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sábado, 18 de março de 2017

1972-03-00 - Luta Popular Nº 006 - MRPP

A burguesia tem medo do Povo:
decreta o estado de subversão!

A camarilha marcelista, protectora fiel da grande burguesia industrial e bancária, do grande comércio e dos grandes proprietários da terra, pediu à Assembleia "Nacional" fascista, que se pronunciasse sobre a existência de um "estado de subversão" e pedia amplos poderes para o Governo.
A classe dominante tentou desde sempre esconder a sua ditadura e a natureza de classe do seu Estado. Tentou desde sempre fazer passar aos olhos do proletariado e do povo o Estado como representante da sociedade inteira e, ao mesmo tempo, como independente, neutra e acima das classes.
O proletariado e o povo sabem, por dura experiência, que o Estado é um instrumento dos ricos e opressores, para se manterem no poder, aumentarem a exploração e a opressão sobre milhões de trabalhadores.
O proletariado e o povo sabem como as leis e os tribunais burgueses protegem e defendem o saque e a corrupção contra as amplas massas trabalhadoras.
O proletariado e o povo sabem que o exército é uma máquina parasitária que vive sobre as suas costas um exército colonial-fascista que perpetua já há onze anos uma atroz guerra de rapina e genocídio contra os heróicos Povos Irmãos de ANGOLA, MOÇAMBIQUE e GUINÉ:
O proletariado e o povo sabem na sua própria carne como as polícias servem e defendem os exploradores, humilham, intimidam e reprimem ferozmente as mais legítimas aspirações das amplas massas populares. Como a Igreja e a Escola servem a ditadura da burguesia. Como os jornais a rádio e a televisão mentem, deformam e intoxicam todos os dias as massas populares.
O Estado burguês é um instrumento de opressão, produto de inconciliáveis interesses que opõem a burguesia ao proletariado, que opõem uma minoria exploradora às largas massas trabalhadoras da cidade e do campo.
Como dizia o Grande LENINE, o Estado é um poder especial de repressão exercido pala burguesia contra o proletariado, contra milhões de trabalhadores por um punhado de ricos e deve ser substituído por um poder especial de repressão exercido pelo proletariado contra a burguesia: a DITADURA DO PROLETARIADO."
("O ESTADO E A REVOLUÇÃO")
Há muito que a burguesia, e o seu Estado, sempre que as massas trabalhadoras põem em causa o se poder ou entravam a sua exploração, se lança com a sua fúria assassina e terrorista sobre o povo.
Invade os locais de trabalho com contingentes da Guarda Republicana, Polícia de Choque e Pide, quebrar pela força as lutas operárias. Assaltam e fecham os Sindicatos Corporativos. Arrasam e desalojam pela força bruta os proletários dos bairros de lata. Reprimem os movimentos dos estudantes, quando estes desmascaram a farsa da sua "reforma do ensino". Espernearam, mentiram, caluniaram, o movimento democrático dos médicos e, na sua história impotente, ocuparam militarmente os hospitais civis. Querem agora assaltar e fechar as cooperativas.
Pretendem por todas as formas que a população não se reúna, não discuta, não seja informada, para que não possa lutar e organizar-se.
A burguesia decreta o "estado de subversão" porque sabe que ao transformar as fábricas em quartéis ao impor ritmos e cadências infernais, ao prolongar a jornada de trabalho para 14 e 16 horas, ao perpetuar a criminosa guerra colonial-imperialista, ao obrigar milhares de proletários a viver em miseráveis bairros de lata, ao aumentar incessantemente o custo de vida, grandes explosões, descontentamento, indignação e revolta se avizinham e anunciam o seu fim como classe exploradora.
A Assembleia "Nacional" fascista, ao reconhecer sem pestanejar a existência de um "estado de subversão” e ao dar amplos poderes à camarilha marcelista, demonstrou o seu medo do proletariado e do povo e desfez em pedaços as ilusões de algumas pessoas sobre os sectores liberais da burguesia. Existem, decerto, liberais na burguesia e na "Assembleia "Nacional" fascista e nem sempre apoiam o Governo, mas o desacordo entre eles é quanto à forma de melhor explorar, oprimir, ludibriar e amarrar o proletariado e o povo.
Quando a camarilha marcelista decreta o "estado de subversão", está a armar-se para a luta de morte que mais tarde ou mais cedo, terá de travar com o proletariado e o povo.
O "estado de subversão" é, para a ditadura da burguesia, o direito de realizar, através da sua sinistra Guarda Republicana, gigantescas operações militares contra o povo, ocupar, isolar e controlar as estradas, os bairros e as zonas operárias; assaltar, revistar e pilhar as casas dos trabalhadores, o direito de realizar perseguições e prisões em massa, a que chama preventivas.
O "estado de subversão" e, para a ditadura da burguesia, o direito de investir contra o povo desarmado, espancá-lo e assassiná-lo. É a repressão fascista sobre os mais elementares direitos e liberdades das massas populares,
O "estado de subversão" é, para a ditadura da burguesia, o direito de decretar estado de sítio, o recolher obrigatório, a mobilização geral, ou seja, a guerra contra o proletariado e o povo.
Ao proletariado e ao povo cabe desencadear a GUERRA POPULAR contra o inimigo de classe, até à instauração do PODER POPULAR; A DITADURA DO PROLETARIADO - A DITADURA DEMOCRÁTICA POPULAR:
As forças revolucionárias organizadas são ainda débeis, a classe operária não tem ainda o seu PARTIDO revolucionário, um PARTIDO fundado na teoria marxista-leninista-maoísta de forma a poder estabelecer uma sólida aliança com os camponeses, a unir e a mobilizar as outras classes em torno de um programa revolucionário, a formar um EXÉRCITO POPULAR de operários e camponeses.
O M.R.P.P. é o núcleo de comunistas organizados, que se propõe edificar o PARTIDO na prática da luta de classes a assestar golpes cada vez mais demolidores sobre a burguesia, até instaurar a DITADURA DEMOCRÁTICA POPULAR, satisfazendo os interesses fundamentais do povo: à DEMOCRACIA, ao PÃO, à PAZ, à TERRA, à LIBERDADE e à INDEPENDÊNCIA NACIONAL.
A DITADURA DEMOCRÁTICA POPULAR, é a DEMOCRACIA para os operários, camponeses, e outros sectores explorados e é a DITADURA para a minoria dos exploradores.
Devemos denunciar e desmascarar as faladas postas a correr pelos revisionistas do P"C"P sobre a "democracia nacional" escondendo a sua natureza e carácter burguês e explorador, as suas mentiras sobre a vida pacífica e parlamentar que eles tanto gostam de apregoar.
Só pela luta revolucionária das massas, em especial pela luta armada, as classes exploradas da cidade e do campo, conduzidas pelo PARTIDO DO PROLETARIADO, poderão derrubar o Estado burguês e instaurar o Estado Proletário.

AO "ESTADO DE SUBVERSÃO", O ESTADO DA REVOLUÇÃO!
VIVA A DITADURA DEMOCRÁTICA POPULAR!
VIVA O SOCIALISMO E O COMUNISMO!

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