domingo, 19 de fevereiro de 2017

1977-02-19 - Luta Popular Nº 521 - PCTP/MRPP

Declaração Solene de Abertura proferida pelo camarada Danilo Matos

Reforçar o papel dirigente do proletariado sobre o movimento revolucionário dos estudantes

Queridos Camaradas:
Em nome do Comité Central do Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses, em nome do seu Departamento da Juventude, e em meu próprio nome tenho a honra de apresentar a todos os delegados, aos membros do nosso Comité Central que muito nos honram com a sua presença, bem como aos nossos convidados e aos trabalhadores da informação, as minhas mais vivas e fraternas saudações comunistas.
O I Congresso Nacional da Federação dos Estudantes Marxistas-Leninistas não poderia iniciar-se, sob pena de negar se a si próprio e de se trair a si mesmo, se neste momento solene não dedicasse as primeiras palavras de alocução de que fui incumbido à evocação da memória e do espírito daqueles que foram os dois primeiros fundadores do Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses, os dois primeiros mártires do glorioso Movimento Reorganizativo do Partido do Proletariado e do nosso querido Partido, militantes intrépidos e exemplares da Federação dos Estudantes Marxistas-Leninistas, filhos abnegados do nosso povo e quadros eternamente fiéis ao nosso Partido e à sua linha geral revolucionária proletária — os heróicos camaradas José António Ribeiro Santos e José Alexandrino Gonçalves de Sousa.
O sacrifício supremo dos camaradas Ribeiro Santos e Alexandrino de Sousa marcaram a vida da nossa Federação e do nosso Movimento e o exemplo vivo e eterno de militantes inteiramente dedicados à causa do povo que eles nos legaram constituiu, constitui e constituirá uma escola para educação dos nossos quadros no espírito da fidelidade ao Partido e ao povo, na determinação e firmeza perante o inimigo e na certeza da vitória final do Socialismo e do Comunismo.
Ciente de que interpreto os sentimentos comunistas de todo o nosso Partido, da Federação e dos delegados, proponho ao Congresso que durante um minuto de silêncio, de pé e de punho erguido honremos os nossos mártires, tornando extenso este momento solene de recolhimento e homenagem ao camarada Manuel Cardoso a quem a morte negou a alegria de estar hoje connosco e a todos os filhos do povo caídos no campo da luta.
A realização do I Congresso da Federação dos Estudantes Marxistas-Leninistas é acto político de grande significado e alcance não apenas para o movimento democrático e revolucionário dos estudantes portugueses mas também para o movimento operário e popular no nosso país, não apenas para a Federação dos Estudantes Marxistas-Leninistas mas também para o nosso Partido - o Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses. É não só a juventude estudantil que tem os olhos postos no vosso Congresso mas é também a classe operária que se habituou a ver na nossa Federação aquele destacamento Indomável pronto a assumir o seu lugar na barricada sempre que as circunstâncias o exigissem e o Partido a chamasse.
Ao reunir-se hoje em Congresso, sob recomendação do I Plenum do Comité Central e na intenção expressa de que os nossos jovens comunistas apliquem, de forma profunda e criadora, ao seu sector especifico, a linha política fundamental saída do Congresso da Fundação e as resoluções e medidas políticas aprovadas no I Plenum, todos os quadros da nossa Federação e muito particularmente os delegados eleitos em todo o país devem estar dentes, e estão com certeza, da responsabilidade que contraíram perante o Partido e o povo e devem ser dignos da confiança que a massa dos quadros neles deposita ao elegê-los e ao delegar-lhes a sua representação. É que o Congresso que hoje se reúne não pode ser entendido como mais uma reunião de quadros como as que temos feito no passado, o Congresso que hoje se reúne é um Congresso histórico, é o I Congresso de uma gloriosa Federação, é a primeira grande reunião política após a Fundação do nosso Partido e tem lugar num momento particularmente importante em que todo o Partido está empenhado numa grande batalha pela sua edificação e em que entre a juventude estudantil se preparam grandes combates revolucionários.
Na batalha de edificação do Partido a nossa juventude comunista estudantil tem sobre os seus ombros uma grande responsabilidade que ela aceita com honra e com alegria ao mesmo tempo que está confiante das grandiosas tarefas históricas que a classe operária e o nosso Partido lhes reserva.
Tal como nos 6 anos que percorreram até à Fundação do Partido a 26 de Dezembro, a nossa Federação se revelou como um destacamento de vanguarda, com um espírito de Partido notável, com uma confiança inabalável na Unha geral revolucionária proletária do nosso Movimento e na direcção justa e clarividente do seu Comité Lenine e do nosso Secretário-Geral, com uma vigilância, firmeza e determinação comunista e proletária nas diversas lutas entre as duas linhas que tivemos de travar em defesa do Partido, da Revolução e do Povo e, muito particularmente, na luta contra as linhas revisionistas, capitulacionistas, e liquidacionistas do renegado Sanches e do provocador e arrivista Crespo e respectiva pandilha, tal como nesses 6 anos dizíamos, a nossa Federação deve saber retirar todos os ensinamentos duradoiros que essa caminhada cheia de glória nos legou, aprofundá-los, propagandea­dos e desenvolvê-los, persistir nesse espírito de Partido e de unidade do Partido, persistir no espírito de confiança e de certeza da direcção da classe operária, que é a confiança e a certeza no futuro da Revolução, no Socialismo e no Comunismo, persistir no espírito de modestos soldados do MRPP e hoje do Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses sempre prontos a todos os sacrifícios e a marchar quando e para onde a classe operária os chamar.
O vosso Congresso, queridos camaradas, tem o desfecho preciso que a recomendação chegada do I Plenum do Comité Central claramente expressa e ele significa, é essa a convicção do Comité Central, uma consolidação, fortalecimento e desenvolvimento da direcção política, ideológica e organizativa do proletariado sobre o movimento democrático e revolucionário dos estudantes portugueses.
Não obstante o significado expresso do nosso Congresso os nossos estudantes comunistas não podem esquecer, por um momento que seja, o papel dirigente do proletariado sobre o movimento de massas dos estudantes porque, efectivamente, nunca a juventude estudantil da nossa pátria esteve confrontada como hoje, não só com uma agressão ideológica e cultural do imperialismo e do social-imperialismo de grande envergadura, como a luta entre o proletariado e a burguesia é cada vez mais aguda para saber quem vai organizar, dirigir, ou influenciar essa enorme reserva da Revolução constituída por cerca de 1/6 da população portuguesa. É uma luta que ainda não está decidida mas que mais cedo ou mais tarde o será definitiva e invencivelmente para o proletariado revolucionário, conquanto que os nossos estudantes comunistas e a nossa Federação se atenham firmemente na aplicação da linha política fundamental do nosso Partido, se empenhem firmemente no combate sem tréguas pelo isolamento e esmagamento do revisionismo — o inimigo principal no seio dos estudantes, se empenhem no combate cerrado ao oportunismo e todas as suas manifestações, e atenham firmemente aos princípios da nossa política e à defesa do programa autónomo do proletariado, não tergi­versem na táctica e na aplicação, e apliquem uma táctica única e fiel aos princípios e saibam travar a luta nas diversas frentes onde ela deve ser travada com a maleabilidade e maturidade próprias dos comunistas, se liguem intimamente às massas dos estudantes a tenham uma concepção comunista do trabalho de massas, sabendo sempre agitar e organizar o mais pequeno descontentamento dos estudantes dos diversos graus de ensino e ligar os objectivos imediatos de cada luta e de todas as lutas aos objectivos finais da Revolução e disputem ao inimigo a direcção de todas as lutas e de todas as organizações de massas, perseguindo-o onde quer que ele se encontre.
O Congresso histórico de Dezembro e o I Plenum do Comité Central armaram todo o nosso Partido e todas as nossas organizações com o espírito e os instrumentos políticos e ideológicos necessários a uma poderosa ofensiva política em todos os campos e domínios e os documentos daí saídos constituem ioda uma política e um programa grandioso para o edificar do nosso Partido Comunista.
O I Congresso Nacional da FEM-L tem apenas uma bússola e um norte que são a linha fundamental do Partido saída do Congresso de Dezembro, as resoluções e as medidas políticas aprovadas no I Plenum do Comité Central. Para que o nosso Congresso possa traçar o rumo certo que a bússola e o norte nos indica e para que nunca vos afasteis dele é necessário e imperioso proceder, no decurso destes dois dias, a um balanço profundo e minucioso de toda a nossa actividade política. É bom e extremamente útil ressaltar os exemplos positivos e magníficos que a etapa da fundação nos revela, e eles devem ser não só estudados como aprofundados e desenvolvidos à luz das novas tarefas, mas é acima de tudo bom, extremamente útil e imperioso que se analise os erros, as insuficiências e os desvios manifestados para que corteis definitivamente o cordão que ainda vos liga ao círculo de propaganda que deixaste de ser e que, finalmente os nossos camaradas delegados se esforcem por analisar em toda a profundidade as novas características e particularidades que o movimento democrático dos estudantes vem a assumir depois do 25 de Novembro bem como a táctica que tem sido aplicada e que deve ser prosseguida daqui para o futuro sem tibiezas nem hesitações.
O I Congresso Nacional da FEM-L tem de armar todos os delegados presentes e todos os quadros com uma táctica única para o movimento de massas dos estudantes e armá-los para combater o ecletismo, o confucionismo e as hesitações que vos têm causado um certo número de revezes no vosso trabalho revolucionário.
Queridos Camaradas:
As vossas tarefas e responsabilidades à saída do vosso Congresso serão ainda maiores. Os soldados do Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses, educados na escola de Ribeiro Santos e Alexandrino Sousa, na escola do nosso Partido, não temem nem as tarefas, nem as responsabilidades, nem os sacrifícios. Estes estão cientes que o futuro é radioso, que a luta é dura e que este é o único caminho que o poderão trilhar para alcançar a vitória e marchar rumo ao Socialismo e ao Comunismo.
Ao ter a honra de, em nome do Comité Central, declarar aberto o I Congresso Nacional da Federação dos Estudantes Marxistas-Leninistas faço-o absolutamente convicto que os nossos jovens delegados, rapazes e raparigas, saberão fazer deste acontecimento histórico uma poderosa vitória da linha fundamental do Partido saída do Congresso de Dezembro, uma poderosa vitória da batalha pela edificação do Partida, uma vitória esmagadora sobre a linha de Sanches e de Crespo, e sobre o revisionismo, o neo-revisionismo e o oportunismo, uma poderosa vitória para o fortalecimento e consolidação da direcção da classe operária sobre o movimento democrático e revolucionário dos estudantes portugueses, faço-o também absolutamente convicto que os nossos camaradas delegados saberão instruir-se e levantar bem alto o espírito do Congresso de Dezembro, o espírito da luta, da unidade e da vitória, um espírito vivo, entusiasta e cheio de energia, o espírito dos camaradas Ribeiro Santos e Alexandrino de Sousa.
MORTE AOS RENEGADOS E AOS TRAIDORES!
HONRA AO CAMARADA RIBEIRO SANTOS!
HONRA AO CAMARADA ALEXANDRINO DE SOUSA!
VIVA A JUVENTUDE ESTUDANTIL!
VIVAM OS SOLDADOS DO NOSSO PARTIDO!
VIVA A CLASSE OPERÁRIA!
VIVA O MARXISMO!
VIVA O LENINISMO!
VIVA O MAOISMO!
VIVA O PCTP!
VIVA A FEM-L!
VIVA O I CONGRESSO DA FEML.

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