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sexta-feira, 10 de março de 2017

1977-03-10 - Noticias Vermelhas Nº 01 - PCP(ml)

O QUE É ESTE JORNAL

Este jornal será o porta-voz do PCP(m-l) no trabalho de educação e organização dos trabalhadores da EPNC à luz do marxismo, do leninismo, do pensamento de Mao Zedong.
Este jornal, tendo em conta os problemas concretos dos trabalhadores da EPNC, enquadrará a sua luta na luta mais geral do povo português pela salvaguarda da independência nacional e da democracia e pelo progresso social, contra o inimigo principal — o social-imperialismo russo e seus lacaios.
Este jornal defende a melhoria das condições de vida dos trabalhadores. Para isso é necessário, neste momento, aplicar uma política de recuperação da economia do País, tendo em conta as necessidades fundamentais dos trabalhadores portugueses.

POR UNS ESTATUTOS DEMOCRÁTICOS VOTEMOS NO PROJECTO A
Após o 25 de Abril, os trabalhadores do Diário de Notícias organizaram-se em tomo da sua Comissão Coordenadora. Apesar da sua actuação positiva, ela continha graves defeitos. Pretendia a «unidade dos trabalhadores» numa base espontânea, sem um programa de acção, o que deixava o campo aberto ao golpismo social-fascista. A formação do Conselho Geral de Trabalhadores, o famigerado CGT, assentou nos mesmos moldes.
Tiremos as lições do passado
O avanço social-fascista permitiu a Cunhal o domínio da maioria das comissões de trabalhadores, canalizando-as para os seus fins reaccionários: a imposição de uma ditadura nazi, semelhante à que hoje oprime os povos da URSS. Assim aconteceu no Diário de Notícias. As manobras e a demagogia do CGT levaram à demissão de Ribeiro Santos, com a consequente transformação do jornal num vómito social-fascista; levaram ainda ao saneamento de anti-fascistas de longa data como é o caso de Manuela de Azevedo e outros, à coacção e ao terror, ameaças e mesmo agressões físicas sobre trabalhadores que se opunham aos seus golpes.
Derrotados no 25 de Novembro, os sociais-fascistas perderam terreno no Diário de Notícias, verificando-se hoje condições internas para a eleição democrática dos representantes dos trabalhadores.
Vai, em breve, proceder-se a eleições de Estatutos dos órgãos dos trabalhadores da EPNC.

Os projectos da família social-fascista
Os projectos B, C e D defendem a existência de Comissão de Trabalhadores. Criadas na sua maioria após o 25 de Abril para objectivos reivindicativos e hoje ultrapassadas neste campo pela organização das estruturas sindicais, as comissões de trabalhadores são hoje mantidas pelos sociais-fascistas e seus lacaios para praticarem o chamado «controle operário», provocarem a anarquia e sabotarem a economia.
Actualmente, a prática do «controle operário» apregoado pelos sociais-fascistas e seus lacaios da UDP, MES, MRPP e submarinos no PS, não passa de um processo golpista de conquistarem posições no xadrez da economia nacional, usando as justas aspirações dos trabalhadores como moeda de troca nessa escalada. Por outro lado, os trabalhadores não devem gerir os interesses capitalistas embarcando no «controle» de gestão que a demagogia socialista do PS tenta impingir, e que neste momento também serve o social-fascismo. Devem, isso sim, fiscalizar por exemplo as contas da empresa, a fim de evitar fraudes que ponham em perigo os seus postos de trabalho, bem como desmascarar as manobras tendentes a colocar as empresas na dependência do social-imperialismo russo.
Por outro lado, os projectos B e C apontam para um número elevado de representantes nos vários órgãos. Tal prática provoca a reunionite e, com ela, o absentismo, a confusão, geradores da anarquia na produção e um obstáculo à eficácia desses órgãos. Ora isto não serve os trabalhadores.
Quanto ao projecto D, proposto pelos bobos do MRPP, dizem eles que «... as CT’s de empresas devem colocar sob a sua direcção as CT’s das respectivas Caixas...». Pretendem ainda exercer o «controlo operário (!)» de «todas as notícias, artigos e anúncios» que, para além de ridículo, nos faz lembrar os tempos do gonçalvismo.

O projecto da unidade democrática
O projecto A defende a organização na base de comissões sindicais eleitas democraticamente por listas e programa de acção. As comissões sindicais são as correias de transmissão do Sindicato junto dos trabalhadores e têm um importante papel a desempenhar na defesa dos seus interesses. A contratação colectiva é um dos campos da sua actuação.
O projecto A é o projecto da unidade democrática contra o social-fascismo, a conciliação e o aventureirismo. Por isso, os comunistas organizados na EPNC, inimigos intransigentes do golpis­mo e terrorismo, apoiam o projecto A, apelando para que todos os patriotas e democratas façam o mesmo.

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