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sexta-feira, 3 de março de 2017

1977-03-03 - CAMPANHA NACIONAL 50.000 contos - PCP

CAMPANHA NACIONAL
50.000 contos

Partido Comunista Português

Aos trabalhadores do Concelho de Almada
Perante as sucessivas agressões do capitalismo à nossa Revolução não podem nem querem os trabalhadores, como disso têm dado provas a todo o momento, ficar alheios e indiferentes.
Por outro lado é um facto que o PCP, seguindo na prática a teoria do Marxismo-Leninismo, age na certeza de que não serão os comunistas sozinhos, sendo contudo a vanguarda da classe operária e de todos os trabalhadores em qualquer processo revolucionário, que farão isoladamente a revolução.
Essa acção tem sido sempre seguida pelos comunistas das empresas de Almada, que não se poupam a esforços no sentido de fomentar a unidade de todos os trabalhadores progressistas e verdadeiramente anti-fascistas na luta pelos objectivos comuns fundamentais em cada momento do processo revolucionário.
Mas se os comunistas têm a perfeita consciência de que sozinhos não farão a revolução, é preciso que todos os trabalhadores honestos tenham também sempre presente que sem os comunistas não é possível fazer eficazmente frente à reacção, às provocações, à recuperação capitalista do processo em curso no nosso país.
É preciso que todos os trabalhadores atentem bem nisto e saibam em cada momento proteger, muito embora defendam ideologias diferentes, aquele partido que ao longo dos anos tem dado sobejas provas do seu patriotismo, do seu amor inquebrantável à causa da paz e da democracia. Esse partido, o Partido Comunista Português, sempre tem sido, é e será, o mais sério baluarte na defesa dos trabalhadores. Sem o PCP não haveria revolução em Portugal, não haveria jamais democracia no nosso país.
Neste momento o PCP está em fase de grande expansão e reorganização. Para isso precisa de bastante dinheiro, pois sem ele teríamos um partido manietado de pés e mãos. E o PCP não é, como toda a gente sabe, um partido de ricos; ao contrário, o PCP é o partido da classe operária e do povo trabalhador. Vive exclusivamente das quotizações dos seus filiados e do que angaria em festejos e venda de livros e autocolantes por exemplo, o que não chega para as despesas de um partido que desenvolve tamanha acção e com tal perseverança.
O PCP precisa pois da ajuda monetária de todos, comunistas ou não, que estejam interessados na sua acção eficaz dentro do processo revolucionário que vivemos. Defender o PCP neste momento, participando na sua campanha pelos 50 mil contos é pois, sem sombra de dúvidas, defender a própria revolução.
Daqui fazemos um apelo a todos os trabalhadores no sentido de que, caso tenham sido abordados, se dirijam a um membro do PCP do seu sector manifestando-lhe o desejo de participar na campanha dos 50 mil contos. Pode comprar-lhe talões de valor entre 50$00 e 100$00, pode inscrever-se com um dia de trabalho, ou pode inscrever-se com a quantia que quiser.
Na certeza de que com este gesto cada trabalhador contribuirá para o fortalecimento do PCP, para o fortalecimento do campo da democracia contra a recuperação capitalista e o fascismo, para a unidade dos trabalhadores progressistas frente à reacção.
Trabalhador não deixes de contribuir para a campanha dos 50 mil contos para o PCP e assim contribuirás para a defesa da Revolução, para a construção dum país livre, independente e democrático.

—   O Secretariado da célula da Lisnave da Partido Comunista Português
— O Secretariado da célula da Parry & Son do Partido Comunista Português
— O Secretariado da célula do Arsenal do Alfeite do Partido Comunista Português
— O Secretariado da célula da Sociedade de Reparações de Navios do Partido Comunista Português
— D Secretariado da célula da Companhia Portuguesa de Pesca do Partido Comunista Português
— O Secretariado da célula da ENI do Partido Comunista Português

Almada, 3 de Março de 1977

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