quarta-feira, 29 de março de 2017

1977-03-00 - Guilhotina Vermelha Nº 05 - FUG

EDITORIAL

O 25 de Abril trouxe esta coisa maravilhosa: demonstrar, à saciedade, aqueles que se propõem lutar em defesa dos interesses das classes exploradas por um lado, e, por outro, neste clima de liberdade burguesa, a possibilidade de demonstração plena da corja de oportunistas e carreiristas que por cá pululam e que com constante assiduidade estudam com a presunção de sumas autoridades, o processo que devem utilizar para depor aqueles que ocupam lugares de direcção e açambarcar para si mesmos esses lugares de direcção.
Destas vulgaríssimas aves, algumas passaram pela FUG mas, porque esta do mesmo modo que impedia a idolatria desta ou daquela personagem não afinava pelo diapasão de conquistar para si, FUG, estes ou aqueles cargos de direcção, essas vulgares e interessantíssimas aves, dizíamos, tiveram que procurar outro poiso.
É verdade que ninguém lhes disse: "Vão-se embora". Mas, se a FUG não estaria, nunca, disposta a satisfazer as suas ambições pessoais, não tiveram outro remédio que não fosse abandonar — como eles dizem que fizeram. Portanto, embora não se lhes dissesse para saírem a realidade é que não tinham outra alternativa.
A verdade, portanto, é que apesar de insertos na FUG, mas tendo ideias oportunistas não conseguimos desobstruir-lhes o cérebro para a assimilação de ideias justas, que têm como princípio, a difusão da luta política e cujo único recebimento será o constatar a aceitação dessas ideias.
A FUG, Frente Unitária Gráfica, como o seu nome indica, que se propôs trabalhar no sentido de unir os gráficos não poderia dar, infinitamente, guarida a quem da FUG quisesse fazer trampolim para a satisfação de ambições pessoais.
Mesmo assim alguns, dos que tiveram que "abandonar", nos sítios por onde vão passando ainda se vão dizendo da FUG ou por tal são tomados.
Tais atitudes ou interpretações só de um modo podem ser designadas...
Vamos recordar e recordar-lhes que a FUG se propôs lutar no seio dos gráficos.
—  para através da luta criar novos dirigentes sindicais
—  para a construção de um sindicato forte
— para através de um sindicato forte, intervir com eficácia no Movimento Sindical
não se outorgou nunca, ela mesma, dirigente.
A FUG que não é um sindicato paralelo — apesar das aleivosias pútridas de uma certa corja de "progressistas" — unicamente porque os princípios que enformam os seus componentes são pela unidade dos trabalhadores e não pela cisão, a FUG, dizíamos, não será nunca um covil de sabotadores ou arrivistas ou um monturo de carreiristas e oportunistas.
Fiquem todos cientes de que obstáculos deste jaez apenas têm produzido bom resultado. Têm-nos calejado na luta contra os fascistas de tipo novo e os fascistas tradicionais e levado à convicção de que a luta pelo avanço do proletariado, com todos os revezes a que possa estar sujeita, tem, na verdade, avançado.

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