campanha de agitação e propaganda a favor das conclusões do nosso II Congresso. A vasta e minuciosa distribuição da Proclamação do Congresso adquire neste campo um papel determinante. Por seu turno, é indubitável que a conveniente convocação e preparação do próximo comício do nosso Partido constituirá o ponto mais elevado, a arma mais aguçada e o instrumento mais eficaz para divulgar o II Congresso do Partido. Por isso a convocação e preparação do Comício devem ser considerados como o aspecto decisivo da actividade partidária, no imediato.
Por outro lado, transformar as bandeiras do Partido em bandeiras de luta da classe operária e do povo é ainda um aspecto desta segunda tarefa determinada pelo Comité Central. Em última análise, a sua aplicação encerra o problema essencial, o apelo principal do II Congresso, a saber: transformar decididamente o PCP(R) num grande Partido proletário de acção de massas.
A sua plena aplicação é um processo longo em que o Partido vai progressivamente sendo reconhecido pela classe, vai-se progressivamente fundindo, em certa medida, com a própria classe.
Transformar as bandeiras do Partido em bandeiras de luta das massas laboriosas significa, neste momento, vincular, concretizar e traduzir as principais palavras de ordem do nosso Partido, palavras de ordem globais que sintetizam a sua táctica, às reivindicações mais sentidas, aos anseios mais fundos da classe operária e do povo. Em cada empresa e em cada aldeia, o Partido precisa possuir o seu programe de luta preciso, capaz de se tornar no programa imediato de luta das largas massas e resultante da fusão das suas aspirações mais sentidas com as bandeiras do Partido.
Para o conseguir, é urgente cortar com toda a apatia, toda a rotina e todo o acanhamento nos colectivos partidários, é imprescindível virar todos os organismos, todos os dirigentes e militantes para a acção política de massas.
Assim, aplicar a segunda tarefa determinada pelo Comité Central significa utilizar as mais variadas formas de contacto com os trabalhadores avançados para lhes transmitir as conclusões do II Congresso; organizar a mais ampla campanha de agitação e propaganda a favor dessas conclusões e ainda virar todos e cada um dos colectivos partidários para a acção política de massas de forma a vincular as bandeiras do Partido às reivindicações dos trabalhadores.
A terceira tarefa consiste em "discutir, assimilar e aplicar em todo o Partido os novos Estatutos".
Muitos camaradas não compreendem ainda a importância decisiva dos Estatutos. Nos Estatutos estão condensados todos os princípios essenciais que regem toda a vida partidária. Eles são a lei fundamental do Partido, constituem uma arma aguçada para assegurar a revolucionarização e proletarização ininterruptas do Partido, para assegurar que a sua cor será sempre vermelha.
É absolutamente indispensável que a discussão dos Estatutos seja levada a todos os organismos partidários de forma planificada e devidamente aplicada a problemas concretos que surgem diariamente na vida dos organismos do Partido. Assim se elevará a maturidade política do nosso PCP(R) e se forjará a indispensável unidade de pensamento e acção em todo o Partido.

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