terça-feira, 4 de abril de 2017

1977-04-04 - PLANO ABRIL-MAIO 1977 - PCTP/MRPP

AS 3 BATALHAS DA OFENSIVA POLÍTICA

E AS 3 CAMPANHAS DA EDIFICAÇÃO DO PARTIDO

(PLANO ABRIL-MAIO 1977)

III REUNIÃO DO COMITÉ REGIONAL DE LISBOA
1,2 e 3 Abril 1977

UNIDADE IDEOLÓGICA UNIDADE DE VONTADE, UNIDADE DE ACÇÃO CONDIÇÃO DA VITÓRIA DAS 3 BATALHAS E DAS 3 CAMPANHAS

     I. A LINHA GERAL REVOLUCIONÁRIA PROLETÁRIA DO PARTIDO E O PLANO ANUAL PARA A REGIÃO DE LISBOA, são os instrumentos principais para persistir na Ofensiva Política e na Edificação do Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses.
     II. GUARDAR E SABER APLICAR AS RICAS EXPERIÊNCIAS DO TRABALHO E DA LUTA nestes 3 meses, tanto, em Janeiro na "Campanha de Fundos do Povo para o Jornal da Verdade“, como em Fevereiro-Março, no Plano de Acção e Tarefa Central".
III. AVANÇAR NO EXCELENTE ESTILO DE TRABALHO feito de vivacidade, confiança, dinamismo, entusiasmo e actividade, que caracterizou a corrente principal nestes 90 dias, ousando mobilizar todas, as forças, despertar todas as energias e aproveitar todas as capacidades das massas revolucionárias.
IV. ELABORAR NOS PRÓXIMOS DIAS, PLANOS PARA ”AS 3 BATALHAS E AS 3 CAMPANHAS" para todas as organizações concelhias, locais de sector, sindicais e de base de forma a marchar ao mesmo passo na Região de Lisboa, adquirir uma firme unidade de vontade e uma sólida unidade, de acção.
V. APLICAR A LINHA DE MASSAS NA ELABORAÇÃO DOS PLANOS PARA AS 3 BATALHAS E AS 3 CAMPANHAS fazendo reuniões-plano, discutindo amplamente, debatendo e planeando em conjunto, ter em atenção os diversos pontos de vista, as diferentes condições, as mais variadas sugestões, de forma a criar um ambiente democrático sob uma direcção centralizada, estimulando a iniciativa, a correcta emulação comunista, o gosto pelo trabalho e o espírito de atrever-se a alcançar novas vitórias.
VI. UMA VEZ APROVADO O PLANO, ELE DEVE SER FIRMEMENTE APLICADO começando por fazem intensa propaganda no seio dos quadros e dos activistas de maneira a compreenderem o seu dignificado e alcance, passando de imediato a decidir dos métodos a seguir para alcançar com sucesso os objectivos fixados para cada local.
VII. A ESQUERDA, OS QUADROS AVANÇADOS DEVEM POR PLENAMENTE EM ACÇÃO TODAS AS SUAS POTENCIALIDADES, unirem-se à esmagado maioria dos quadros que revelou nos 3 meses passados estar disposta a avançar, a trabalhar duro, a exigir às direcções que laçam balanços periódicos, que tomem medidas eficazes que sejam capazes de resolver todos os problemas das massas das lutas e do partido.
  VIII. PERSISTIR NA LUTA ENTRE AS DUAS LINHAS
Sem luta não há avanços, sem luta não se corrigem os erros, sem luta não há unidade firme e sã no partido. Mas a luta deve, travar-se com correcção, na base dos princípios, reforçando a unidade de aço das nossas fileiras, desenvolvendo um estilo franco e aberto assente na crítica e auto-crítica, uma luta ideológica sempre ligada a prática, ao trabalhosa, às lutas e à vida do Partido.
     IX. NÃO SE AFASTAR DA ORIENTAÇÃO ESTRATÉGICA DO PLANO ANUAL PARA A OFENSIVA NA REGIÃO DE LISBOA, rejeitar todas as ideias erradas que viram dispensar forças, avançar sem plano, sem rumo, sem norte, sem, orientação estratégica. Devemos continuar firmemente e sem tergiversações a considerar a CLASSE OPERÁRIA a força principal da edificação do Partido Comunista, a aplicar as nossas forças nos 35 Sindicatos básicos e a concentrar forças nas 100 Grandes Fabricas.
     X. CULMINAR O NOSSO TRABALHO DE 5 MESES NA CONFERÊNCIA DA ORGANIZAÇÃO REGIONAL DE LISBOA.

AS 3 BATALHAS
A BATALHA DA CONFERÊNCIA SINDICAL DO PARTIDO 16 e 17 de Abril
A BATALHA DO 1º DE MAIO - DIA DA CLASSE OPERÁRIA
A BATALHA DA CONFERÊNCIA DA ORGANIZAÇÃO REGIONAL DE LISBOA – 28 e 29 de Maio

AS 3 CAMPANHAS
A CAMPANHA DE ADESÃO AO PARTIDO COMUNISTA DEVE AL­CANÇAR AS 4.000 ATÉ MAIO
A CAMPANHA DA DIRECÇÃO DAS LUTAS DOS OPERÁRIOS E DO POVO
A CAMPANHA DA ORGANIZAÇÃO DO PARTIDO - Duplicar as fileiras – consolidar os 3000 Jornais – defender o aparelho legal do Partido.

AS 3 BATALHAS
A BATALHA DA CONFERÊNCIA SINDICAL DO PARTIDO
        XI. A CONFERÊNCIA SINDICAL DO PARTIDO DEVE SER UM NOVO IMPULSO NA ACTIVIDADE SINDICAL DA ORGANIZAÇÃO REGIONAL DE LISBOA. Realiza-se em 16 e 17 de Abril em Lisboa, na Voz do Operário. Esta Conferência tem um enorme significado para a vida da classe operária, para o futuro do movimento sindical e deve ser entendida como uma QUESTÃO e uma TAREFA de todos os militantes do Partido.
XII. ESTUDAR, DISCUTIR E LEVAR À PRÁTICA EM TODAS AS CÉLULAS OS DOCUMENTOS DO "MANIFESTO SINDICAL", organizar de forma conscienciosa e sistemática a sua ampla divulgação entre os trabalhadores e o seu estudo aprofundado no decorrer da preparação da Conferência Sindical do Partido.
XIII. A ELEIÇÃO DOS DELEGADOS À CONFERÊNCIA SINDICAIS UM ACTO DE ENORME IMPORTÂNCIA PARA AS CÉLULAS OU FRACÇÕES SINDICAIS. Cada célula que envia delegados à Conferência deve realizar um balanço do seu trabalho sindical, sua participação na vida do sindicato, na contratação, nas assembleias ou listas, de forma a enviar um delegado que expresse a experiência mais avançada, neste campo específico do trabalho revolucionário.

A BATALHA DO 1º DE MAIO - DIA DA CLASSE OPERÁRIA
XIV. O 1º DE MAIO É A PRINCIPAL REALIZAÇÃO DE MASSAS nas 3 Batalhas e nas 3 Campanhas devendo começar a sua preparação desde já em todas as células, comités e organismos do Partido.
XXI. A CONFERÊNCIA DA ORGANIZAÇÃO REGIONAL DE LISBOA IRÁ TRAÇAR O RUMO E OS PRINCIPAIS OBJECTIVOS A ALCANÇAR NO PLANO ANUAL PARA A REGIÃO.
XXII. A CONFERÊNCIA DA ORGANIZAÇÃO REGIONAL DE LISBOA ELEGERÁ O COMITÉ REGIONAL.

AS 3 CAMPANHAS

A CAMPANHA DE ADESÃO AO PARTIDO COMUNISTA DEVE ALCANÇAR AS 4.000 ATÉ MAIO
XXIII. 4. 000 ADERENTES ATÉ 31 de MAIO implica uma grande mobilização de todas as forças, continuar, a ser o movimento de adesão a tarefa central em toda a Região,
EXIGE QUE A ADESÃO SEJA FEITA POR CADA MILITANTE, PLANEADO POR CADA CÉLULA, CONTROLADO E DIRIGIDO POR CADA ORGANISMO DO PARTIDO. Neve sentido em conta por todas as organizações o balanço de Fevereiro-Março das vitórias e das insuficiências do movimento de massa de adesão ao Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses.
XXIV. OS ADERENTES SÃO UMA FORÇA ACTIVA e cada célula e organismo deve de acordo com um plano, com uma política correcta, adequados métodos de trabalho, devem chamar os aderentes a participar em certas realizações, por exemplo, (1º de Maio, Comícios, Manifestações) em actividades concretas da luta de massas, (Reuniões na empresa, contratações colectivas, eleições sindicais, assembleias sindicais), nas organizações de massas (na Comissão de Trabalhadores, no Clube Desportivo, na Cooperativa do bairro, na Comissão de Moradores, no grupo dos Delegados Sindicais) e em certas Reuniões do Partido (Reuniões de Quadros, Plenários dos Concelhos, Colectivos Sindicais, Plenários de célula), dessa forma será justa a conclusão do Relato do Comité Regional a prática irá demonstrar que uma boa parte desses aderentes se transformará em activistas, em simpatizantes organizados e uma parte em militantes do Partido, no decurso do trabalho, das tarefas e da educação, se estiverem em contacto directo e estreito com a vida da organização".
XXV. OS ADERENTES DEVEM SER CENTRALIZADOS na Comissão de Organização e Fundos da Organização Regional de Lisboa, todas as semanas {ate as (01H00 de cada sábado) de forma a que os camaradas não retenham nas sedes ou em casa os Boletim, e para que toda a Organização Regional esteja a par da evolução do movimento de adesão semana a semana, cabendo à Comissão de Organização edição dum BOLETIM DA CAMPANHA DOS 4.000 ADERENTES, em cada uma das 8 semanas que separam o objectivo a alcançar em 31 de Maio.

A CAMPANHA DA DIRECÇÃO DAS LUTAS DOS OPERÁRIOS E DO POVO
XXVI. O PARTIDO E AS SUAS ORGANIZAÇÕES DEVEM, COLOCAR-SE À FRENTE DE TODAS AS LUTAS DOS OPERÁRIOS E DO POVO.
XXVII. FAZER UMA INTENSA AGITAÇÃO OPERÁRIA CONTRA AS MEDIDAS ANTI-POPULARES DO GOVERNO.
XXVIII. A CONTRATAÇÃO É A TAREFA CENTRAL PARA O TRABALHO NOS 35 SINDICATOS. Cada organização, cada célula de Empresa e cada fracção sindical deve ter um PLANO para o seu Acordo ou Contracto, começar por unir todas as nossas forças para a acção, passar a levar propostas a classe, organizar novos activistas no decurso da luta, travar combates prolongados contra a traição revisionista e as suas direcções sindicais vendidas.
XXIX. PLANEAR COM ANTECEDÊNCIA AS LISTAS PARA OS 35 SINDICATOS (Professores da Grande Lisboa, Ferroviários do Centro, Comercio de Lisboa, Transportes Urbanos de Lisboa, Correios e Telecomunicações-SNTCT, Metalúrgicos de Lisboa, Têxteis do Sul, Electricistas do Sul) 8 Sindicatos que totalizam 264.317 trabalhadores sindicalizados.
XV. O 1º DE MAIO É UMA JORNADA AUTÓNOMA DO PROLETARIADO REVOLUCIONÁRIO NA DEFESA DA SOLUÇÃO OPERÁRIA PARA A CRISE, devendo cada célula e organização realizar uma vasta, diversificada e ampla "AGITAÇÃO LOCAL" nas fábricas, nos sindicatos, nas empresas e locais de trabalho, nos bairros, vilas e aldeias.
XVI. O 1º DE MAIO DEVE SER ORGANIZAVO DE UM A FORMA AMPLA perdendo de acordo com as características e condições locais, serem levadas a efeito diversas realizações de carácter cultural, artístico, desportivo, confraternizações populares, etc., particularmente nos dias 29 e 30 de Abril e na própria manhã do 1º de Maio.
XVII. O 1º DE MAIO CULMINA COM UMA CONCENTRAÇÃO TOTAL DAS FORÇAS E UMA MANIFESTAÇÃO DE GRANDES MASSAS NO ROSSIO
XVIII. O 1º DE MAIO DEVE IMPULSIONAR O MOVIMENTO DE ADESÃO Podem constituir-se de acordo com as condições de cada local, "organismos" amplos de preparação, organização e mobilização para esta jornada de festa e de luta dos operários de todo o mundo.

BATALHA DA CONFERÊNCIA DA ORGANIZAÇÃO REGIONAL DE LISBOA
XIX. A CONFERÊNCIA DA ORGANIZAÇÃO REGIONAL DE LISBOA DEVE SER O CULMINAR VITORIOSO DO PLANO DAS 3 BATALHAS E DAS 3 CAMPANHAS" e de 5 meses de actividade do Partido, realiza-se nos dias 28 e 29 de Maio de 1977.
XX. A CONFERÊNCIA DA ORGANIZAÇÃO REGIONAL DE LISBOA É UM BALANÇO DO GRAU DE APLICAÇÃO A NOSSA REGIÃO DAS HISTÓRICAS DECISÕES DO CONGRESSO DE DEZEMBRO, NO I PLENUM DO COMITÉ CENTRAL, NA OFENSIVA POLÍTICA E NA EDIFICAÇÃO DO PARTIDO COMUNISTA.
XXXII. CONTINUAR A TRAVAR A BATALHA DAS 1.000 ADESÕES NAS 100 GRANDES FÁBRICAS, COMO, A SUPERAR OS ATRASOS, AS DIFICULDADES E OS DESVIOS NA ORGANIZAÇÃO DAS CÉLULAS, NÚCLEOS OU UM ADERENTE, EM CAPA UMA DAS 100 GRANDES FÁBRICAS E EMPRESAS DA REGIÃO DE LISBOA.
XXXIII.  REALIZA-SE A II REUNIÃO DAS 100 GRANDES FÁBRICAS, no sábado 23 de Abril, aberta a todos os militantes, simpatizantes ou aderentes dessas Empresas, para realizar um balanço dos problemas principais que se colocam à luta da classe operaria.
XXX. ORGANIZAR SOLIDAMENTE A FRACÇÃO SINDICAL DE CADA UM DOS 35 SINDICATOS; nomear a responsável; normalizar a vida regular de cada fracção; instituir a reunião mensal dos 35 responsáveis dos Sindicatos do PLANO:
XXXI. REFORÇAR O PAPEL DE DIRECÇÃO DO DEPARTAMENTO SINDICAL e a sua estreita ligação com as Comissões Sindicais de cada Concelho.

A CAMPANHA DA ORGANIZAÇÃO DO PARTIDO
XXXIV. DUPLICAR AS FILEIRAS ATÉ 31 DE MAIO, expandir e alargar constantemente as nossas organizações é uma condição necessária para o nosso Partido cumprir as múltiplas tarefas que as diversas frentes de luta exigem. Actualizar o RECENSEAMENTO do Partido no decurso da preparação da Conferência Regional.
XXXV. PAGAMENTO INTEGRAL DO LUTA POPULAR e consolidar uma rede de 3. 000 jornais até 31 de Maio
XXXVI. ESTUDAR EM TOPAS AS CÉLULAS "AS VINTE QUESTÕES" saber ligar o seu estudo à análise do trabalho e da situação de cada organismo, rejeitar o ponto de vista e a posição que entende que o Relatório de 1 de Fevereiro só diz respeito à Organização do Norte.
XXXVII. DEFENDER O APARELHO LEGAL DO PARTIDO
XXXVIII. CONSOLIDAR AS ORGANIZAÇÕES CONCELHIAS E POR PLENAMENTE EM JOGO O PAPEL DO SECRETARIADO CONCELHIO
XXXIX. A SUBIDA DAS COTAS DA REGIÃO PARA 200 CONTOS MENSAIS até 31 de Maio. Para o nosso Partido possa suportar as suas despesas em funcionários, em realizações centrais e nos Departamentos Centrais e para se inverter a situação financeira do Partido são necessários que todas as células revejam a sua atitude, face à situação financeira do Partido. Devendo de imediato ser tomadas as seguintes medidas; PAGAMENTO INTEGRAL DAS COTAS ATÉ 5 DE CADA MÊS; PAGAMENTO DE TODOS OS MEMBROS DA CÉLULA; AUMENTO DAS COTAS BAIXAS. Criação em cada Concelho ou Sector, um responsável pelas finanças que centraliza, envia o dinheiro e prestar contas mensais em Relatório.
Depois de efectuar à luz da Linha Geral Revolucionária Proletária do Partido um profundo e minucioso Balanço da sua actividade tanto entre as massas como no interior das organizações, a III REUNIÃO DO COMITÉ REGIONAL debateu de uma forma ampla, o rumo a seguir, os objectivos a alcançar, os obstáculos a vencer, os métodos a empregar, os meios e as forças a mobilizar. Da profunda discussão travada, da ampla democracia sob direcção centralizada e da luta ideológica acesa tiraria o Comité Regional grandes ensinamento. Que as 3 Batalhas, as 3 Campanhas e as 39 Orientações sejam na mão de todos os quadros um instrumento de luta, de mobilização e de novas vitórias na Ofensiva Politica, na Edificação do Partido e no cumprimento do PLANO ANUAL pana a Região de Lisboa.

4 de Abril de 1977
O COMITÉ REGIONAL DE LISBOA

Sem comentários:

Enviar um comentário

1977-06-00 - América Latina Nº 01 - CALPAL

PLATAFORMA DO COMITÉ DE APOIO ÀS LUTAS DOS POVOS DA AMÉRICA LATINA I - PREÂMBULO Os povos da América Latina vivem sob regimes dita...

Arquivo