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quinta-feira, 27 de abril de 2017

1972-04-27 - Contra o Colonialismo e a Guerra Colonial Imperialista Nº 04 - CLAC

CONTRA o COLONIALISMO e a guerra colonial-imperialista! Nº 4
27 Abril 1972
Jornal do Comité de Luta Anti-Colonial (CLAC) “4 de Fevereiro”

O POVO GUINEENSE
MARCHA IRRESISTIVELMENTE PARA A VITÓRIA TOTAL NA SUA GLORIOSA LUTA DE LIBERTAÇÃO NACIONAL

Avançando impetuosamente em todas as frentes, no campo politico, económico e cultural, o glorioso povo da Guiné-Bissau derrota estrondosamente os assassinos colonistas portugueses e os seus patrões imperialistas e reconstroi em cada avanço, o país devastado pela criminosa guerra colonial-imperialista de rapina o genocídio.
Depois de terem queimado a terra da Guiné com bombas de napalm, destruído grande parte dos seus cursos naturais os colonialistas portugueses já não visam essencialmente o saque das riquezas do solo e do subsolo, nem a extorsão de gigantescos benefícios económicos ao povo guineense.
Não é senão e hegemonia politica (…?) tos do colonialismo e do imperialismo mundial na África Ocidental do Norte, que eles visam em vão manter com a criminosa guerra colonial-imperialista é a sua permanência em Angola e Moçambique que eles também defendem na Guiné
Para tal eles recebem todo o apoio militar, politico e financeiro do imperialismo norte-americano, britânico, alemão, francês e japonês.
O imperialismo internacional com os Estados Unidos à cabeça, domina, oprime e saqueia uma multidão de pequenas nações e de povos colonizados da África, da Ásia e da América latina. Por toda a parte eles controlam os sectores básicos da economia, constroem bases e pavoneiam o seu espantoso poder militar na inútil tentativa para obstar à justa Revolução dos povos oprimido com o fito de conseguir uma hegemonia mundial, para o que não hesitam em recorrer à guerra de extermínio de povos inteiros e destruição dos seus países.
Mas os povos oprimidos e colonizados do mundo avançam como um furacão e destroem toda a agressão imperialista!
Onde quer que haja opressão, há resistência. Os países querem a independência, as nações querem a libertação e os povos querem a Revolução. Tal se tornou a tendência irreversível da história!
Ao grito de “Abaixo os réis do inferno”, liberdade para “os condenados!" os gloriosos soldados do exercito popular de libertação da Guiné-Bissau, dirigido pelo seu Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) combatem heroicamente a agressão das forças armadas dos colonialistas portugueses e infringem-lhes estrondosas derrotas. Libertaram já dois terços do território do seu país - e empurram agora os colonialistas para o mar, não lhes dando um palmo de terreno onde possam firmar a sua odiada dominação.
Na sua luta heróica o povo guineense não se encontra sozinho! A seu lado estão todos os povos, do mundo amantes da paz, da liberdade e da independência nacional.
A sua luta de libertação nacional é uma causa justa e progressista! Ela encontra o total apoio do povo da Guiné-Konakry e do Senegal. Ela é alvo da grande ajuda internacionalista de todos os po­vos independentes e livres do mundo.
A sua grandiosa construção das zonas libertadas às garras do imperialismo é uma imensa obra de um grande povo revolucionário em luta!
Ela foi observada pela Comissão Especial de Descolonização das Nações Unidas, que, sob a direcção de diplomata Horácio Sevilha - Borja, do Equador, visitou e estudou durante a semana de 2 a 8 de Abril de 1972 os extensos territórios libertados pelas forças populares da Guiné-Bissau, sob a direcção do PAIGC.
Foi todo um mundo novo que aguardava os membros da Comissão da ONU nas zonas libertadas. Na floresta, ao abrigo da aviação dos assassinos colonialistas, ergue-se toda uma nova vida do povo guineense. São os campos de cultura, a pequena produção industrial local e o sistema de distribuição e abastecimento dos meios essenciais à vida. É todo um novo sistema social e politico, muito diferente da velha sociedade colonialista do patrão branco. É a liberdade e a democracia. São as aldeias, os postos clínicos, os hospitais e as escolas onde floresce de novo a cultura popular, onde o povo guineense descobre finalmente, ao fim de 5 negros séculos de colonialismo, quem é, de onde vem e para onde se dirige.
É esta, a realidade das zonas libertadas. É esta a grande obra revolucionária do glorioso povo da Guiné-Bissau!
Foi este o novo mundo com que os membros da Comissão de Descolonização constataram. É esta a realidade que eles divulgam ao mundo quando pedem a todos os Estados, a toda as intuições especializadas e a todos os organismos da ONU que dêem o seu apoio à gloriosa luta do povo da Guiné-Bissau e concedam o lugar de membro nas suas agências especializadas a este país, reconhecendo o PAIGC como o verdadeiro representante do povo guineense e repudiando o domínio dos colonialistas portugueses sobre este território.
É esta a realidade que os assassinos colonialistas negam ao povo português! É esta a realidade que a burguesia colonial-imperialista portuguesa — pequeno peão do imperialista — tenta esconder nas Nações Unidas.
Nas Nações Unidas, como em toda a parte, existe uma relação de forças entre o imperialismo e as forças da Revolução e da Libertação dos povos oprimidos.
Esta relação de forças — durante muitos anos favorável à reacção mundial e que permitiu a agressão imperialista ianque à Coreia, ao Vietname, ao Laos e ao Cambodja, etc. alterou-se e é já desfavorável ao imperialismo, tal é o ímpeto revolucionário dos povos oprimidos.
É esta situação desfavorável aos patrões internacionais da burguesia portuguesa que faz com quê estes não mais consigam esconder o carácter injusto e contra-revolucionário da agressão colonialista que eles financiam e fomentam.
Esta relação de forças que obriga os imperialistas, ao mesmo tempo que financiam a criminosa guerra colonial-imperialista de agressão, rapina e genocídio, a aceitar a visita de reconhecimento da Comissão de Descolonização da GNU aos territórios libertados da Guiné-Bissau.
Também no palácio de vidro a burguesia colonial-imperialista portuguesa sofre estrondosas derrotas;
São completamente inúteis as idas do untuoso ministro fascista Rui Patrício aos centros da reacção europeia farejando o apoio maciço do imperialismo britânico e francês.
São completamente inúteis as garantias dadas pela burguesia portuguesas aos grandes grupos capitalistas monopolistas internacionais de que os seus interesses em Angola, Guiné e Moçambique serão-defendidos, custe o que custar, pelo exército colonial-fascista.
De nada valem os estágios de assassino colonial desenrolados nos centros da NATO — associação dos exércitos imperialistas da zona do Atlântico — e os fornecimentos maciços de armas e material pelo imperialismo.
De nada valem as fanfarronadas e as lamurias da imprensa fascista! De nada servem os discursos inflamados da camarilha marcelista!
Os povos oprimidos das colónias marcham resoluta e irresistivelmente para a vitória total sobre o colonialismo e o imperialismo internacional!

VIVA A GRANDE, GLORIOSA E JUSTA INSURREIÇÃO POPULAR ARMADA DE LIBERTAÇÃO POPULAR ARMADA DE LIBERTAÇÃO NACIONAL DOS HERÓICOS POVOS OPRIMIDOS DAS COLÓNIAS!!!
ABAIXO A GUERRA COLONIAL-IMPERIALISTA!
GUERRA DO POVO À GUERRA COLONIAL IMPERIALISTA!
VIVA O INTERNACIONALISMO PROLETÁRIO!
VIVA O MOVIMENTO POPULAR ANTICOLONIAL (MPAC)!
VIVA A RESISTÊNCIA POPULAR ANTI-COLONIAL (RPAC)!
VIVAM OS CLACS!

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